Branco
O Cisne Branco e o Cisne Negro em um momento lúdico como se fossem o dia e a noite dançando sob o brilho das estrelas, a pureza com um ar de mistério, a luz e a escuridão numa relação incomum, pacífica, emocionante e ao mesmo tempo, surpreendente, um medo principiante diante do desconhecido, entretanto, temporário, logo cede o espaço ao deslumbramento, congelando por alguns instantes a realidade, um lindo lago congelado que permanece vivo, conceito baseado nesta essencialidade, duas verdades coexistindo numa forte intensidade.
O Preto e o Branco, elegância e pureza, mistério intenso da noite com a linda clareza do dia, essencialidade naturalmente exposta, porém, algumas peculiaridades permanecem abrigadas nas entrelinhas.
A seriedade também tem o seu momento, equilibrada com um tom de alegria, uma harmonia calorosa, deslumbrante como as palavras certas presentes em cada linha de uma simples poesia emocionante.
Elegante no entrelaçamento de cores no seu vestido gracioso, que faz menção a sua personalidade e confirma o seu bom gosto atrelado à riqueza da romanticidade, significados inspiradores e é apenas uma parte.
Eu estava pagando o sapateiro e conversando com um preto que estava lendo um jornal. Ele estava revoltado com um guarda civil que espancou um preto e amarrou numa árvore. O guarda civil é branco. E há certos brancos que transforma preto em bode expiatório. Quem sabe se guarda civil ignora que já foi extinta a escravidão e ainda estamos no regime da chibata?
A quem eu acho que engano ao pintar meus cabelos brancos para parecer mais nova? Qual é a vantagem de parecer mais nova? Não consigo entender porque este anseio de permanecer jovem para sempre. A Bíblia diz que assim como
A força é o adorno dos jovens, os cabelos brancos são a honra dos velhos. (Prov. 20:29)
A positividade consiste em contrastar com o lado negro da situação.
Mesmo em uma foto preto e branco, é no branco que se revela a beleza de uma imagem.
Qualquer gato
No seixo rolado do pátio escorrega um gato preto, de olhos cor de caramelo.
Enquanto fita entusiasmado meus movimentos, se esquiva do vento
- que se contorce por todos os lados.
Desarmado, fito (eu) o gato preto, pardo, branco, malhado...
Amedrontado, não o perco de vista um segundo sequer
acompanho-lhe todos os movimentos projecionados.
Gato é bicho misterioso!
Cheio de segredos, anda lentamente...
Altivo, exploratório e destemido.
No fundo, temo que ele não me entenda, e não compreendendo-me o motivo de meu temor
apreenda meu medo e passe a agir como agiram os gatos anteriores
- fazendo-me temer a todos generalizadamente.
Lembro-me de sua personalidade 'sempre' doce, e também de seu agir genioso.
Engenhoso, guarda (ele) a dimensão do assombro
percorrendo o mundo no limite da percepção humana.
Escala nas noites escuras:
- Os telhados úmidos, os muros duros, os entremundos...
Enquanto guarda-me o sono.
De aguçados sentidos, percebe antes de todos os possíveis riscos.
Antecipa-se quase sempre, assustadoramente, como se antevisse uma visagem - ainda invisível
e com o pelo do corpo ouriçado, e as enormes unhas arregaladas feito facas, põe-se pronto a reagir.
Vive no mundo sensível, guardando o tempo e as possibilidades
com habilidade segue tateando o mundo
semeando amor e medo.
Só não me atrevo a deixá-lo cruzar-me o caminho!
Temo que ao cruzar-me o caminho roube-me a sorte, e traga-me sete anos de azar.
Corro feito corre a chuva caída nos rios - o mais depressa que posso.
Do gordo, ao magro.
Do negro, ao pardo.
O que importa é saber amar.
Quem é a sociedade para os padrões ditar ?
Ser grisalha!
Ser grisalha é, ser quem realmente sou.
É ser livre de padrões de beleza e desfrutar da liberdade como a de um pássaro, que acabou de sair de uma gaiola.
Em busca de vôos mais altos e distante de quem o aprisionava.
E andar de cabeça erguida, por orgulhar-se da mulher que sou hoje.
É ser feliz pela dádiva de viver e poder contemplar meus cabelos grisalhando.
É aproveitar a vida a cada momento.
E então eu resolvi pra não ficar parado
Juntei todas as tintas e montei um belo quadro
A tela estava em Branco claro
Mas aí joguei a primeira cor,
Essa então foi o amarelo
Como em um nascer de sol...
E pela imensidão que vi já coloquei o azul do mar
Então surgiu os roxos...
Não muito longe percebi o cor de rosa e senti uma das coisas mais leves que possamos sentir
E então na rebeldia que logo veio o pintei com o mais quente vermelho,
E foi onde me surgiram as batalhas mais sangrentas...
Mas tudo passou quando peguei a cor do verde
Ah o que dizer o que falar... Opa
Esqueci o que eu ia pintar.
Lembrei com maturidade do bege e me consegui me recompôr.
Foi breve e com muita sabedoria...
O tempo lá fora virou então me vi com o cinza a pintar,
E cabisbaixo o desenho logo veio todo a borrar...
Mas não tem nenhum problema não...
Volto a pegar o Branco e pintar tudo a mão!
Tem que dar um ou dois passinhos atrás pra… A alma flutua. O corpo precisa de alimento. Se não tem leite, a criança chora.
Não somos vítimas sociedade, somos protagonista da mesma. Negros, brancos ou índios fazemos parte do mesmo Brasil.
"Aos quatorze anos eu coloquei um chapéu de flores na cabeça e nunca mais tirei!
Lembro até hoje: era branco com rosinhas cor de rosa. Fiquei muito feliz quando o comprei, me senti o máximo porque aquele chapéu estava super na moda na minha cidade, rs
O tempo levou o chapéu físico embora mas ele prossegue na minha cabeça, enfeitando meus dias de branco e rosa e muita felicidade!
O que os outros pensam? Ah, não sei, isso é problema e direito deles, de pensar o que quiserem. Respeito. Mas meu chapéu da alegria não tiro da cabeça de jeito nenhum.
A vida é minha, a vida é bela e eu a saúdo com o meu melhor sorriso todos os dias.
Por isso prossigo com quatorze anos. E você?"
Não caio nessa que os opostos se atraem, não vou deixar de voar porque você não quer tirar os pés do chão, não vou deixar de criar porque você quer viver em uma vida em preto e branco. “Quem ama não prende que ama solta.”
Somos dos mesmos elementos químicos do belo. Nos alimentamos do belo. Vivemos no meio do belo e ainda sabemos apreciar o belo, mas, exatamente por isso, somos feios. E quanto mais nos medimos e nos comparamos, mais misturados desaparecemos, como o branco do leite bebe todas as propriedades da água. Afinal, os diferentes se atraem para a uniformização.
