Saint john perse
Quando um imortal do porte de Sarney constrói um mausoléu para si, imaginando um dia poder morrer, isto dá um desespero em todos os outros reles mortais, que tomam consciência de que não terão a mínima chance de sobrevivência.
Quando chegar a sua hora, de nada adiantará o fato de você viver sempre atrasado para seus compromissos, nem alegar que esqueceu o relógio sobre a cômoda.
Nesta hora, onde estão as pessoas no Cazaquistão? Naturalmente que é em casa que estão! Até porque lá deve ser de madrugada. Já o que fazem as pessoas do Curdistão é coisa que me eximo de dizer.
Do jeito que vai indo o espírito de tolerância entre os intolerantes, daqui a pouco não haverá mais nada para intolerar.
A diferença entre uma crise no governo e uma crise renal é que, nesta última, um chá de quebra-pedra pode resolver tudo; naquela, só um transplante de ministros.
Quando, em meados do século XIX, o Brasil passou a tomar banhos regularmente, apareceu logo um espertalhão que inventou a prática da lavagem de dinheiro.
Osvaldo Cruz, num tempo mais difícil, com tecnologia menos desenvolvida e com a descrença geral da população, conseguiu debelar do Rio de Janeiro a febre amarela e a varíola. Hoje, com recursos infinitamente maiores, nossas autoridades não conseguem fazer frente ao mosquito da dengue. Ai que saudades do Osvaldo Cruz!
Será que Fernando Botero, o pintor dos gordinhos, ao ouvir falar em regime alimentar, perde a inspiração?
Dizem que a vida na Terra já foi extinta algumas vezes. Não sei se isso que temos agora pode ser considerado propriamente “vida”.
Se você começa a fazer algo e pressente que vai dar errado, mas assim mesmo vai até o fim e dá errado, é sinal de que os dois estavam errados desde o início.
