"A troca da Roda" Bertolt Brecht
Congresso Marginal
William Contraponto
As vozes se vendem por moedas gastas,
na mesa dourada que não vê a rua.
Assinam folhas e rasgam promessas,
e o povo assiste, calado, à sua.
Na tribuna, os discursos vazios,
palavras vestidas de falsa razão.
Por trás das cortinas, negócios sombrios,
a pátria leiloada em cada votação.
Congresso marginal, teatro do poder,
onde o voto é moeda e a mentira é lei.
Congresso marginal, palco de perder,
quem acredita sangra outra vez.
Erguem bandeiras que já não tremulam,
são panos de farsa, costura de pó.
E cada silêncio que as ruas acumulem
vira alimento pra quem manda só.
Os olhos do povo carregam cansaço,
mas ainda resistem no peito a lutar.
Pois toda mentira tem fim e tem prazo,
nenhuma muralha é feita pra durar.
Congresso marginal, teatro do poder,
onde o voto é moeda e a mentira é lei.
Congresso marginal, palco de perder,
quem acredita sangra outra vez.
O Preâmbulo do Sinuoso Amanhã
William Contraponto
No espelho o indivíduo se pergunta,
mas não é só de si que diz o reflexo
O tempo o cerca, exige resposta,
entre o que cala e o que desponta.
O amanhã não é linha reta,
carrega desvios, curvas abertas.
Uns vendem certezas já apodrecidas,
outros recolhem verdades dispersas.
A democracia ainda respira,
mas sufocada por mãos de ferro.
O ouro dita leis silenciosas,
o povo tropeça em promessas de desterro.
Entre gritos de ordem e velhos estandartes,
ergue-se o espectro da mentira.
Ela se disfarça em nome de pátria,
mas guarda o preço da ferida.
E o ser, perdido entre lutas alheias,
pergunta se sua voz resiste.
Pois cada passo nesse sinuoso amanhã
decide se a esperança ainda existe.
Os versos dos poetas
são unguentos sagrados
derramados em silêncio
sobre corações cansados
de atravessar o tempo.
Tocam onde as palavras comuns
não alcançam,
curam fendas invisíveis,
acendem pequenas luzes
nos templos da memória.
Ah! As palavras poéticas
das almas aladas
( sacerdotes do indizível )
são sopros de eternidade
emprestados às almas humanas
que ainda creem
no milagre do sentir.
✍©️@MiriamDaCosta
Sem equilíbrio,
a realidade nos embrutece.
Mergulhar demais no cotidiano cruel
nos faz emergir desumanizados:
cínicos, debochados, frios,
calculistas e perigosamente cruéis.
Toda imersão profunda
cobra um contrapeso.
A arte não é luxo,
é sobrevivência.
A poesia, a música,
ler, escrever,
silenciar junto à natureza,
conviver com os animais
sem arrogância
são pequenas doses de sanidade
num mundo que insiste
em nos adoecer.
✍©️@MiriamDaCosta
A geopolítica, a mais cínica das visões de mundo, divide o planeta em três grandes áreas de influência: chinesa, russa e norte-americana.
Países como o Brasil, que não têm poderio militar para defender a integridade do seu território, existem por assentimento internacional.
"Cada dia é uma tela em branco; pinte o seu futuro e que, através da ação e motivação, você consiga realizar todos os seus objetivos.
Eu permaneço aqui, brilhando sem pressa, para que um dia, ao olhar para mim, eles vejam não um espelho de julgamento, mas um convite ao próprio despertar.
Que cada batida do meu coração seja um "obrigado" ao Criador, por me permitir existir, sentir e retornar sempre ao amor que sou.
Para muitos, a religião é uma ponte: uma ilusão sagrada que conduz o self em direção à própria origem.
Eu vejo a tristeza que carregam, e em vez de virar as costas, permito que minha luz dance ao lado, convidando-os gentilmente a lembrar da própria claridade.
Eu não confronto a dor deles; eu a envolvo em silêncio luminoso, confiando que o amor maior sabe o momento exato de transformar sofrimento em sabedoria.
Queria que as sombras que se aproximam da minha luz descobrissem a própria claridade que carregam dentro, e seguissem em harmonia com o todo.
O scroll infinito não é entretenimento. É uma roleta russa comportamental: cada deslize promete o próximo hit de dopamina, e você joga mais uma vez… até que o tempo real some e reste só o vazio de quem viveu tudo pela tela.
