Boas Vindas para um Amiga
Das farpas jogadas em construí um castelo, das calúnias e afrontas construí um jardim... reguei cudei agora quem sois?
Ossos da alma navegantes em movimentos que o espírito te deixou.
Nas falanges da madrugada um sopro sutil.
Meros arficios da boa vontade sois a negação que amou.
O Palco da Sé
Sob a luz cálida e poluída da tarde, o metrô parece um portal para outro mundo. A Catedral da Sé agora vende ingressos para quem quiser ver suas obras e contemplar sua missão singela; mas, pelo preço caro, faltaram os "bebes e comes"...
Piadas à parte, os indigentes e moradores de rua fazem o verdadeiro contraste. Há lojas fechadas e o Corpo de Bombeiros sempre a postos. Livrarias agora parecem cafés e lanchonetes. As lojas de discos ganham outro formato, onde a convivência com os animais traz o ardor do odor — afinal, a limpeza não faz parte da crônica dos discos velhos, relíquias de um tempo que já passou. Ali perto, o chafariz parece um banheiro a céu aberto.
Ter um posto policial na praça não significa que o lugar seja seguro. Acontecem shows a céu aberto e também apresentações de magia: o palco perfeito para o roubo de carteiras e celulares. Esse é mais um pedaço da cidade de São Paulo.
Diário de Bordo: O Boteco do Fim do Universo
Entramos em um entreposto de trocas que parecia uma taverna de piratas da Terra do século XVIII. Para nossa surpresa, o lugar já estava infestado: outros humanos terrestres bebiam, riam alto e controlavam o ambiente. No centro do salão, um churrasco inacreditável: eles assavam um Predador e vários outros monstros espaciais no espeto, alternando os cortes com goles de chimarrão e tragos de uma velha e violenta cachaça.
Um dragão alienígena, querendo cantar de galo e impressionar os recém-chegados, arrancou o copo da mão de um dos humanos e virou o líquido de uma vez. Mal sabia ele que a nossa cachaça era feita à base de metanol purificado, direto do combustível da nave — o mesmo álcool corrosivo de postos de gasolina terrestres. O dragão engoliu, arregalou os olhos, soltou um último bafo de surpresa e caiu morto no chão; sua boca derreteu instantaneamente de dentro para fora. Os humanos só riram. Mais um adorno e um par de chifres garantidos para o painel da nossa nave.
O barman, um ser cheio de tentáculos, começou a tremer de pavor atrás do balcão. Com medo de ser o próximo espeto da noite, gaguejou apavorado:
— Por favor... não quebrem o lugar. Posso arrumar um quarto para vocês, algumas garotas de graça, o que quiserem!
Mas para os gafanhotos humanos, o suborno padrão nunca é o bastante. Olhando fixamente para os tentáculos trêmulos do barman, o piloto tragou seu cigarro e exigiu o verdadeiro tesouro daquela espelunca:
— Esquece as garotas. Eu preciso é de ervas do espaço para o meu cachimbo. Anda logo.
Diário de Bordo: O Retorno dos Gafanhotos à Velha Terra
O que parecia um mito nos becos escuros das favelas espaciais agora estava em nossas mãos: a chave temporal. Ligada aos cristais de tempo que contrabandeamos e alimentada pelos novos motores tridimensionais, a nossa lata velha deixou de apenas flutuar no espaço; agora, ela rasga o próprio tecido do ontem e do amanhã.
Ao ver os indicadores do painel brilharem com a energia cronológica, os olhos do capitão faiscaram de pura malícia. Ele tragou o resto do cigarro, olhou para a tripulação de loucos e deu a ordem que mudaria o rumo da galáxia:
— Vamos voltar para a Velha Terra.
O plano não era um retorno pacífico ou um resgate nostálgico. Nós tínhamos novas perguntas que só o passado poderia responder, mas, acima de tudo, precisávamos de novas cargas. O estoque de cachaça de metanol estava no fim, os embriões precisavam de reforço e o universo ainda tinha muitos postos de combustível para explodirmos. A Terra — com toda a sua história de guerras, recursos e a nossa própria linhagem de malandros — era o mercado atacadista perfeito para a nossa predação.
Os motores tridimensionais roncaram, os cristais de tempo canalizaram a energia quântica e a nave inteira tremeu, saltando através das eras.
A humanidade já era o terror do espaço profundo. Agora, com o controle do tempo, nem o passado da Terra está a salvo de nós. Segura o cinto, porque os gafanhotos estão voltando para casa.
— Por Celso Roberto Nadilo
O homem é um pássaro sobre abismo
Medo que cair, pois voar igual a andar,
Se torna fenômeno cair do ninho aprender a voar.
No claro de uma nova apologia a aurora de nossas almas somos capazes de compreender que mundo é um universo humanista mesmo frio e sem sentimentos observamos a grandeza de uma gigantesca força da natureza.
Nossos reflexos são pequenas sombras na ilusão humana.
Devemos glorificar olhar as estrelas ver que do nosso microcosmo ainda somos arrogantes e mesquinos...
Nos alienamos pois assim a gloria na riqueza e no impunidade...
Vazamos tanto conhecimento mais ainda não conhecemos nem a nos mesmo.
Pois somos universos denfro de universos... nem quem criou a humanidade sabemos de fato,
E nem temos idea do potencial temos.
Vagamos pelas riquezas da existência somos fragmentos da verdade escorre pelo espaço sideral e restante do cosmo. Gritamos que existimos.
Mais ainda caminhamos na caverna de Platão... outras vezes caminhamos dentro da caverna digital.
Por Celso Roberto Nadilo.
Nas fronteiras do medo o somos diante do somos?
Aquilo que aparece diante de nós não precisa necessariamente bloquear nossa visão.
Um medo pode existir sem dominar nossa vida.
Uma lembrança pode existir sem controlar nosso presente.
Uma pessoa pode ter feito parte da nossa história sem continuar sendo dona dela.
Uma dor pode ter existido sem determinar quem seremos daqui para frente.
Como uma fera no cio... como um predador espiando a caça...assim sou eu .. a te observar ... observando vc de longe ... trocando olhares ... intenções.. sorrisos bobos ,provocantes ... eu te querendo e querendo pra valer ... vc correspondendo..em cada detalhe ... ah se eu te pego de jeito..se eu tenho oportunidade... esse perfume gostoso quando vc passa me enlouquece..tua voz no telefone provocando falando baixinho... só vem ..vem essa noite ... eu te desejo , desejo muito ...vem matar minha sede , minha vontade ... vem de mansinho e invade ... meu corpo , minha alma, meu coração...vem e me diz sim ... e me recebe ..sua ...
Amei intensamente como uma estrela cadente que passou ...hoje sou apenas um instante na memória de quem me teve e não aproveitou ... eu era ,eu fui ,eu ainda sou ... mas vc não merece ... então acabou ... fim... ja era ...
Em um mundo de dedos apontados....
felizes são os loucos ...que vivem em um mundo isolado de tudo que fere..que dói..que acusa ou culpa o próximo..
Dia triste .. mais um dia de inverno ..folhas caindo .. dia nublado .. cinzento.. feito meu coração em pedaços... eu nunca mais fui o mesmo ... eu não consigo mais sorrir ... desde o dia que vc foi embora ... ainda escuto seus passos na escada .. eu ainda sinto teu perfume no apartamento... porque? Me diz porque ? Será que eu mereço essa dor ? Será que mereço sofrer .. tudo que eu queria era vc aqui comigo..mas vc se foi como o vento ..nem pude te dizer até breve ou adeus ... vc partiu e levou um pedaço de mim ... levou meu sorriso , minha alegria de viver ..desse dia em diante tudo é frio .. congelante ..minha vida é só inverno ..Neva em minha alma ... eu nunca mais serei o mesmo ... nunca mais vou sorrir .. minha alma dói profundamente.. a falta que vc faz pra mim .. e imensa ..eu coração congelou pra sempre ...
E ele se tornou minha metade..minha saudade..minha melhor companhia..em um mundo triste e solitário feliz quem encontra alguém que transborde e faça tocar o céu de verdade, sentir o amor ... sentir amada ... feliz quem encontra a paz .. quem encontra refúgio no eu do outro ...
Eu sou descomplicada, teimosa .. um livro aberto , mais as vezes um enigma , um quebra cabeças..tem dias que acordo menina , doce indefesa , tem dias que sou furacao , sim eu tenho sonhos , medos , tenho paranoias , sou de carne e osso.. alguns dias insegura , outros forte como uma leoa ..mais sou mulher , sou doçura, canção pros teus ouvidos... As vezes silêncio, outras vezes barulho ..mulher de fases , mulher de atitude mulher de M maiusculo...
Em um mundo preto e branco ..feliz é aquele que se veste de xadreizinho...não é sobre ser igual todo mundo... e sim fazer a diferença no meio de todos ....
Brincadeiras a parte... mais toda indireta tem um pouco de verdade.. e todo olhar tem finas palavras.. lançadas com os olhos.. porém covardes são os lábios que não falam.. mais se molham de vontade selar beijos...matar vontades..
O amor não sustenta relacionamento nenhum...
O alicerce de um relacionamento saudável é o respeito , a cumplicidade e a verdade ... amar é muito mais que um eu te amo... amor é cuidado!!!
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