Basta
As vezes não basta se fingir de bobo, tem que ser realmente bobo de vez em quando, se quiser ser verdadeiramente sábio no futuro.
Basta-lhe ferir a ostra fiel com corpo estranho, e sua fidelidade produz uma pérola magnífica a mão do lapidador.
00:36 ela veio me visitar. Basta eu me deitar e ela vem me atormentar: sozinha no escuro, não apenas do meu quarto, mas do meu coração. Mas eu tenho você, Vazio. Sempre esteve comigo.
Não basta ter asas pra voar, ou agilidade para pra caçar, antes de alçar voo e pousar é necessário ter visão, assim como uma águia.
Odiar ou não compreender é fácil, basta apenas enxergar, agora, amar e entender que é difícil, tem que pensar!
A beleza está nos olhos de quem à enxerga! Independente do que seja! Basta os olhos apitarem o coração!
A sintonia entre duas pessoas que se amam, ultrapassa os limites da comunicação! Basta olhar que já dá pra sacar sem ao mínimo soltar uma única palavra!
O comum não me basta,
A zona de conforto me desconforta,
E é assim que eu vivo, de tentativa em tentativa. As vezes mergulho numa queda que parece não ter fim, mas então, me levanto ainda mais forte, com ainda mais vontade de vencer e vou atrás do que quero! Mergulho, mas agora nas minhas intenções, me arrisco nas minhas idéias e faço de tudo para que de certo. O medo me faz por os pés no chão, mas minha vontade de fazer acontecer, aaah... essa me leva ao ponto mais alto do céu! E assim que tenho vivido.
Conectando o mundo, podemos pessoas ver.
Mas conectar... será mesmo?
Para ver, basta um passo, um chamado, uma troca.
Se conectar é mais do que enxergar,
é deixar que o mundo nos toque,
é atravessar os muros invisíveis entre nós.
E, no entanto, a verdadeira conexão nunca chega.
Não porque está longe, mas porque a deixamos desluir.
Ela se dissolve entre os rostos —
amigos ou estranhos, conhecidos ou esquecidos.
Tristonho, enfim, lhes digo:
esta poesia é de nada,
mas, talvez, seja de tudo.
Entre versos doces ou amargos,
há um eco do que perdemos.
Simples é conectar.
Difícil é perceber que, entre os delírios do tempo,
fomos nós que nos perdemos...
