Bem
Primeiro Amor
Nenhum amor é como o primeiro. Veja bem, nada se equivale ao sentimento amor, mas o primeiro em si é uma explosão.
É como se cada molécula do corpo experimentasse algo mágico, algo novo. Como se aquela mensagem fosse a mais importante de todas, só de ouvir o telefone tocar, as promessas que soam como eternas, cada sorriso, cada segredo, enfim, nada é comparável.
Mas na mesma proporção está a dor do fim de um amor que foi o primeiro.
Como se toda palavra escrita, dita ou poetizada, tivesse sido uma lona de mentiras. E a eternidade juntos significasse tão pouco ou quase nada.
É incomparável, de fato.
Porém, trago esperança ao coração aflito, pois todo coração é regido pelas leis do amor, e não se curvam ao sentimento imposto pelo fim, mesmo que toda a dúvida imposta diga que você não é capaz de amar novamente. Embora se sinta incapaz de sentir ou nunca sinta nada igual, nenhum amor é igual a outro. Encontrará a sabedoria nas dores do passado, e o exílio nos amores que imperfeitos, você se permita sentir, pois não se igualam ao primeiro, mas sendo o que são, podem torná-lo feliz como jamais foi.
Do amor, veja bem, talvez eu nunca tenha experimentado. O sentimento em si demanda coisas que são incomuns ao alheio. Amor a primeira vista é uma piada. Como pode se amar alguém de quem não sabemos nada? Alguém que nunca vimos. Como pode dizer que ama alguém quando as lágrimas dela não causam dor, e o sorriso trás a mais plena das felicidades? O homem tem apego, paixão. O amor não vem sem correspondência, sem convívios e sem obstáculos. Usamos a palavra "amor" quando qualquer outra já não faz mais sentido, não expressa o real sentimento. "Eu a amo!", e por si só o sentimento se basta.
Não sejam boas pessoas por prêmios ou medo de punições. Não façam o bem porque tem gente olhando, ou pra ganhar pontos com Deus.
Não dê o seu melhor pra ser o cara mais descolado da igreja, do trabalho, da faculdade.
Seja alguém de valor por que é sua vontade.
Sua consciência e seu coração só aceitam uma verdade se você vive uma verdade.
Vivo para dar forma as coisas que são. Aos que me amam, eu os amo. Aos que me querem bem, eu os quero bem também. As coisas que não são, as que não controlo, deixo nas mãos do acaso.
E agora, entre pessoas aparentemente bem, e totalmente normais aos olhos, deixamos de enxergar o quanto estão sentimentalmente traumatizadas e fragilizadas. Elas temem que os piores filmes se repitam, evitando o início por medo do fim.
Não é sobre como começamos, mas sobre como encerramos. Quando paramos com o "tudo bem" e entendemos que o "basta!", é sim uma necessidade que impede a loucura.
Estranho que até um rosto tão familiar, que conhecemos tão bem, com tempo e distância vira mais um entre muitos rostos pela vida. As vezes, até irreconhecíveis.
Eu nunca soube o que as pessoas queriam realmente, nem o que precisavam para se sentirem bem ou feliz. Eu sabia que as queria bem, e simplesmente achava que sabia como fazê-lo. Embora pudesse errar nas decisões, nunca tive más intenções.
A morte só é um terrível final, quando se viveu uma vida medíocre. Quando vivemos bem, é como se Deus pudesse dizer: "Ótimo espetáculo foi sua vida, mas as cortinas precisam fechar."
Ficamos com os aplausos.
Uma bela jaqueira no jardim
Um gramado bem verdim
Um cristo de braços abertos
Desejando bem vindos com muito carinho
Terraço arejado e bem quentim
Vista ampla de todo jardim
Porta larga da nobre jaqueira
Um janelão da mesma madeira
Uma sala que visita se esparra inteira
Um belo quadro da Santa Ceia
Uma foto grande da nossa pequena cachoeira
Móveis rústicos de igual madeira
Uma cozinha que todos saem de barriga cheia
Um armário pomposo de fortes prateleiras
Mesa e cadeiras da brava jaqueira
Conforto e belezoura que tonteia
Um banheiro que se amostra na limpeza
Um quartinho que parece um ninho
Descanso de José e seu benzinho
Reino de paz, amor e carinho.
Lá fora uma linda escada à direita
Dá gosto subir, nunca canseira.
Em cima mais dois quartinhos
Que João de Barros fez com muito carinho
Situada no centro de Chã de Areias
Próxima da igreja que o Santo José homenageia
Toda a cidade de Itaquitinga lisonjeia
Abrigo de todos para vida inteira
ITÁ E KINGA
Itá é duro rochedo
Que pra tudo se destina
E quando bem aguçado
Corta de grossa a fina.
Kinga melaço doce
Candura de menina
A Irmã Companheira
Encanto de alma feminina.
O corte de cana
Vida, trabalho e sina.
Fortes e valentes
Cumprem o que o destino determina.
A Missa, Futebol e Forró.
As coisas que os anima
Mas se provocados
Nego vai pra lazarina.
Como muito carisma
Vivem em plena união
Logo todos cometam
Que belo exemplo de irmão.
Pelos arredores e região
Muito comentário se formulou
A Popularidade dos irmãos
Feito vendaval se espalhou.
Políticos sem prestígios
Uma oportunidade vislumbrou
Enviando relatos dos fatos
Ao gabinete do Governador.
Sabido e aproveitador
Logo uma comissão
Com boas e más intenções
O dito cujo nomeou.
O povoado que nem nome tinha
Foi feito umas contas
Com poucas e muitas mentirinhas
Agregando povoados que lhe circunvizinha.
Foi criado um Decreto
Homenageando os irmãos Itá e Kinga
No dia 20 de dezembro do 1963
Fundando o Município de Itaquitinga.
"Deus está comigo!
Estou bem: alegre...
satisfeito e com saúde!
- E o dinheiro?
- O dinheiro vem amiúde!"
Otávio Bernardes
"Veja bem: a gente deveria trabalhar menos e amar mais...! Contudo, a gente trabalha muito e ama quase nada!"
Otávio Abadio Bernardes, Tavinho, o "Joli"!
"Ainda bem que existem músicas, que são verdadeiras poesias, para embelezar esse mundo materialista!"
Otávio Abadio Bernardes, Tavinho...
