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[Beleza Concentrada
a NĂveis InimaginĂĄveis]
cada palavra
escrita,
sĂł atinge
seu objetivo,
quando alcança
quem possa apreciĂĄ-la.
algumas
poucas coisas,
valem o risco.
e outras
pouquĂssimas,
valem até mesmo
as consequĂȘncias.
22/09/23
Michel F.M.
PrĂł-Vida
sou da luta em defesa da vida,
mas sĂł antes dela nascer.
depois que nasce a tal vida,
nĂŁo me interessa, nĂŁo quero saber.
a vida da mĂŁe nĂŁo me importa,
nem a vida do recém-nascido,
aborto paterno nĂŁo conta,
o ser vivo Ă© um caso perdido.
a vida deve ser respeitada
entre concepção e gestação,
a menina que foi estuprada,
aceite o destino, a nobre missĂŁo.
no nascimento sagrado
apĂłs a luz sĂł escuridĂŁo.
toda vida Ă© a vontade de Deus,
exceto a que jĂĄ nasceu.
milhÔes de crianças nas ruas,
que se danem,
nĂŁo sou pai de plebeu.
eu sou da famĂlia de bem,
tive berço e valores cristãos.
sou da luta em defesa da vida,
mas escolho quem deve viver.
por isso defendo a vida,
muito antes dela nascer.
os milhÔes a sangrar e morrer,
sĂŁo problema dos esquerdopatas,
que tĂȘm pobres de estimação.
eu relincho e refugo nas patas,
estandarte da defecação.
eu sou da famĂlia de bem,
tive berço e valores cristãos.
relincho e refugo nas patas,
estandarte da defecação.
23/09/23
Michel F.M.
Leve a sério, minha querida,
Imperatriz entre as orquĂdeas,
Duas passagens pras Antilhas,
SĂł de ida. Nossa ida.
[NĂŁo sĂł Ă© possĂvel,
como totalmente
plausĂvel e factual]
Amar de igual pra igual,
numa paridade
matemĂĄtica,
em proporçÔes simétricas,
como somente os sapiens
sabem fazer.
harmonicamente
nesta sinfonia
melĂłdica,
de intensidade
astronĂŽmica
e musical.
garimpando
a virtuosa
poeticidade,
como somente os sapiens
sabem fazer.
Amar de igual pra igual,
numa paridade cĂłsmica.
alguns corpos celestes
esperam bilhÔes
de anos
para se chocar,
nĂłs nos chocamos
desde o princĂpio
e muito antes disso.
(Bruno Michel Ferraz Margoni - 06/12/23)
[Cromossomos]
Mesmo sabendo que nĂŁo Ă© muito,
Eu sĂł posso te dar uma coisa,
Absolutamente
tudo.
(Michel F.M. - Altas do Cosmos para Noites Nebulosas - Trilogia Mestre dos Pretextos)
[Ultraviolenta]
Eu traria o Sol até aqui,
SĂł pra vĂȘ-lo fracassar,
Atirado na lama,
Envolto em sombras,
Ofuscado por tua luz,
Apagado por tua chama.
Atrairia o Sol até aqui,
SĂł pra vĂȘ-lo implorar,
Desonrado em mĂĄ fama,
CaĂdo no esquecimento,
Ocultado por tua luz,
Resfriado por tua cama.
Eu trairia o Sol bem aqui,
SĂł pra vĂȘ-lo agonizar
Diante de ti, adorĂĄvel tormenta.
Desprezado por quem mais ama,
Continue desumana contra mim,
Siga desprezĂvel e ultraviolenta.
Apagado por tua chama,
Diante de ti, adorĂĄvel tormenta,
Siga desprezĂvel e ultraviolenta.
(Michel F.M. - Atlas do Cosmos para Noites Nebulosas - Trilogia Mestre dos Pretextos)
"Quando uma mente culta decide agir com uma vontade de ferro, o mundo só tem uma opção: abrir passagem."
Só haverå mudanças de mentalidade e atitudes corretas quando reconhecer que é culpado se auto responsabilizar, pois enquanto transferir culpas a outrem e ainda encontrar tolos apoiando não acontecerå mudanças continuando e ampliando as mesmas entre outras tolices.
CJR
Nada é inteiramente bom ou ruim. à medida que os problemas se desenvolvem, o mesmo acontece com a solução.
Se o que Ă© seu estĂĄ guardado, nĂŁo tenha pressa, sĂł saiba reconhecer as batidas da felicidade no portĂŁo.
â O loucos estĂŁo lĂĄ fora se matando
Os daqui sĂŁo sĂł vĂtimas do sistema.
Eles sofrem, sentem tanto
E os de fora nĂŁo veĂȘm problema..
Na pele eles deveriam sentir
Como Ă© viver preso sem poder sair
Ser dopado de medicamento
Ter hora obrigatoria pra dormir
A liberdade é tomada a força
 Não se pode mais agir tranquilo
NĂŁo se sabe o que pode ruir
Ă melhor aqui em meu cantinho.
Aqui dentro tomam-se remédios
Dizendo que Ă© pra testamento
A humanidade toda precisa disso
Pra ver se curam esse mal tratamento.
Quem nĂŁo Ă© visto nĂŁo Ă© lembrado.
E Ă© assim que somos esquecidos
Passamos de um lindo retrato
A um papel velho,rasgado, sem brilho
O amor Ă© gostoso demais! A gente sente lĂĄ no peito, mas nĂŁo consegue guardar sĂł pra si, quer sair gritando por aĂ. Ă a nossa festa contra a solidĂŁo!
Igual torcida que comemora gol com fogos e cantoria, a gente quer celebrar ter alguém que faz o coração disparar.
Por isso, mesmo quem não curte bagunça, torce pra que todo mundo possa amar à luz do dia. Amar escondido até pode ter graça, mas dividir o amor com o mundo? Ah, isso é alegria pura e em dobro!
Coisa de Gente...
Alexandre Sefardi
Eu acredito no amor de verdade, no amor que dura pra sempre, em alma gĂȘmea. A gente sĂł fala de coisas bobas e divertidas, entĂŁo vocĂȘ nem imagina isso.
Mas eu acredito sim. Sempre penso que pode dar certo, que dessa vez Ă© diferente. Talvez por isso eu me decepcionei tanto.
"Olha que legal: fui atrĂĄs do amor e ele jĂĄ estava aqui. Fui tentar ser feliz e jĂĄ fiquei feliz sem saber."
Felicidade Coisa de Gente...
Alexandre Sefardi
"Nas fases difĂceis, agradeça mais. SĂł depois da tempestade que o cĂ©u te presenteia com arco-Ăris."
"As Paredes e o Vazio"
As paredes das igrejas nĂŁo sĂł isolam quem estĂĄ dentro do resto do mundo, mas tambĂ©m isolam a prĂłpria famĂlia. Â
Quantos se alegram em dividir sorrisos e ter um bom diĂĄlogo dentro do seu prĂłprio grupo isolado? Â
E quantos irmĂŁos, amigos, companheiros, esposas, esposos, filhas e filhos se perdem lĂĄ fora?
LĂderes e membros se dividem por posiçÔes e cargos, para servir uns aos outros. Â
Mas em casa, o abandono, a exclusĂŁo e a falta de amor dominam e destroem.
Ser crente virou sinĂŽnimo de hipocrisia e falsidade. Â
A individualidade da fĂ©, onde vale a lei da religiĂŁo e cada um por si, tem destruĂdo lares e afastado filhos dos pais, pais dos filhos.
E quando o pior acontece, e a perda vem de forma irreversĂvel, Ă© tarde demais. Â
E as lĂĄgrimas nĂŁo sĂŁo de dor, sĂŁo de culpa. Â
Tanto de um lado quanto do outro.
A mensagem do Evangelho, que deveria salvar, virou desculpa pra se afastar e se isolar do resto do mundo. Â
Paredes e muros de templos cheios de estranhos e vazios de amor e esperança adoram um Deus que não estå lå.
O filho prĂłdigo voltou, mas nĂŁo encontrou seu pai. A porta estava trancada.
Pai contra filho, filho contra pai.
Por Marcio Melo
