Bendito o que Semeia Livros e faz o Povo Pensar
O povo nas ruas,
lágrimas nos olhos,
terço nas mãos,
preces no coração.
A Santa, cheia de flores, emite as graças de ser A escolhida
Nós, os pedidores, andamos rumo à Mãe.
Mãe a qual nos foi dada
Dada por quem?
Por Cristo, Nosso Senhor!
Será que é fé?
Será que é esperança?
Será que é amor?
Sim! É fé, é esperança, é amor!
É o círio de Nazaré! É o círio de Maria, a Mãe da Igreja!
Somente quando o povo de uma nação tem claro para si em que tipo de país quer viver, atuando e exigindo para que assim venha a ser, assim o será.
Muitos que dizem estar do lado do povo e a defenderem seus direitos, nada mais são do que aqueles que querem ter o controle sobre este mesmo povo e explorá-lo, enquanto este festeja as migalhas supervalorizadas recebidas deles, que são derramadas da mesa da ostentação em que seus pseudodefensores usufruem.
O Povo elege seus tiranos!
Povo, democracia, poder.
Estas palavras conduzem bem o significado delas próprias e nada mais apropriado no quesito “Poder” do que a ferramenta democrática, o povo é como uma ponte, uma escada para elevá-los sempre acima, mais e mais elevados e mais poderosos, mais egoístas, e mais corruptos, políticos lembram tiranos, como nos tempos dos dinossauros, ainda vivemos com os nossos T-Rex à solta por aí.
Um ser sem coração e sem piedade, político é comparado àqueles grandes vilões do passado, que apenas seguiam seus instintos pessoais em estar acima de tudo, do bem e do mal, os nossos vilões atuais apenas criam leis que os deixam ainda mais poderosos e que os fazem imunes aos seus próprios crimes.
Povo? Bem, o povo não tem noção do que acontece, parece que estamos hipnotizados ou num transe eterno, como se não quiséssemos ver o excesso de incompetência com que dirigem esse país, e com a enxurrada de acusações que fazem uns aos outros e o sorriso arrogante que sai de suas faces com certeza da impunidade sempre aliada a seu bel-prazer, afinal tudo acaba em pizza mesmo, cada um leva uma "gorda" fatia desse bolo disputado com mentiras e contradições em que a pior parte fica conosco, o caos social.
De verdade tudo acaba bem, para eles, pois as escolas, os hospitais e os demais seguimentos desse país estão na decadência há muitos anos, o país vive uma falência moral em todos os sentidos, visto a postura ridícula que o país carrega mundo a fora, e todos estão acostumados com isso, parece que é melhor fazer piada dos governantes em relação à situação atual em que se encontra o país do que forçar-lhes a tomar vergonha na cara.
A glória de uma nação é o seu povo bem administrado, seus filhos crescendo em paz com liberdade e um governo que os honre fazendo aquilo que realmente precisam.
Cavo a minha esperança inconsumada nesses flancos de um povo esperançoso. Um povo que acredita a partir do nada, ou por bem pouco, mas considera justo esse cair e se reerguer cada vez mais ferido e longe de seus ideais. Encanto-me sempre com o encanto popular, que se renova no engenho das fontes fraudadas, das promessas falidas desde os lábios e da malícia de quem encanta a população.
Creio mesmo é na crença dos que seguem, apesar dos motivos forjados e parcos. Motivos pintados de quimeras e espetáculos que nublam suas visões e os faz sorrir pelo que logo depois os fará chorar. Vivo à sombra dessa vida que move os simples e remove suas angústias ao menor sinal de um dia melhor. Contagio-me desse otimismo ingênuo, porém vital, de uma gente cujos bens estão todos no imaginário; na surrealização de seus desejos ou abstração de seus sonhos.
Tenho fé nessa fé que se nutre de restos e parece mais forte a cada frustração. É no sonho dessa massa que monto a minha cama e durmo o sono de quem deixa estar. Não sei do que seria de mim, sem esses que de fato não sabem o que será deles, mas entregam tudo nas mãos da sina... ou de quem chamam Deus. No fundo, endeuso essa gente. Louvo-a pelo seu poder diário de superação.
O executivo tem a clara função fazer. Ao legislativo, cumpre fazer fazer. Já o povo, que detém o poder maior, deveria tanto fazer fazer quanto fazer fazer fazer.
Levando em conta essa hierarquia, pode-se afirmar o seguinte: O político não faz nada porque o povo nada faz... Somos todos balelas do mesmo discurso.
Convenço-me:
- Uma mistura de povo e suplício
Atentando qualquer sacrifício
A esperar a hora sagrada
Onde lagrimarei envenenada.
Deus não prova o povo dele,para conhece-los;
pois antes de penssarmos Deus ja conhece o nosso penssamento,ele nós prova para que nos nós conhesamos,
e vejamos o quanto somos dependentes de Deus!
Para compensar a anatomia o povo fala sem ter dó, são dois olhos, dois ouvidos, mas a boca é uma só. O povo fala, o povo fala mesmo.
Bahia encantada
Bahia, terra da eterna alegria.
Povo que canta, se embala e dança
Bahia, berço da cultura negra,
De branco, mestiço, índio e mulato.
Onde o canto, encontra o povo,
E o povo se declara em cena
A vida acontece na Bahia,
Com seus bairros e grandes ladeiras,
Onde a história faz referencia ao seu povo,
Que luta, que briga e se liberta.
Bahia eterna gigante,
Onde os cabelos das moças,
são encaracolados ou lisos e penteados.
A pele morena é igual a chocolate,
o sorriso é meu bem querer.
Bahia, terra do encanto,
Paraíso dos apaixonados
Onde o tempo se desdobra
Para a festa acontecer,
No ritmo bom e caliente.
Bahia com teu cheiro de gente,
De ruelas apertadas,
Onde todos se encontram,
E vivem a mesma cena.
Terra do encanto de ser baiano.
Filho da terra da alegria,
Com suas igrejas erguidas,
Como pagamentos de grandes promessas,
Faz o povo dançar e cantar,
Na contagem delas.
Betânia Uchôa
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