Jean la bruyère
O vazio passou,
nem notou meu canto
lá estava eu, jururu,
sem reação, sem encanto.
Aqui, o vazio não fala,
não diz palavra,
nem acena um olá.
Na imensidão,
o frio não tem piedade
assola o corpo,
sem ninguém,
sem metade de nenhuma metade.
No recanto esquecido lá onde a estrada termina, mora o silêncio na mente feliz onde ninguém confronta a paz.
No momento em que você puxa a cadeira pra ela sentar e ela diz não, deixa lá. Vá buscar o teu conforto em outro lugar.
O aprendizado edifica instrui ensina mostra o caminho a seguir, no entanto é uma escolha de dois lados onde nem sempre a decisão é a escolha certa.
Rancor é uma fagulha perdida em desequilíbrio jogado ao acaso acolhido pela vergonha, deixa-la viver o distúrbio de arrogância assombro mergulhado embriagado no próprio caos.
Você sobrevive às armadilhas, aos conflitos, não por ser forte nem inteligente. Lá em cima o protetor vela por você. Pode acreditar, quem te ama de verdade não olha as tuas falhas.
Os mandemantos ensinam corrigi educa porém acordamos de lá pra cá seguindo o caminho de volta perdidos nos mesmos mandemantos.
Ser justo grato é o caminho certo de adiante vem o livramento limpando as erosões remanescentes, lavando varendo para longe deste modo não a volta nem sonhos passados.
Lá no fundo sem entender a causa da tristeza o silêncio responde sem palavras aos ouvidos, o cair é natural do ser humano é fato visível, no entanto é Deus quem levanta o caído.
O oceano rodeia a terra lá no canto bem longe a vela velejar num barco sem direção, não a barreiras nem capitão o vento dançou a vela velejar, longe ninguém no negreiros só o oceano um barco no mar.
O oposto assusta quem vem de lá na estrada escura, a cura adornou o medo aconteceu para saber quem pode sentar contigo em tua mesa.
No calor escaldante do deserto a caravana segue a passos lentos na certeza que lá não é lugar para morar, segue em direção no calor do meio dia com a certeza que é mundo vasto de travessia.
Não te encontrei te procurei na inda não estava lá, não te vi na saída a estrada estava vazia, não te encontrei em meu subúrbio estava um silêncio condenadopor não te encontrar.
A parábola não diz vá lá na frente tudo será possível, quando o entendimento aflora as coisas tornam-se fácil mesmo seguindo a multidão sem compromisso de direção.
