Jean la bruyère
O aprendizado edifica instrui ensina mostra o caminho a seguir, no entanto é uma escolha de dois lados onde nem sempre a decisão é a escolha certa.
Rancor é uma fagulha perdida em desequilíbrio jogado ao acaso acolhido pela vergonha, deixa-la viver o distúrbio de arrogância assombro mergulhado embriagado no próprio caos.
Você sobrevive às armadilhas, aos conflitos, não por ser forte nem inteligente. Lá em cima o protetor vela por você. Pode acreditar, quem te ama de verdade não olha as tuas falhas.
Os mandemantos ensinam corrigi educa porém acordamos de lá pra cá seguindo o caminho de volta perdidos nos mesmos mandemantos.
Ser justo grato é o caminho certo de adiante vem o livramento limpando as erosões remanescentes, lavando varendo para longe deste modo não a volta nem sonhos passados.
Lá no fundo sem entender a causa da tristeza o silêncio responde sem palavras aos ouvidos, o cair é natural do ser humano é fato visível, no entanto é Deus quem levanta o caído.
O oceano rodeia a terra lá no canto bem longe a vela velejar num barco sem direção, não a barreiras nem capitão o vento dançou a vela velejar, longe ninguém no negreiros só o oceano um barco no mar.
O oposto assusta quem vem de lá na estrada escura, a cura adornou o medo aconteceu para saber quem pode sentar contigo em tua mesa.
No calor escaldante do deserto a caravana segue a passos lentos na certeza que lá não é lugar para morar, segue em direção no calor do meio dia com a certeza que é mundo vasto de travessia.
Não te encontrei te procurei na inda não estava lá, não te vi na saída a estrada estava vazia, não te encontrei em meu subúrbio estava um silêncio condenadopor não te encontrar.
A parábola não diz vá lá na frente tudo será possível, quando o entendimento aflora as coisas tornam-se fácil mesmo seguindo a multidão sem compromisso de direção.
'SEI LÁ![2]'
Quero-te sei lá!
Convencional.
Inverídico.
Amar-te-ei como o mar?
Quero-te silenciosamente,
embaralhar...
Partículas no ar.
Sei lá!
Deletar meu coração.
Abrir corpos,
tencionar.
Insinuar outro mar...
Quero ausência cingir!
Titubear,
não só teu olhar.
Maquino detalhes,
litorais...
Sei lá!
'FIM[2]'
Tenta agasalhar-se sob um leito, mas um sono desesperado tenta alcançá-la. Sabemos que não haverá alvorecer. Apenas mares, sem ilhas para aportar. O coração segue latejando o fim de uma difícil jornada. A ausência do ar já lhe é suportável! Tinha sorriso de criança, olhar jovial e esbanjava energia nos braços. Mas carregava um pavor desde sempre: a de insetos! Porém, pouco tempo atrás, percebeu que eles são inofensivos. Há algo mais desesperador que eles!
Que acontecerá com seu nicho de insetos a partir de então? Outros terão pavor como ela? Ou aprenderão cultivá-los? Fora difícil disseminar que havia curado seu medo, que outras pessoas também poderiam ser curadas, seja lá qualquer doença fosse. Que bastaria aceitar o fim como um jogo que nunca se ganha, ou aprender a perder de uma forma diferente, de um modo aceitável.
Suas ilhas foram difíceis desbravá-las, mas tentou percorre-las uma a uma. Hoje é a última! Uma ilha díspar. Nada comparada àquelas paradisíacas que pensara alcançar um dia, com alguns pés de coqueiros e sombras. Perdera o medo dos relógios marcando as horas. Não tem mais tempo guardado nos bolsos para serem gastos no futuro. Sua matéria é agora tudo aquilo que conseguira plantar, com sua simplicidade e bondade. Ela se foi como o tempo, inesperado, levara seus medos e desesperos. Conseguira ter um estilingue, algumas pedras nas mangas e todo as ilhas possíveis que pôde...
- No fundo, ainda sinto que ela tinha medo de insetos...
'COGITO, ERGO SUM'
Levanto os olhos ao alto
e só me vem lembranças.
o que vejo não está lá fora!
O que vejo é 'puro
antagônico'.
Das pedras, das brumas,
esperanças.
Está aqui! Vivo na mente,
solto no ar!
||||||||||||| Frases escritas por Daniel da Silva, Carlos Paiva e Risomar Silva. Publicado no Clube Asas da Leitura no dia 05/09/2015. |||||||||||||
