Boas Vindas para um Amiga
COSTURA DE UM ANJO
(Quando os pedaços do passado encontram a luz da cura)
Carregamos lembranças que foram rasgadas em pedacinhos de papel e jogadas ao vento. Mas o tempo os segurou um a um, colocou-os numa nuvem e os enrolou.
Um anjo viu a cena e, com as notas musicais de sua harpa, fez um lindo coração, costurando-os com filetes de estrelas cadentes.
Toda vez que lembramos, temos a certeza da cura e do perdão, mesmo com "cicatrizes" coladas. E sempre que uma estrela cai do céu, vemos a luminescência como uma promessa silenciosa, que transforma fragmentos do passado em resiliência e aceitação, descendo como um véu sobre nós...
Lu Lena / 2026
CASTELOS DE PAPEL
(Quando a tempestade leva o sonho e deixa o chão)
Construí um castelo de ilusões em meus sonhos,
onde a torre é feita de papel (alma).
Tão leve que qualquer tempestade passa
e a leva para o céu...
Enquanto o alicerce fica no chão (matéria).
Ao olhar para o alto, nada mais se vê.
Mas quem passa e repara o solo vazio,
pergunta ao vento:
O que havia ali que o teto não quis conter?
Lu Lena / 2026
O mundo está precisando, literalmente, de um abraço coletivo e de olhar para Jesus na cruz, que espera de braços abertos por esse gesto.
Lu Lena / 2026
MÃE, ORVALHO DO CÉU
Toda vez que uma mãe chora, um anjo desce à Terra e usa suas lágrimas para borrifar e polir todas as estrelas do céu.
Lu Lena / 2026
O PESO DO SUSPIRO
(Na esperança do amanhã)
Houve um tempo em que o peito vivia apertado como pedra. Qualquer decepção virava eco; qualquer injustiça era um tambor batendo forte no meu coração. Eu queria que o mundo ouvisse a minha indignação, que o outro entendesse a minha dor na mesma voltagem em que eu a sentia.
Eram os meus gritos abafados — aqueles que a gente engole no jantar, que guarda sob o travesseiro, quando as lágrimas se misturam com a água do chuveiro ou com a chuva lá fora. É nesse instante que o silêncio grita, a voz trava nas cordas vocais... e o que resta é apenas um suspiro profundo, que faz a alma levitar e sair da matéria.
Mas o tempo trouxe consigo uma espécie de cansaço vago e silencioso; as cordas vocais da alma parecem agora preferir o repouso. A gente percebe que gritar, mesmo que para dentro, ainda gasta uma energia flutuante que o corpo agora pede para outras coisas: para o café da manhã sem pressa, para o livro que finalmente faz sentido, para o olhar que compreende sem precisar de legenda.
Com o envelhecer, a maturidade nos ensina que o que antes era um vulcão contido vira brisa. Os silêncios deixam de ser prisões e passam a ser refúgios. Não é que a dor sumiu; é apenas que a urgência de ser compreendida foi substituída pela paz de se compreender e de se aceitar.
Hoje, quando algo aperta o coração, eu não busco mais o grito. Eu busco o fôlego. Quero apenas que aquele nó na garganta se desfaça em um suspiro longo, que saia pelos lábios e se misture ao vento. Porque o suspiro não exige resposta, não pede plateia e não carrega o peso da explicação. Ele é, simplesmente, a alma fazendo as pazes com o que não posso mais mudar, apenas aceitar.
O suspiro é o som da liberdade de quem já não precisa mais provar nada a ninguém — nem a si mesmo. Pois o que a gente mais quer é que nossos gritos abafados, em nossos silêncios, apenas suspirem.
Lu Lena / 2026
A MENINA DOS OLHOS
Ela fez das lágrimas um mar de ilusão onde, através da "menina de seus olhos", enxerga o arco-íris além do céu...
Lu Lena / 2026
CIRCUITO DE VIDRO
(Entre o meltdown e o porto seguro de um olhar)
Minha essência foi moldada num mosaico vitral,
feita de cacos espalhados pelo chão.
Em instantes de crise, o espaço me aperta, me comprime.
Às vezes é amplo, às vezes me liberta.
O ruído do mundo lá fora me desestrutura,
meu grito ecoa, fio desencapado.
Curto-circuito.
O excesso me enclausura.
Mas no instante seguinte, a paz:
o básico, o abstrato.
Não preciso sair de mim, não preciso orbitar o desconhecido.
No choque, o meltdown acontece e eu vou embora.
Desconexão. Penumbra.
No vão oco da minha quietude,
consigo voltar e me ver.
Sinto a mão que puxa o plugue da tomada.
Refugio-me no olhar do meu abrigo: minha mãe.
E enfim… estou seguro.
Lu Lena / 2026
Amor como explicar o amor!?
Com a chegada de um filho,
Que te cura de dores que nem
Foi ele quem causou.
Aí você intende o sentido de amar!!
‘Um dia eu também vou morrer.’ Acontece com você, não? Ódio do mundo, que muito alegremente continuará sem você. Uma sensação básica de que todas as coisas do mundo são bagatelas, fantasmagorias comparadas à sua agonia mortal, e portanto à sua vida, pois, como você mesmo diz, a vida em si é a agonia antes da morte.
O dom da masculinidade é severo. Ser um homem e ter o coração de um, é tanto um fardo quando um dom. As vezes, é muito bom, as vezes é doloroso. Ser homem é demonstrar força e virilidade, mesmo quando se é apenas um menino que precisa de carinho. Ser homem é ter de aprender a remar com todas as forças contra a correnteza da vida, contra os desejos sem freio, os hormônios incontroláveis, as ambições desmedidas. Ser homem é amar com desespero justamente a mulher que nunca se terá nos braços, é ser a companhia que nunca será perfeita, o amigo que nunca será compreendido, o amante que nunca será acolhido. Ser homem é uma das tarefas mais complexas, perigosas e deliciosas que existem. Ser homem é padecer de feridas invisíveis e encontrar a cura nos lábios alheios. Ser homem cansa, mas enaltece. Enfraquece, mas fortifica, corrompe, mas glorifica. Ser homem é maravilhoso, mesmo quando aquele homem aparenta ser o mais insignificante na multidão. Não se aprende a ser um, se nasce como tal. Depois disso, tudo o que vier é experiência. Não julguem os homens. Somente nós sabemos o peso e a dificuldade de carregar o título. Mas se me pedissem, eu diria que não me imagino de outra forma. Sou quem devo ser, e viverei sendo quem sempre fui. Homem entre os homens, mortal entre os mortais. Apenas mais um rosto nu, no baile de máscaras das emoções humanas.
Agora vou correr atrás do futuro, o passado é só um livro velho de páginas amareladas. Não vale a pena chorar por quem ficou para trás, uma vez que quem permanece caminhando é quem tem as mãos limpas e o coração puro. É tempo de acender luzes, luzes que iluminem o meu caminho, e o caminho daqueles que andarem comigo. A história não acabou, ela recomeçou, com novas cores, nova vida e novo brilho, assim como vivo e brilhante é o novo amanhecer.
FOLHAS DO TEMPO.
Como um vento a soprar sobre uma pradaria, assim perecem os sonhos do homem, que ele tanto queria.
A vida é como um vento que vai, que passa tão rápido e não volta mais.
Assim, nas folhas do livro do tempo, vamos escrevendo a história.
Não nas folhas que já se passaram completamente, mas na de agora — esta folha chamada presente.
Cícero Marcos
Cada dia sem valorizar um escritor é um dia mais perto do apagão. Quantas histórias estão morrendo porque ninguém escreveu? Quantos netos nunca saberão de onde vieram? Se você não defender esse talento hoje, amanhã pode ser tarde demais para lembrar quem somos.
"O amador enxerga o dinheiro como um prêmio para o consumo imediato; o cultivador enxerga o dinheiro como uma ferramenta de plantio." — Laerson Endrigo Ely
"A estabilidade não é um luxo, é a fundação inegociável sobre a qual todo o seu património será construído para resistir ao tempo."
— Laerson Endrigo Ely, no livro O Método R.E.N.D.A. de Investimentos.
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