Boas Vindas para um Amiga
Por que crueldade com os animais?
Um ser frágil que mata sua própria espécie, um ser ignorante que trata vidas com indiferença. ..simples assim. ..Não pode ser chamado de ser humano.
Disseram para Helena Vigiar o Vovô Nino
Era 14 de setembro de 2014, um lindo sábado de muito sol e calor. A família estava reunida no sítio dos sogros de Nino, Swami e Aurialda, para comemorar antecipadamente o aniversário da vovó Lívia, seu Bem. O sítio era um verdadeiro refúgio ecológico, com aceroleiras carregadas, dois pequenos lagos e uma variedade de animais: gatos, cachorros, galinhas, patos, papagaios, maritacas, lebres e, de vez em quando, até alguns veadinhos. Era daqueles lugares em que a natureza parecia fazer questão de estar presente em todos os cantos.
Helena, sua primeira neta, tinha acabado de completar um ano. Ela adorava passear com o vovô Nino pelo sítio e, assim que chegava, já queria ir jogar pão velho para os peixes e os patos. O problema é que ela também gostava de comer o pão que deveria alimentar os bichinhos. Como o vovô Nino sempre foi meio estabanado, sua esposa e sua enteada viviam dando-lhe broncas. Chegaram, inclusive, a recomendar à pequena Helena: “É melhor você cuidar do seu vovô Nino!” Eles achavam aquilo engraçado, mas não imaginavam que, naquele mesmo dia, Helena teria motivos de sobra para levar o conselho a sério.
Perto da hora do almoço, o vovô Nino resolveu colher acerolas para Helena. Como ela ainda era pequenininha, ele a pegou no colo, puxou um galho carregado de frutas e começou a ajudá-la a colher. Estava encantado com aquela cena, vendo a netinha colher as acerolas, quando, ao abaixar um galho maior, deparou-se com uma cobra enorme, esticada tranquilamente sobre ele. Qualquer pessoa sensata teria soltado o galho na mesma hora e se afastado. O vovô Nino, porém, teve uma ideia que, olhando para trás, parecia bastante questionável: resolveu mostrar a cobra para Helena. Só não pensou em um pequeno detalhe: talvez a cobra não estivesse interessada em participar daquela experiência educativa com o vovô e a neta.
Quando chegaram em casa, Helena correu para contar à mãe, com a sinceridade e a inocência de uma criança de apenas um ano: “O vovô mostrou a COBA!” A mãe ficou apavorada e, conhecendo muito bem o avô que tinha, tratou logo de confirmar suas suspeitas: “Eu falei que é preciso vigiar o vovô Nino! Ele é um perigo para a Helena!” Diante de uma acusação tão bem fundamentada, o vovô Nino não teve nem como apresentar sua defesa.
Mas a aventura daquele sábado ainda guardava outra surpresa. Helena havia comido tantas acerolas durante o passeio que, ao entardecer, começou a vomitá-las. Resultado: mais uma rodada de broncas para o vovô Nino. Naquele dia, ficou difícil saber o que havia sido mais perigoso: a cobra encontrada no galho ou a quantidade de acerolas que a netinha resolveu comer. De qualquer maneira, ficou provado que um simples passeio para colher frutas poderia render uma história para a vida inteira.
Apesar das broncas — e talvez até por causa delas — o vovô Nino nunca deixou de fazer suas brincadeiras com Helena. Afinal, algumas das melhores lembranças da vida não nascem de momentos perfeitamente planejados, mas justamente dessas pequenas aventuras, das situações inesperadas e das trapalhadas que, com o passar dos anos, acabam se transformando nas histórias que mais gostamos de contar.
Esta é uma das muitas histórias que o vovô Nino gosta de contar para Elisa, irmã de Helena, suas duas deusinhas. E Helena, até hoje, adora ouvir a história daquele vovô que, em um belo sábado de setembro, saiu para colher acerolas e acabou apresentando uma cobra à própria neta. Talvez seja por isso que, quando alguém fala em “vigiar o vovô Nino” , ele prefira não perguntar muito sobre o assunto.
Peregrino Nino Carneiro
Por não entender a crueldade, um animal não sabe quando é abandonado.
E vai sempre esperar pela sua volta.
Se encontre, e experimentarás um despertar de alma.Você, sua essência, seu propósito, morando nessa casa que chamamos corpo, guiado por um espírito único que te traz vida.
Tem gente que é um pequeno afluente de água doce que quando invade um mar, consegue transbordá-lo em doçura.
Houve um momento em que guerreei mais com meu time do que com os meus adversários. Em dado momento, o time adversário retirou-se do campo: alguns foram para casa, outros ficaram ali mesmo na arquibancada, assistindo ao jogo de um time só realizando gols contra. Waltecir Lopes - 2019
O ódio, antes contido, hoje se veste de virtude nas redes e nas ruas, alimentando um ciclo implacável de hostilidade gratuita e impiedade.
Ela é como um girassol: carrega luz no sorriso, calor na alma e, mesmo depois das tempestades, escolhe sempre florescer.
A filosofia, quando retirada do mármore e colocada diante de uma mesa cheia de processos, mostra uma face estranha. Ela perde parte da solenidade ornamental e ganha utilidade íntima.
Se um dia pudesses ser
aquilo que um dia imaginei,
ainda assim não serias tu,
serias apenas o sonho
que antes de ti inventei.
Porque o que imaginei
cabia inteiro nos meus pensamentos,
mas tu chegaste sem caber
em nenhuma medida,
em nenhum desejo,
em nenhum dos meus intentos.
Se fosses exatamente
aquilo que um dia sonhei,
talvez eu te admirasse,
talvez até te amasse,
mas jamais te reconheceria
como única e especial.
Pois foi justamente o inesperado,
o que não previ,
o que não desenhei,
que fez de ti alguém
que nenhum sonho meu
jamais conseguiria ser.
E talvez seja essa a beleza:
não seres aquilo que imaginei,
mas aquilo que jamais soube imaginar e, ainda assim,
a única pessoa
que meu coração escolheu reconhecer.
Se é descuidado, é um porco. Se é cuidado, é uma princesa. Não há meio-termo que escape ao julgamento. E aquele que apenas quer viver a sua vida, sem se importar com o que os outros pensam da sua barba ou do seu perfume, é arrastado para uma guerra que não pediu. As mulheres que fazem essas críticas muitas vezes buscam atenção que não têm; os homens que as repetem são apenas eco de uma masculinidade frágil que precisa de aprovação. E o homem real aquele que existe para além dos rótulos fica preso no meio, a ser esmagado por expectativas que nunca pediu.
Desistir é o que eu não irei fazer.
Dou uns gritos, entro no chuveiro e choro, tomo um café e volto mais forte do nunca....
Perazza .'.
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