Boa noite
Nunca igual
Nuvens sombrias pairavam sobre as colinas.
Sentia-se no ar o cheiro que antecede os temporais.
Na enseada um pensamento flutua ao acaso.
As ondas batem forte no costão.
Uma sombra insistia em cobrir o tempo.
Lápis-carvão esfumando o fim do dia.
Uma noite que chega com a força de um tufão...
Sinto o peso do abismo.
Meu olhar direciona-se para o ponto-final.
Morre outro dia.
Como todo dia acontece.
Mas nunca igual.
Ante o silêncio
Um silêncio de pura agonia...
Tu te foste daqui
Deixaste um silêncio mortal...
Levaste todas as minhas alegrias.
O céu se faz grande sobre nós.
O céu sabe tudo sobre nós.
É hora de partir,
o caminho em frente seguir.
Hora da despedida,
o dia se faz noite.
triste é a partida.
Hora da chegada.
Como toda madrugada,
antecede o sol
que brilhará em toda a sua jornada.
O céu se enche de nuvens
leves, branquinhas como algodão.
Durante o dia, espalha o calor do sol
pra aquecer seu coração.
Chega a noite toda estrelada
brilha a lua toda iluminada
exclusivamente pra alegrar sua caminhada.
Dia ou noite
não importa
o céu guia seus passos
retos, em vias tortas.
Silêncio se fez total por esses dias
A noite engole o dia
Cai uma chuva fininha.
O dia vira noitinha.
Tudo lá fora vagarosamente escurece.
O dia entre sombras desaparece.
O verde da relva seca umedece.
Torna-se cinza na cortina da noite que pouco a pouco desce.
Passa o tempo escuro.
No passado a noite fica.
Chega a luz – novo futuro.
Porque você foi embora
minha alma chora.
Porque você me deixou
meu mundo acabou.
Numa noite sem estrelas,
meus sonhos você resolveu matar.
Partiu e aqui deixou
uma madrugada de uma noite escura
que nunca vai despertar.
Sua partida...
uma ferida doida,
uma alma partida,
um corpo sem vida.
Natal difícil
É noite de Natal. Por onde eu passo o clima no ar é de felicidades, as pessoas estão sorrindo, as famílias estão reunidas; a ceia ta na mesa é hora de confraternizar; agora faltam poucos minutos para abrir o champanhe.
Comprei o perfume que você gosta que eu use, só para te agradar;
Estou usando aquele tênis que você me deu no meu aniversário;
A camisa pólo, comprei na cor que você pediu á duas semanas atrás;
O boné que estou usando é o que deixa o meu rosto perfeito, segundo palavras ditas por ti!
Pena que você não está aqui para vê o quanto eu me produzi pra você;
Tomei um gole de champanhe com o gosto mais amargo da minha vida, estou sendo abraçado e bem acolhido por todos os meus queridos familiares, mas é no seu abraço que eu queria está!
Espero que no dia de ano novo, a saudade, a solidão e a tristeza sejam superados pela esperança, a alegria e o amor!
Uma noite, um dia...
Já fui tratado como um fantasma,
me tornaram invisível por algum tempo,
o frio e as madrugadas zombavam do meu anonimato,
curiosamente a minha sombra reagiu a tudo em silêncio até que,
uma chegada repentina me trouxe uma mudança generosa e assim do dia pra noite comecei a ser acompanhado pelos olhares atentos da lua bem como fui recebido pelo sol com seus aplausos e abraços quentes,
hoje ao lado dela caminho vendo o mais belo horizonte.
Noite de insônia
Na penumbra do quarto, mergulhado na quietude da noite que se estende infinita, encontro-me deitado, imerso na insônia que me visita como uma companheira indesejada. O silêncio que me cerca é quase palpável, preenchendo cada canto do ambiente com uma densidade sufocante, como se fosse possível ouvir o eco dos meus próprios pensamentos reverberando nas paredes.
Meu corpo repousa sobre o colchão macio, mas minha mente se recusa a encontrar o repouso tão desejado. Em vez disso, ela se lança em uma jornada intrincada pelos recantos mais profundos do meu ser, explorando os labirintos da minha alma em busca de respostas que parecem sempre se esquivar de mim.
O amor, esse sentimento complexo e inescrutável, surge como uma miragem no horizonte da minha consciência, evocando uma mistura tumultuosa de emoções que oscilam entre a paixão ardente e a desilusão amarga. É como se estivesse preso em um redemoinho de sentimentos contraditórios, incapaz de encontrar um ponto de equilíbrio entre o desejo avassalador e a frieza da realidade.
E a vida, essa jornada tumultuada e imprevisível, revela-se como um labirinto intrincado de caminhos entrelaçados, onde cada escolha é um passo em direção ao desconhecido. Caminho sem rumo pelas encruzilhadas da existência, sem saber ao certo se estou seguindo o curso certo ou se estou condenado a me perder nas trilhas sombrias da incerteza.
A crença, essa âncora frágil que nos sustenta em meio à tempestade da vida, ergue-se diante de mim como um farol na escuridão da noite. É ela que me dá esperança nos momentos de desespero, que me conforta nas horas de aflição, e que me faz acreditar que há um propósito por trás de cada provação, uma razão para continuar seguindo em frente, mesmo quando tudo parece desmoronar ao meu redor.
Assim, nesta noite de insônia que se estende interminável diante de mim, deixo-me levar pelas correntezas turbulentas dos meus pensamentos, navegando pelos mares tempestuosos da minha mente em busca do sentido que se esconde nas entrelinhas do universo. E enquanto o tempo passa lentamente, como se estivesse se arrastando sob o peso da minha própria angústia, permaneço deitado, contemplando os mistérios da vida, do amor, da crença e de tudo o mais que habita os recantos mais profundos da minha alma.
À noite
Ao caminhar em uma noite enluarada,
Apreciando o reluzente clarão da lua,
Desfilando sua beleza pela calçada,
Iluminando uma maravilhosa rua.
No meio de um silêncio profundo,
Veio-me uma enorme sensação,
Senti medo por um segundo,
Mas algo me acalmou o coração.
O vento frio e seco que vinha do mar,
Deixava-me inquieto e os lábios ardentes,
Veio a vontade de um cigarro fumar,
Mas preferi algo mais inteligente.
Senti uma alegria eletrizante,
Ao deparar com um painel grafitado,
Contrastando um casal de amantes,
Vivendo um sonho dourado.
Du’Art 02 / 04 / 2014
Coração Ardente
Pra que sorrir,
Quando a alma chora.
Pra que sorrir,
Se geme o coração.
Como uma máscara é o semblante,
Um dia acabará fundindo ao vazio imenso.
No silêncio da noite,
Coração dispara,
Libertado enfim,
O que por pouco me consumia.
Talvez
Talvez nada tenha a importância
Do tamanho da minha audácia
Talvez tudo não passe de imaginação
Mesmo assim tudo é dilúcido
Da soleira o espero pacientemente
O frio do granito gela os pés
O cobertor aquece meu corpo
Mas não meu coração...
Rompo as palavras
Guardo-as no intimo da noite
Quando o silêncio pernoita
Criteriosamente deito e adormeço.
Lamentos
A noite canta
E ouço-lhe os lamentos.
Há um grito de sabedoria querendo
Entrar em minha solidão.
A sombra incrédula vaga sem destino.
O vento invisivelmente se cala.
Não há controle sobre os acontecimentos.
Meus sentimentos congelaram
Como o inverno que se findou.
O calor da chegada do verão
Derramou sobre o sombrio tempo
Um tapete colorido de eternas alegrias.
A NOITE CHEGA
A noite chega e traz com ela o perfume das flores. Traz as lembranças de um passado, a calmaria, o momento em que o silêncio se aloja e as vozes da noite se reúnem para um aparte. Por trás da escuridão, a luz se intensifica trazida pela lua que dormia no colo do horizonte. Os pássaros que em revoada anunciavam o dia, agora descansam. Assim são as noites, intensas como nossos sonhos, bela como as águas serenas e perfumadas como as flores primaveris.
É quando a noite cai,
que eu me levanto,
para tecer meus planos
e realizar meus encantos.
E assim tem sido,
há milhares de anos,
desde que mergulhei em mim,
este profundo oceano.
Oh, Lua,
Divina obra de arte,
Tua simplicidade incentiva
A amar, a refletir sobre a vida,
Cativas com o Teu Luar
Deixando a noite ainda mais linda.
