Boa noite

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Um coração amante, com o seu amor distante,
Numa escuridão de noite, silêncio da madrugada,
Um coração abrasante, ferve uma alma apaixonada,
Eu queria ter asa de pássaro para eu voar na imensidão,
Encontrar a minha doce amada e viver nossa eterna paixão.

⁠Te desejo uma noite incrível, um sono reparador, e se possível com sonhos de amor.

Clareira no Fim da Sombra


Há um túnel que a noite tece,
De asfalto frio e ar que pesa,
Onde o eco de um pranto crepita E a dúvida,sinistra, visita.


Os passos são de chumbo e pó,
Cada instante um eterno só.
O ar,um véu de algodão cru, E o silêncio,um pesado atlas mudo.


Mas segue, alma, não cries morada Nesta galeria escura e alongada.
Pois mesmo onde a visão se apaga,
A esperança,sutil, não se afasta.


Ela é o fio de luz que não se vê,
A respiração do chão sob os pés.
É o grão de areia que teima em brilhar No granito mais duro a sussurrar.


Não é um clarão, um sol repentino,
É antes um trabalho pequeno e divino: É a gota que a rocha fende,
O fio de voz que te diz:“Espere.”


É a flor que racha o concreto,
O abraço no desamparo completo.
É a cor que volta ao branco e preto,
É o mapa quando estás desacerto.


Avista! Lá adiante, um ponto, um grão, Não é ilusão,não é traição. É a certeza de que a noite é fase, E a claridade encontrará sua estase.


Não é o fim da caminhada, não,
É a clareira após a escuridão.
É a prova,calma e serena,
De que a luz,por mais que doa, é plena.


Então respira fundo o ar que avança, Cada passo é uma nova esperança.
O túnel termina,a luz te banha,
E a alma encontra a sua própria montanha.

"A Morte é um bem para todos os homens; É como a noite desse dia inquieto que se chama vida"

“A noite perdeu a melancolia; as taças brindavam, rindo na penumbra.”

“Noite de charcos, relâmpagos faiscantes e entrelaces de amantes.”

A noite é badalada nas estradas do fim do mundo, o dia é passageiro pra quem dorme antes do anoitecer.

Noite a bailar, o canto chamariz.

No jardim calmo da minha saudade,
brotou teu nome feito flor na noite,
perfume doce, pura verdade,
luz que me guia, amor que me acoite.


Teu riso é fonte, teu toque é chama,
tua voz embala minha vontade,
é vento leve que sopra e chama
minha alma pra tua eternidade.


Se o tempo ousar querer nos levar,
eu cravo tuas mãos nas minhas, forte,
pra juntos rirmos do medo e do mar
e navegarmos contra toda sorte.


Sapekinha minha, céu e luar,
te amo além do que sonha a morte.

Seus olhos


Precisávamos beber
E todos sabíamos o motivo,
Era sábado a noite
E os corações estavam partidos,
Álcool talvez fosse a única anestesia.


Não sabia onde estavas
Mas sabia que não era aqui,
Que não ia aparecer.


Talvez tudo fique meio sem cor
Quando não está,
Mas a realidade é assim
As cores perdem o brilho,
Troca-se esperança por fatos.


A Lua brilhava no céu
Depois de um pôr do Sol incrível
Mas o que é o brilho deles
Se comparados a seus olhos?
Me cegava sempre que olhava
Mas o brilho sumiu
Se foi junto com você.


Jean César

Quando a noite parece longa demais, lembre-se: Deus já escreveu o amanhecer.
A escuridão não é o fim, é apenas o intervalo antes da luz.
A esperança floresce até no solo mais seco.
Apenas confie — o dia novo já vem ao seu encontro.

Que meia-noite o coração acalma
e a mágoa vai com a madrugada
e com a alma limpa amada.

MEMENTO MORI 2

No silêncio da noite, a lua observa, Cada suspiro, cada sonho que se reserva. O tempo, um rio que nunca cessa, Leva consigo memórias, em sua pressa.
Pensamos que a vida é um caminho linear, Mas é um labirinto, cheio de mistérios a desvendar. Cada passo, uma escolha, um destino a traçar, E a sombra da morte, sempre a nos lembrar.
“Memento mori”, ecoa no vento, Um sussurro antigo, um sábio lamento. Não é só um aviso da finitude, Mas um convite à plenitude.
Esqueça o medo, abrace o agora, Pois é no presente que a vida aflora. O passado é um eco, uma sombra distante, E o futuro, um sonho, uma promessa vibrante.

Roberval Pedro Culpi

DAMA DA NOITE

Pousam em mim os teus nobres desejos:
Mentiras de uma esplendorosa paixão,
Pois que nada sente o teu vil coração,
Dentre os teus falsos e eloquentes beijos.

Pousam em mim os teus rústicos ensejos
Na espera dos meus sentimentos vãos:
Tais que sinto da tua vultosa ilusão,
Mesmo vazia, dentro d'alma, eu almejo

O teu corpo de escultura, nú e quente,
Aos gritos da tua voz que não sente,
Que murmura, que excita, que é chama!

Pousa em mim a tua falsidade inteira,
"Cheia de amor," por te sonhar verdadeira,
Que a minh'alma te beija, e ama...

“É noite… uma voz solitária fere o silêncio”.

Noite eterna, vivida com intensidade.

Entre espadas, corregos e estradas.
Noite perfeita no nosso país.
Somos iluminados, pela aurora,
Que outrora brilha além do mar

A cidade, à noite, respira como um animal ferido: suas janelas acesas são olhos que não dormem, vigias de uma solidão partilhada em silêncio; e quem ousa escutar esse murmúrio subterrâneo descobre que toda vida urbana é feita de fantasmas que caminham ao lado dos vivos, pedindo apenas a dignidade do esquecimento.

Houve um tempo em que pensei que muito do que aprendi na noite não me faria bem.

Mas o tempo mostrou que até as sombras ensinam.

Hoje entendo: ser diferente é uma bênção, mesmo com o preço que carrega.

E nada pode mudar essa certeza.

Ecos de um Amor Esquecido

Nessa noite de luar, sinto em mim o peso do desejo,
te penso a cada instante, como uma memória que insiste,
flutuante, dolorida, marcada para sempre em minha pele.

Nosso amor terminou cedo demais,
foi rápido como um sopro —
mas cada momento foi encantador,
cada segundo um feitiço que hoje me atormenta.

Recordo da nossa pequena Eloá,
me chamando de pai —
uma princesa que me transformou,
que despertou em mim um homem diferente.

As tardes em família,
os almoços de domingo,
instantes que pareciam eternos,
mas que se despedaçaram
como vidro lançado ao chão.

A ti me entreguei por inteiro,
me dediquei sem reservas,
te ofereci meu coração.
E, no entanto,
fui para ti apenas uma folha de papel:
usada, rabiscada, amassada
e depois jogada fora.

Dói-me o peito admitir —
todo o amor que carreguei foi em vão.
Hoje, no lugar dos sorrisos, restam cacos de um coração quebrado,
resta apenas a solidão.

Me tornei para ti uma canção esquecida,
que já foi sucesso por um instante,
mas que agora jaz empoeirada,
silenciosa no esquecimento do tempo.

Sou para ti apenas passado,
um coitado sem valor —
mas ainda guardo em mim
o peso cruel da lembrança.

Saibas:
o que vivemos jamais terá volta.
O que foi amor agora é cicatriz.
A dor que carrego não é rancor,
mas um luto sem fim.

Seguimos caminhos distintos,
mas um grande amor nunca morre —
ele permanece,
gravado na carne, cravado no peito.
E, mesmo na ruína,
por ti ainda carrego respeito.

Autor: Douglas Pas