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No meu quarto
Lembro-me do tempo em que eu tinha um cantinho sĂł meu.
Uma cama de solteiro, um lençol florido,
um travesseiro macio que guardava meus segredos.

Ali moravam meus choros silenciosos,
minhas alegrias simples,
meu entusiasmo pela vida
e até o descanso depois de um dia cansado.

Havia humanidade naquele pequeno espaço,
uma paz tĂŁo minha, tĂŁo quieta,
que parecia abraçar meu coração.

Sinto falta desse lugar que era sĂł meu,
desse pedacinho de mundo onde eu me encontrava
e me acolhia.

O seu coração jå sabe, só falta sua mente confiar.

SĂł a poesia me entende neste mundo de vozes vazias e almas solitĂĄrias.
🕊

NinguĂ©m precisa aprovar a sua jornada, sĂł vocĂȘ.

⁠As coisas só são um problema quando não criamos estrutura emocional. Tudo tem o mesmo valor pro divino. Nossa mente que nos enreda dizendo que algo é muito bom ou muito ruim.

VocĂȘ nĂŁo pode simplesmente desligar os seus sentimentos sĂł porque a outra pessoa desligou os dela.

Só deixo de ser um ator em minha vida se atuo em uma peça que é minha.

A vida não é somente sobre nós, mas também sobre o que de nós ficarå para os outros. A vida não é sobre não ter erros, mas sim fazer com que muitos não cometam nossos erros. Cada instante vivido é uma presente e se houver um amanhã, que seja para plantar tais sementes... (Lorenzo Li)

SĂł quem se arrisca merece viver o extraordinĂĄrio!

7 de setembro, bandeira no céu.

Mas nossa independĂȘncia

É só papel.

Foi grito, foi pose, foi teatro, foi cena.

O povo aplaudia

mas a dĂ­vida

jĂĄ nascia.

Do Ipiranga à City de Londres o grito virou contrato e o contrato virou corrente  corrente invisível elegante, porém permanente.

Paga aqui, refinancia lĂĄ

juros sobe, esperança cai

o nome Ă© bonito

soberania Nacional.

Mas no extrato.

DependĂȘncia Global.

Diziam

Somos livres, somos bravos, somos gigantes.

Mentira elegante!

Escravos modernos, pagadores constantes.

Dois milhÔes de libras

e um século inteiro de promessas quebradas

de um lado a coroa caĂ­a.

Do outro, o povo segurava as algemas douradas.

Se fosse hoje? Dois bilhÔes quem se importa?

O problema não é o preço.

É o ciclo. É a porta que nunca se fecha, Ă© a dĂ­vida que nunca morre

O banco nĂŁo te mata

ele te deixa vivo

Pra pagar.

IndependĂȘncia ou morte!  gritou Dom Pedro.

E a Inglaterra respondeu

assine aqui, parceiro.

Enquanto o povo gritava

o banqueiro calculava.

Enquanto a criança nascia

a dĂ­vida jĂĄ a registrava.

E aqui estamos

exportando vida

Importando miséria.

Riqueza some na bolsa

e volta na fatura bancĂĄria.

A bandeira tremula mas quem segura Ă© o vento da ilusĂŁo.

Somos livres na mĂșsica

somos livres no hino

mas escravos na prestação.

7 de setembro Ă© sĂł desfile

É só fumaça pra esconder

que a independĂȘncia nunca chegou. E talvez nunca vĂĄ nascer.

Cada homem guarda sua vaidade fluida no Ăąmago — atĂ© o mais miserĂĄvel.
SĂł a abandona quando outro homem vil o constrange; entĂŁo cabe-lhe escolher: defender-se ou buscar novo constrangimento.

O importante na vida de um homem Ă© ter Poder e Paz, o resto sĂŁo sĂł ideais.

Mais vale ter tantos desejos e sĂł poder concretizar um, ou ter vĂĄrios e nĂŁo realizar nenhum.

Mundo invertido
​Nesse meu mundo invertido, virado de ponta-cabeça sĂł para me achar, tento nĂŁo ficar indo e voltando em um loop infinito, sem parar. Quero poder me desenverter sĂł para me olhar e dizer: "NĂŁo existe um lugar, sĂł, para vocĂȘ; existe um todo. Faz por merecer."
​Nildinha Freitas

Na fileira central, havia um homem. Ele não era mais o protagonista que um dia ela iludiu. Era só o espectador. Alguém que um dia acreditou que aquele palco cairia, que as luzes apagariam, que o cenårio daria lugar à verdade. Mas a atriz não descia.


Nunca descia. Continuava em cena, mudando de figurino, de entonação, de personagem
 mas sempre no mesmo palco

90% das pessoas que vocĂȘ conhece nesse mundo, sĂł gostam de vocĂȘ enquanto vocĂȘ oferece alguma vantagem, sejam eles amigos ou familiares.
Basta não ser conivente com a mesma visão de mundo pra começar a ser atacado.

Quando vocĂȘ sĂł tem vocĂȘ, quem vocĂȘ tem?

SĂł vive quem realmente quer viver

EU só Namoro depois que meu córtex pré-frontal estiver totalmente desenvolvido
⁠

Amo, odeio e me perco.
O amor é transitório e não tem força para mudar o destino.
Só é amor quando alguém decide permanecer; contudo, tal decisão é ilusão, pois o coração humano oscila como vento que não se captura.
O riso torna-se Ăłdio, e a palavra doce converte-se em dor.


Amar Ă© obra difĂ­cil. Aquele que hoje entrega tudo e Ă© honrado poderĂĄ, ao menor erro, esquecer quem amou.
O homem é movido por impulso, escravo de suas emoçÔes.
O prazer Ă© senda mais fĂĄcil que o amor; mas quem muito bebe do vinho, cedo se enjoa, e quando o vinho finda, resta-lhe arrependimento e solidĂŁo.


Mentir a si prĂłprio Ă© acorrentar-se a uma realidade que nĂŁo se merece.
Olhos belos podem amar-te, e tu a eles; mas recorda: nada te pertence, pois o outro sempre pode desistir.
Tua vontade nĂŁo altera o destino; preocupar-te com o que foi ou desejar o que nĂŁo tens Ă© tentar segurar o vento.
Nada é sólido. Lågrimas desperdiçadas não foram feitas para cair, sofres porque idealizas demasiadamente.


Os fardos que carregas sĂŁo teus, pois tu mesmo os criastes ao acreditar no que imaginaste.
Pais sĂŁo teus porque assim creste; mas podes viver sem eles?
Talvez fora melhor viver como se nada existisse.


De que vale ao homem crer no inferno?
Nascer Ă© condenar-se.
O mundo oferece apenas o que Ă© aleatĂłrio e ainda assim exige de ti responsabilidade sobre aquilo que nĂŁo escolheste.


Reagir às provocaçÔes é fortalecer o ego do outro.
Entrar em guerra Ă© buscar a prĂłpria ruĂ­na, pois abandonar a paz para defendĂȘ-la com conflito Ă© desatino.


Falar de tua vida nĂŁo alivia o fardo; nunca estarĂĄs pleno, pois envelheces.
Alguns amam riquezas, outros desejam liberdade, mas nenhum Ă© livre de si mesmo.
Vivem dentro de uma caixa escura — não há luz, nem sabem onde está a saída, pois quem nasce nas sombras não pode reconhecer o brilho.


Tua aparĂȘncia Ă© fruto de teu orgulho; quanto mais belo te adornas, maior o ego.
Experimenta ser o ponto neutro: onde o amor nada altera e a frustração é apenas fruto de tuas próprias ilusÔes.


Os erros que cometeste provĂȘm da falta de entendimento.
Mentiste a ti mesmo, prometeste e nĂŁo cumpriste; tais sombras caminarĂŁo contigo.
O que foi, foi. Não podes alterar quem te odiou — isso já te condena, mas não te aflijas.
A escuridĂŁo Ă© sempre escuridĂŁo, e caminhas sĂł, sem luz, por sendas incertas.
Sabes que morrerĂĄs, nĂŁo desejas viver, mas tampouco anseias pela morte.


Se hĂĄ algo antes ou depois, pouco importa — tua existĂȘncia nĂŁo foi escolhida.
És fruto de ato carnal desprovido de propósito.
E assim reclamas o direito de negar o que te condena, pois não escolheste nascer, nem habitar a oscilação eterna da incerteza.