Miguel delibes

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⁠Não se anule pela pessoa que você está cuidando. A realidade da vida é que, se passarmos todo o tempo tentando ajudar todo mundo, acabamos negligenciando nossas próprias responsabilidades, seja ela com família ou outros que também dependem de vocês. 

⁠É lógico que todos nós gostamos de conforto e dinheiro, não vamos ser falsos e hipócritas. O que devemos aprender que não devemos ficar tão afeiçoados com isso que deixamos a nossa família, amigos, tempo de lazer, cabelos da cabeça e aumentar nossa ansiedade e stress por querer buscar sempre mais.

⁠Nunca desista da sua fé. Independentemente do que você acredite. Se criticarem sua fé, não discuta, não revide, desconsidere, pois pior do que ser idiota é discutir com um.

⁠Na valsa de minha vida,no compaço da minha tristeza sigo dançando com a morte bailando como o meu desespero com o choro como professor e a depressão como participação especial.

⁠Se os ciúmes são sinais de amor, é como ter febre em um homem doente, que, ao tê-la, mostra ter vida, mas vida doente e sem disposição.

⁠Eu odeio ainda estar vivo, queria voltar para aquela noite e ter terminado tudo, ninguém teria me achado.

⁠Meu vôo é a minha vida, feito das mais diversas manobras. Dou rasantes para ver melhor o que a vida me preparou, faço looping para jogar pra fora o que não serve mais pra mim, vôo alto, acima dos telhados das casas e dos prédios, para ver tudo de longe e analisando a melhor direção a seguir. Posso escolher se dou um mergulho para buscar forças e assim poder ir mais longe ou, se vou preferir planar nos ventos do destino.
Tudo isso para esperar sorrindo, que eles me levem aonde meus sonhos estão."

⁠Não se acostume a viver nas sombras dos outros, isso é muito complicado. Tente plantar a sua própria sombra, para não viver à custa dos outros.

O cérebro tem opinião. Tem uma opinião. Esse ponto de vista foi construído ao longo da nossa espécie do ponto de vista evolutivo.

Do futuro...
a gente tem tendência de ter medo, porque todos os sinais são dramáticos.

A máquina humanizada
[...] não há nenhum computador que tenha chance de reproduzir atributos humanos [...] É uma visão capitalista de que você não vale nada e pode ser substituído. A máquina não consegue escrever poesia, pintar como Picasso, tomar decisão baseadas na natureza humana. Todas as características que fazem a gente ser como é resultado de processos extremamentes complexos no cérebro e são fenômenos não computáveis.

A nossa classe política é muito fraca, muito pobre, dissociada da realidade. É uma classe que só pensa no espólio,em como extrair para si o que for possível.

Jovem taciturno de febril empatia
Pelo transeunte na tarde outonal;
Dizei-me a razão da tua alegria
E Outorgai-me a cálida madrigal!

Ah, ampara-me, pois careço
De um afago que jamais terei.
Sei que vivo em um sonho avesso
À felicidade que desejei.

Para acordar para vida
É preciso nela não dormir.
Deixando no passar dos dias
A tristeza que lhe faz sorrir.

Ó jovem taciturno, eu lhe imploro!
No ultimo folego que ainda me resta:
Beija tua amada e contínua simplório,
Faz de cada instante uma memorável seresta!

MAIO,MÊS DAS MÃES.
MÃE,SEMPRE MÃE.
Mãe e Vida se equiparam
Vida e Mãe se complementam
As duas coisas me envolvem
Ah! Se eu soubesse interpretar essa lexicologia!
Daria a minha vida,sonhos meus,para alcançar essa linguagem de Deus.
Sim,acredito nesse segredo,contudo confesso,tenho medo,
do desconhecido que vai acontecer um dia pra mim,porém,
não posso dizer que a terra me pertence,e, sim,eu é que pertenço a terra,ela me espera,MÃE da VIDA - vida minha...

Desistir é uma palavra suicida.Não mate seus sonhos.Não mate a si mesmo...

Já paraste para pensar, quantas Princesas sofrem por amor? Já paraste para pensar que algumas delas choram, tem vontade de se cortar, até de se matar, sim isso acontece diariamente e sabes porque? Porque alguns rapazes as deixam, dizem coisas lindas a elas, e essas coisas no final são palavras falsas esses rapazes apenas querem brincar com os seus sentimentos, não sabem dar valor e no final eles é que sofrem e se arrependem do que fizeram e fazem. Todas as Princesas tem o seu valor, um dia, seja tarde ou mais cedo elas vão encontrar um homem digno de uma princesa como elas.

Metáfora de Convivência Humana
DE CONVIVÊNCIA HUMANA


Há momentos em que o mais nobre gesto de coragem consiste em dizer, serenamente: “Não. Páro por aqui. Estou cansado. Desisto. Já não suporto esta sucessão de tempestades.”
Não se trata de fraqueza, mas de lucidez. Há um instante em que o espírito, exausto das lutas inúteis, reclama o direito de repousar.


As decisões intrapessoais, essas que nascem do diálogo silencioso entre a consciência e a alma, têm o seu fundamento na dignidade humana — esse valor supremo que nenhuma circunstância deve profanar. Decidir interromper um caminho, afastar-se de um convívio, ou simplesmente escolher o silêncio, não é abdicar da própria essência, mas antes preservá-la.


Quem opta por se resguardar não renuncia à vida, apenas recusa o desassossego que a envenena. Tais decisões não diminuem quem as toma; pelo contrário, elevam o ser humano ao patamar da sabedoria, onde o amor-próprio se confunde com a serenidade.
Não é desdém, nem indiferença, nem orgulho — é um acto de fidelidade à própria paz.


Não habites uma casa onde a tua voz é abafada, onde os teus valores são ridicularizados, onde a liberdade se torna refém de vontades alheias. Nenhuma morada merece ser chamada lar quando nela imperam palavras impostas, ou quando o teu silêncio é o preço da convivência.
A verdadeira habitação do ser é o lugar onde o espírito respira sem medo e a palavra nasce sem permissão.


Huambo, 22 de Outubro de 2025
Salomão B. Miguel Domingos

MEU MUNDO AOS 40.
"Nunca soube ao certo o que queria, e talvez por isso tenha sido mediano em tudo. Fui um médio filho, médio irmão, médio amigo, médio marido, médio profissional e um médio Alagbê. Mas ser mediano, no meu caso, nunca foi uma zona de conforto, era a saída da zona ruim. Meu esforço sempre foi diário, a busca por ser melhor do que eu fui ontem, e isso, ao longo do tempo, me levou à mediocridade. Uma mediocridade que eu precisei aprender a amar.
Aos 40, passei a entender melhor o amor fati, de Nietzsche, no qual se passa a aceitar, ou melhor, a amar, os desafios do destino, por mais dolorosos que sejam. Para um ser mediano como eu, essa filosofia se traduz num esforço motriz de uma usina nuclear, pois é preciso manter-se no patamar mediano, mesmo já com 40 anos.
Antes, a mediocridade não era o meu aspecto principal de vida. Aliás, sequer achava que um ser mediano poderia ser bom, pois sempre me cobrei pela excelência. Mas hoje, aos 40, a minha excelência é ser mediano. E por isso celebro minhas médias colunas, médios joelhos, médios pensamentos, média visão e a minha privilegiada calvície.
Ao final desta jornada, ao chegar do lado de lá, caso ele exista, não aceitarei os dizeres, 'você não tentou'. Pois briguei muito para ser mediano. E essa foi a minha maior luta. Bem-vindo aos 40."

“Somos o reflexo daquilo em que cremos e que defendemos. Não permitais que outrem vos desvirtue os dogmas ou os princípios nucleares que sustentam a vossa existência, nem consintais que tomem o governo da vossa vida. Sede autênticos, originais, coerentes e, sobretudo, prudentes.
Os conselhos que escutamos não se confundem com as decisões que nos cabem; não percais a faculdade cognitiva de refletir e de colher proveito do que ouvistes, mas não transformeis o conselho em substituto da vossa própria deliberação.”


Lisboa, 29 de Agosto de 2025

Na liberdade democrática, reconhece-se às pessoas o direito de se expressarem livremente; contudo, impõe-se-lhes, simultaneamente, o dever de saber escutar os outros. Exercer a liberdade sem permitir que os demais igualmente a exerçam constitui traço característico dos regimes ditatoriais.


Huambo, 11 de Novembro de 2025

Não se deve, nem tampouco é sensato, esperar dos comunistas, fascistas, marxistas, leninistas ou socialistas a genuína liberdade democrática. Proclamam a democracia e a liberdade segundo o seu próprio entendimento, mas negam, na prática, ao povo o exercício autêntico desses valores supremos. Por isso, lutemos com sabedoria pela democracia e pela liberdade — não lhes concedendo, porém, o perverso prazer de sermos devorados pelos sanguinários.


Lisboa, 7 de Outubro de 2025