Bendito o que Semeia Livros e faz o Povo Pensar
O que fazer com os dedos que digitam mentiras?
O que fazer com o coração doído?
Porque me fazes assim?
Não tenho mais luta, as forças se esvaiam sem medida nesse rio acima.
As cores se perdem nas manchas de sangue, nas vagidas cóleras, nas falsas cantigas.
Olho pra dentro busco remendo, de fato remédio não cura, não sara, nem muda.
Sangram as lágrimas da dor do avesso, quem nem um apreço se faz acolher, nas vastas conversas se pede amor, palavra maldita, na hora incerta,procura saída encontra rancor.
É certo que a razão nunca sabe qual lado que fica a verdade esquecida.
Lembro-me do bem, o mal nunca esqueço.
Prestes a mudar, a vida relembra uma carta, que mal escrita, dizia inspirada: "Te quero pra sempre ó linda amada".
Se existe esperança, a carta relembra, rasgada na raiva, guardada na alma.
Roobertchay
Assim diz o Senhor: Maldito o homem que confia no homem, e faz da carne o seu braço, e aparta o seu coração do Senhor!
Porque será como a tamargueira no deserto, e não verá quando vem o bem; antes morará nos lugares secos do deserto, na terra salgada e inabitável.
(Jeremias 17:5-6)
O sol é a maior fonte de luminosidade do universo. É com ele chega a energia que faz vibrar a alma em sua atemporalidade de origem; é com ele que chega o calor que faz desabrochar a vida em sua imensidão de cores, aquarelando nossa memória poética. É com ele que chega o sopro fugaz da existência personificado de luz. É com o sol de um novo dia que nos chega novas percepções da realidade sob a aura resplandecente do novo. Um novo dia e suas incontável chances de recomeçar.
Você só é livre quando faz o que não quer! Essa frase de Immanuel Kant nos convida a uma jornada de reflexão profunda sobre a essência da verdadeira liberdade. A liberdade não está simplesmente em seguir nossos desejos imediatos, mas sim em resistir a eles quando entram em conflito com a razão e a moralidade. É ao agir de acordo com princípios universais e racionais, superando nossas inclinações pessoais, que alcançamos uma liberdade autêntica. Libertemo-nos das amarras dos desejos efêmeros e abracemos a coragem de agir em conformidade com a razão e a vontade moral. Assim, seremos verdadeiramente livres, desfrutando de uma existência plena e significativa. A liberdade está ao nosso alcance, quando nos tornamos senhores de nossas escolhas, transcendo o desejo imediato e abraçando a nobreza de agir em consonância com a razão.
A intimidade não habita no tempo em que estamos com alguém, assim como quanto alguém nos faz feliz também não, o tempo e o gostar são de universos distintos. Nem todos os planos do mundo podem prever o que um encontro é capaz de realizar na alma e no coração.
Meu nome é Gal
E não faz mal
Que ele não seja branco, não tenha cultura
De qualquer altura
Eu amo igual
O Coração não é terra arada pronta pra plantar ou arrancar um amor. Ele mesmo faz suas escolhas. O coração é indomável!
Não me culpe em eu cuidar tanto assim da tua vida. Ela me faz bem, e é a única maneira que eu encontro para a minha estar em paz.
Entrega-te faz-se tarde!
Não espero mais…
Eu não vou ficar ancorada à incerteza que parece interminável, que me mata internamente com uma dor insuportável.
Não esperes mais…
Parte para bem longe do meu coração, para que a dor sai-a rapidamente, onde mora à demasiado tempo. Deixa-me sem sentimento!
Quero alguém que traga até mim verdades que até hoje não senti. Que me lembre o dia em que não desisti.
Que me faça sorrir todos os dias, sem que eu tenha medo de o perder, que me acalme quando sofrer.
Quero ver disparates e sentir que são teus inalteráveis, irremediáveis. Ver que os ignoro, mas lá no fundo, os adoro, adoro…
Quero alguém que entra em mim, toca-me lá no fundo e lutaria contra o mundo, se uma lágrima fosse derramada, e me visse desesperada.
Quero cansar-me de ti, e não te querer largar.
Saber o que é Amar…
Quero algo eterno, inabalável, um amor que é incansável.
Aquele amor que se altera com o tempo, mas que não foge, somente corre quando quer que eu vá atrás. Que cai quando está cansado, mas não desiste da meta infinita, e continua a corrida…
Mais uma folha embala até cair no chão… Sem dor, sem amor, sem coração.
Não tem vida, não tem nada…Não existe amanhecer, alvorada…
Mais uma pequena folha que nasce…Que ilumina a vida da árvore, Tem cor, amor e coração…Alguém olha por ela, Alguém lhe toca, lhe dá a mão…
Esse alguém existe, não é fantasma ou conto de fadas, é perfeito a teus olhos porque todos os defeitos são guardados sem esforços, no mesmo buraco negro que crias para afogar problemas e tristezas.
Todos os dias em que acordas a pensar que ninguém te é capaz de amar, alguém vê em ti, o que existe escondido num barco perdido, ou no infinito…
Alguém existe só para ti. Alguém te ilumina e ressuscita.
Alguém existe apenas para Amar-te.
Entrega-te… Faz-se tarde
Fingir felicidade não te faz feliz. Fingir sentimentos não te faz sentir. Fingir ser algo que você não é, não te faz alguém.
A imprensa noticia vandalismo, pois gera medo. O medo faz com que as pessoas fiquem em casa. E pessoas com medo não mudam o país!
De súbito sabemos que é já tarde.
Quando a luz se faz outra, quando os ramos da árvore que somos soltam folhas e o sangue que tínhamos não arde como ardia, sabemos que viemos e que vamos. Que não será aqui a nossa festa.
De súbito chegamos a saber que andávamos sozinhos. De súbito vemos sem sombra alguma que não existe aquilo em que nos apoiávamos. A solidão deixou de ser um nome apenas. Tocamo-la, empurra-nos e agride-nos. Dói. Dói tanto! E parece-nos que há um mundo inteiro a gritar de dor, e que à nossa volta quase todos sofrem e são sós.
Temos de ter, necessariamente, uma alma. Se não, onde se alojaria este frio que não está no corpo?
Rimos e sabemos que não é verdade. Falamos e sabemos que não somos nós quem fala. Já não acreditamos naquilo que todos dizem. Os jornais caem-nos das mãos. Sabemos que aquilo que todos fazem conduz ao vazio que todos têm.
Poderíamos continuar adormecidos, distraídos, entretidos. Como os outros. Mas naquele momento vemos com clareza que tudo terá de ser diferente. Que teremos de fazer qualquer coisa semelhante a levantarmo-nos de um charco. Qualquer coisa como empreender uma viagem até ao castelo distante onde temos uma herança de nobreza a receber.
O tempo que nos resta é de aventura. E temos de andar depressa. Não sabemos se esse tempo que ainda temos é bastante.
E de súbito descobrimos que temos de escolher aquilo que antes havíamos desprezado. Há uma imensa fome de verdade a gritar sem ruído, uma vontade grande de não mais ter medo, o reconhecimento de que é preciso baixar a fronte e pedir ajuda. E perguntar o caminho.
Ficamos a saber que pouco se aproveita de tudo o que fizemos, de tudo o que nos deram, de tudo o que conseguimos. E há um poema, que devíamos ter dito e não dissemos, a morder a recordação dos nossos gestos. As mãos, vazias, tristemente caídas ao longo do corpo. Mãos talvez sujas. Sujas talvez de dores alheias.
E o fundo de nós vomita para diante do nosso olhar aquelas coisas que fizemos e tínhamos tentado esquecer. São, algumas delas, figuras monstruosas, muito negras, que se agitam numa dança animalesca. Não as queremos, mas estão cá dentro. São obra nossa.
Detestarmo-nos a nós mesmos é bastante mais fácil do que parece, mas sabemos que também isso é um ponto da viagem e que não nos podemos deter aí.
Agora o tempo que nos resta deve ser povoado de espingardas. Lutar contra nós mesmos era o que devíamos ter aprendido desde o início. Todo o tempo deve ser agora de coragem. De combate. Os nossos direitos, o conforto e a segurança? Deixem-nos rir… Já não caímos nisso! Doravante o tempo é de buscar deveres dos bons. De complicar a vida. De dar até que comece a doer-nos.
E, depois, continuar até que doa mais. Até que doa tudo. Não queremos perder nem mais uma gota de alegria, nem mais um fio de sol na alma, nem mais um instante do tempo que nos resta.
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