Beleza Deslumbrante
Beleza física tem seu encanto mas dura pouco, no mais das vezes menos de cinco minutos. Gente linda mesmo é aquela que brilha por dentro, que transborda em inteligência, capacidades, caráter ou Luz - isso é graça, o resto é glacê!
"A profunda inflexão sobre a beleza da inocência tece, talvez, a maior das ilusões. Aqueles que assim se vestem com o manto da honestidade raramente repousam sobre a aspereza de seus próprios passos e atos; afinal, para eles, tudo é exato ou foi forjado com a melhor das intenções."
Somos sacos de memórias, fotografias vivas em movimento. Ainda assim, diante da beleza, da dor, do amor ou do espanto, nosso primeiro impulso não é sentir, mas sacar o smartphone. Trocamos a experiência pelo registro, a presença pela prova, a vivência pela evidência.
Filmamos o pôr do sol sem perceber suas cores. Fotografamos os sorrisos sem participar deles. Gravamos shows que jamais assistiremos novamente e arquivamos momentos que nunca chegamos a viver de fato.
Talvez a maior ironia da nossa época seja esta: possuímos milhares de imagens da vida e cada vez menos lembranças capazes de nos atravessar a alma. Estamos construindo cemitérios digitais de instantes que sacrificamos no altar da documentação.
Porque há emoções que morrem quando são interrompidas por uma câmera. Há experiências que exigem entrega, não armazenamento. E existem momentos tão sagrados que, ao tentar capturá-los, acabamos expulsando-nos deles.
No fim, a pergunta não é quantas fotos você tirou da vida. A pergunta é: de quantos momentos você esteve realmente presente antes de transformá-los em arquivo?
Talvez a memória mais valiosa seja justamente aquela que não pode ser publicada, compartilhada ou reproduzida. Aquela que vive apenas dentro de você, indomável, imperfeita e intensamente humana.
Estamos registrando tudo para não esquecer, ou fotografando tanto porque já desaprendemos a viver o suficiente para lembrar?
“A verdadeira beleza de um ambiente
não está no que ele mostra, mas no que ele faz sentir.”
— Daugliesi Giacomasi Souza
“A beleza á passageira, por isso que o casamento é temporário, mas quem se casa pela janela da alma sabe o que é a eternidade”.
Há beleza na constância de quem permanece em si mesma,
e há poder em aceitar que algumas pessoas não nasceram para andar ao nosso lado,
mesmo que já tenham
compartilhado passos conosco.
Existe beleza no que não esperamos,
encontro no abandono e presença no imaginável, somos isso, intensas e verdadeiras
Gosto dos meus finais, do jeito que os traço, e gosto quando gosto disso!
há beleza no adeus quando sigo meu passo.
Deixo pro último dia, veneta que vem,
“deu na telha”, eu rio.. Loucura faz bem.
Louca?.. Talvez. Mas quem é são de verdade,
se conter o transbordar é negar liberdade?
Encerrar minha participação especial na vida de alguém
é arte que dói, mas que dá no que falar
porque até no adeus, eu sei me reinventar.
RESPOSTA:
Sim.
Existe beleza na atividade.
Há beleza em quem continua, mesmo cansado. Em quem trabalha sem aplausos. Em quem constrói aos poucos aquilo que ainda não pode mostrar ao mundo.
A atividade é movimento. E tudo que vive se move.
Uma árvore cresce em silêncio. Um rio segue seu caminho sem pedir licença. Uma pessoa luta todos os dias para manter os sonhos de pé.
Isso também é beleza.
Porque não está apenas no resultado, mas no ato de fazer, tentar, aprender, cair e continuar.
"Existe beleza na atividade, porque é nela que a vida acontece."
Havia uma pessoa que levaram quase tudo.
Levaram a beleza que ela tinha quando era jovem.
Levaram o tempo que não volta mais.
Levaram o emprego, a rotina, o chão.
E por um tempo ela achou que tinha ficado sem nada.
Mas ninguém conseguiu levar o que ela é por dentro.
Ninguém levou a força de levantar quando dói.
Ninguém levou a sabedoria que só a vida ensina.
Ninguém levou a luz que acende nela mesmo nos dias escuros.
A juventude foi embora, mas ficou a maturidade.
A beleza mudou, mas ficou a dignidade.
O emprego acabou, mas não acabou a capacidade de recomeçar.
O tempo passou, mas o que importa é o que ela ainda vai fazer com o tempo que resta.
Ela não é o que perdeu.
Ela é tudo o que sobreviveu.
E quem sobrevive, reconstrói.
Devagar. Um pedaço por vez.
Porque no fim, o que ninguém pode tomar...
é a chance dela de se reencontrar.
Dizem que ela perdeu demais.
A beleza da juventude, o tempo que não volta, o emprego, os planos.
Mas ninguém viu o dia em que ela decidiu não desistir de si.
Ela entendeu que recomeçar não é voltar pro zero.
Recomeçar é usar os pedaços que sobraram e construir algo novo.
É pegar a sabedoria que a dor ensinou e transformar em coroa.
Ela não tem mais 20 anos.
Tem algo melhor: tem história.
Não tem mais o mesmo emprego.
Tem as mãos que ainda sabem trabalhar.
Não tem mais o mesmo tempo.
Tem o agora. E o agora basta.
Devagar ela vai.
Planta de novo.
Sorri de novo.
Acredita de novo.
Porque quem já perdeu tudo...
descobre que ainda tem o mais importante:
a si mesma.
E com isso, ela pode começar quantas vezes forem preciso.
Em Paris
"Meu Deus! Quanta beleza..."
exclama o poeta Castro Alves...
Meu Deus! Quanta tristeza...
horror, indignação
achar que a solução está...
nas próprias mãos...
Ou... pior... achar que É a solução.
Talvez a minha maior forma de resistência tenha sido continuar enxergando beleza, mesmo depois de ter conhecido de perto tudo aquilo que poderia me fazer perder o olhar.
Queria ter a vida de um livro, ser lido, amado, compreendido, ser beleza e mensagem, viver, sem ser só de passagem.
Queria ser poema todos os dias, não apenas escrito, mas vivido.
Na estação certa, as pétalas, ansiosas por luz, desabrocham, desvelando a verdadeira beleza oculta, que apenas no ato de coragem de florescer acontece.
Raízes firmes na terra, contra o vento a lutar, o inverno rigoroso, o desafio a enfrentar, mas na primavera, voltam a se levantar.
O orvalho da manhã, lágrimas de alegria, reflete o brilho da nova luz do dia.
As flores, resilientes, não temem a dor, pois cada cicatriz é um traço de amor.
E assim, entre espinhos e suaves fragrâncias, elas nos ensinam com suas elegâncias, que a beleza da vida está em continuar.
Foi como se cada pétala fosse um poema escrito pelo vento, contando a história de resiliência no tempo.
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