Belas frases da Vida
O maior luxo da vida é ter tempo para o silêncio e para o afeto, o resto é apenas ruído e superficialidade.
A gente é o que a gente permite que fique, e o que a gente decide que vá, a vida é a curadoria constante do nosso próprio espaço interno.
Que a sua vida seja um texto solar, visível, mas com entrelinhas e cifras que só o olhar do seu centro possa decifrar, a transparência é uma escolha, mas a intimidade é o santuário resguardado para um só.
A essência da vida reside na conjuntura incondicional do "ser", despida de qualquer apêndice utilitário ou adorno social. Todo o restante é apenas o detrito mnêmico, o efêmero detalhe que se dissolve, mas que jamais obteve a jurisdição de quem você é na sua verdade última.
A Bíblia é o único livro de amor em que o protagonista escolhe dar a própria vida pelo vilão da história.
A vida me ensinou a escrever cartas para mim mesmo. Nelas encontro conselhos antigos e ternos. Algumas servem de manual para dias de crise. Outras são lembretes para celebrar pequenas vitórias. E reler é gesto de autocompaixão bem praticado.
Minha alma suplica por trégua, enquanto a vida exige movimento. Passo os dias negociando minha sanidade com o relógio.
Minhas cicatrizes são os relevos de um mapa que me trouxe até aqui, lugares onde a vida tentou me interromper e eu respondi com a teimosia de continuar sentindo. Elas não são feias, são a prova de que a alma, embora frágil, possui uma arquitetura capaz de suportar terremotos.
A ansiedade é um relógio que corre mais rápido do que a vida, um tic-tac frenético que anuncia desastres que só existem na arquitetura do medo. Tento desacertar esse mecanismo usando o peso das palavras, fazendo com que cada frase seja uma âncora no presente.
A escrita é o meu suporte de vida, o oxigênio que inalo quando o real tenta me sufocar com sua mediocridade e falta de sentido. Sem as letras, eu seria apenas um corpo ocupando espaço, com elas, sou um universo em expansão, mesmo que em direção ao vazio.
Sinto que minha vida é um filme em preto e branco passando em uma sala de cinema vazia, onde eu sou o único espectador que não consegue ir embora antes dos créditos finais. A beleza está no contraste, na forma como a sombra define a luz e a ausência define o que restou.
A minha vida é uma colcha de retalhos feita de momentos de lucidez e longos períodos de neblina existencial, onde eu me perco de quem eu achava que era. Costuro esses pedaços com o fio da escrita, tentando criar um manto que me proteja do frio que sopra de dentro para fora.
A vida tem essa mania de nos despir nos momentos mais impróprios, deixando a carne exposta e a alma no frio, mas é justamente no tremor do corpo que descobrimos que a nossa pele é feita de uma resistência que nenhum inverno conseguiu, atéhoje, congelar por completo.
Passei parte da vida recolhendo os pedaços que o abandono deixou pelo caminho. Hoje, transformo cada fragmento em palavra, cada cicatriz em reflexão e cada fragilidade em matéria para que a alma continue respirando.
Fui me encontrando nas horas em que ninguém me aplaudia, porque a vida, sem espectadores, revela a textura do que sou.
Passei anos tentando decifrar a vida como um problema matemático, até descobrir que as equações mais difíceis eram aquelas escritas pelas ausências que deixaram cicatrizes em meu peito.
"Como disse Jalison Santos:
O arrependimento tem que ser em vida, pois a vida é o caminho para a eternidade."
