Baile
Eu queria tanto ser como eles. Se eram tão incríveis assim no colegial, imagine como o resto de suas vidas seria perfeito.
Eu odiava pensar que não teria essa vida. Que meu destino seria ser uma menina qualquer invisível, sem graça e sem amigos.
Todo mundo falava que eu ia acabar assim, que meu sobrenome é amaldiçoado e que ia morrer ou matar antes da formatura. E acho que meio que tinham razão.
[...] O baile de máscaras aconteceria somente naquela noite, mas a menina se perguntava por que as pessoas insistiam em permanecer mascaradas nos dias em que não havia festa.
Fim de semana é de lei
Que os cria vai ficar suave
Se nós chamar, sei que elas vem
Pra baile de comunidade
Ao chegar em um baile de máscaras me comparei com você.
Linda de se ver, escondida para valer.
Uma linda máscara de Veneza, um vestido longo, a luz do são era pouca.
Mas você brilhava mais que qualquer coisa!
Me aproximei, pois curioso fiquei…
Chegando ao seu lado não consegui ficar parado.
Peguei uma rosa que estava a mesa, queria tirar sua máscara e contemplar sua beleza!
Em seu rosto pouco via, mas seus olhos já me dizia que era você que eu queria.
Ao falar com você pude perceber que realmente era você que eu queria ter.
Seus olhos penetravam em meu ser, me paralisa por dentro.
Não sabia o que falar, pois minhas palavras não eram suficientes para explicar a enorme vontade de sua boca beijar.
Se passaram alguns minutos, seu jeito de falar, sua forma de olhar.
Estava me queimando por dentro.
Eu me perguntava, como isso pode acontecer se não consigo ver quem está por trás desta máscara de Veneza?
Não sei de sua beleza, mas com firmeza posso dizer que em minutos já estava apaixonado por seu ser, sem ao menos lhe conhecer.
Saímos para ver as estrelas, pedi com muita gentileza que seu rosto eu pudesse ver…
Sua máscara foi tirando bem lentamente, fazendo minha mente se perder por você.
Puxou a máscara de baixo para cima, bem devagar..
Seu queixo lindo, sua boca me fez perder o controle.
E quando menos percebi em seu rosto me envolvi!
Colei meu rosto colado ao seu, senti o seu respirar, seu perfume.
Contemplei seu olhar, e bem devagar comecei a te beijar…
Não conseguimos parar e quando menos percebemos estávamos vivendo nos mais belos momentos.
Não só em pensamentos, mas em seu quarto fomos parar, só para melhor ficar.
Seu vestido lentamente arranquei e seu corpo todo a beijei...
Parece loucura, a lua a brilhava as estrelas tomando o céu, do seu corpo retirei o véu.
Da janela o mar com o dançar das ondas e no quarto a dança era outra.
A noite sorria e seu calor me envolveu como se noite fosse dia.
Tudo permaneceu até o dia acordar.
Acordei primeiro só para ter certeza que não era um mero sonhar.
Contemplei o sol ultrapassando a janela e seu corpo meio descoberto me mantinha por perto.
Meu pensamento era real, queria você por mais um momento chamado, para sempre…
Com uma rosa te fiz carinho, beijei seu corpo todinho e quando acordou, você foi quem falou.
Pensei que tinha sonhado com você, já que não é um sonho, nos resta permanecer juntos para valer.
Eu lhe perguntei o porquê?
E ela respondeu…
Você se encantou por mim, sem mesmo me ver, o vestido e a máscara não mostrava quem eu era.
Respondi…
O seu olhar me encantou, o seu jeito me apaixonou e sua voz me fez entender que ao seu lado devo permanecer.
Deitada em meu peito, senti seu suspirar e uma voz bem baixinha que dizia.
Aqui que quero sempre estar, foi rápido, mas já aprendi a te Amar, desse sonho não quero mais acordar...
Diferentes - são aqueles que chegam a este grande baile de máscaras chamado Sociedade, sem usar uma.
O baile já não é mais legal como antes
As madrugadas já não é como antes
Nada disso me completa
Você, eu e uma coberta
Já é o bastante
Veio na hora certa
O baile de mascaras.
Todos em um salão se encontrava ,e se entre olhavam. Todos com suas roupas coloridas e mascaras cintilantes, todos esperavam. Todos esperavam , se entre olhando, conversando , fofocando , comendo , bebendo em pés ou sentados , mas nunca dançando , e sempre esperavam. Esperavam , e esperavam sem saber ao certo pelo que esperavam.
Diante da situação , para não ser tão diferente decidi esperar também , mas para não ser tão igual resolvi esperar diferente. Caminhei vagarosamente com minha mascara rosa bebe , e meu vestido prata até a pista de dança. Quando me dei conta minha cintura já balançava de acordo com ritimo da batida que o Dj sem demora iniciara quando percebeu que alguém resolvera esperar diferente.
Foi então que parei de esperar , só queria me balançar. Não via nem ouvia mais nada que não estivesse na minha frente , que não fosse pro agora. Estava cansada de tanto esperar.
Contudo ao diminuir das batidas da musica as do meu coração aumentaram. Ai entra em cena o rapaz da mascara negra, que trazia na mão direita um a rosa vermelha do pecado , e nos lábio um mel envenenado.
Eles olhou cuidadosamente para todos no salão. Todos esperavam , esperavam que ele fizesse algo , esperavam...
Abrindo caminho pela multidão foi em minha direcção que o rapaz caminhou, tirou minha mascara ,e pôs a rosa em meus cabelos. O pecado estava em mim agora ,fazia parte de mim , e eu só o via.
Com os olhos mais negros e misteriosos que a própria noite fitou-me , e convidou-me a dançar tango. Aceitei , receosa, mas aceitei. E assim o fizemos , do geito que podíamos e sabíamos , e entre uma cruzada de perna e outra tentava em vão retirar a mascara negra. Ele parecia prever meus movimentos , assim como parecia prever os dele.
Durante um longo tempo ficamos nesse jogo de sedução , sem que ele me permitisse provar de seu mel envenenado. Pouco antes da uma e meia da manha , o rapaz da mascara negra diante de mim disse '' sou só seu , e só você tem a chave do meu coração. " E desapareceu no meio da multidão.
Antes que a tristeza do abandono me envolvesse , decide voltar a esperar do meu jeito , agora não mais tão diferente. Dancei , Dancei , e Dancei , até que percebi que não dançava sozinha. Dançava , sem querer com um rapaz de mascara azul.
Dançávamos um com o outro , sem nem saber , e dançamos por incrível que pareça em um ritimo coordenado , um ritimo igual , parecia até ensaiado , quem sabe combinado.
O rapaz abriu um grande sorriso para mim , e tirou sua mascara para que eu também pudesse ver seu rosto. Dançamos por incontáveis horas , sem uma palavra dizer, até que não sei o motivo certo , disse;
" Dançar é muito com não é mesmo? "
" É. Mais eu sou meio ruim pra pegar o ritimo da musica" - disse tímido.
" É simples , olha - peguei suas mão e as coloquei na minha cintura - sente o ritimo agora ? "
Ele apenas sorrio , e mais alguns longos minutos depois , décimos os dois sair um pouco da pista , ele fora ao banheiro enquanto eu caminhei até a posta lateral do salão. Queria ver a noite , mas vi um pouco mais que isso.
Na porta , estava o rapaz da mascara negra tão junto a uma outra menina que quase não se sabia aonde terminava ele e aonde começava ela. Na mesma hora deixei que a suposta chave que tinha tomasse o mesmo caminho de minhas lágrimas...
No exato segundo uma mão quente me toca as costa; era o rapaz da azul. Não sei se ele percebeu o que havia , e talvez nunca saberei , mais sua atitude concerteza me derreteu. Me tomou pela mão direita , e me levou até a porta da frente do salão.
Todos nos olhavam fixamente , era como se esperassem por aqui , se soubessem do que eu não sabia. Fora do salão , do outro lado da rua havia uma grande árvores com dois balanços , ao lado um gira-gira e um escorregador simples. Sentei-me no balanço , e o rapaz começou a me balançar.
Me balançava não tão devagar que não desse pra sentir o vendo beijando minha face , nem tão rápido a ponto de me dar medo. Me balançava sutilmente , até que pôs-se na frente do balanço e disse;
'' pule. ''
De inicio recusei a proposta , tinha medo , iria com certeza cair , mas ele mo convenceu dizendo;
'' pode pular , você não vai cair , porque não vou deixar. "- Então foi que pulei com o balanço em movimeto , e meio sem equilibrio apoiei-me nele. Na mesma hora abrio aquele ja conhecido sorriso , e deslisou seus dedos sobre minha face , colocou meus cabelos para traz , e beijou-me sobre o manto azuk marinho da noite. Sem mascara alguma....
Baile de mascaras
A vida é curta de mais para se perder tempo com bobagem.
Se não tem como passar por essa terra sem
As “dores dos espinhos”;
As “amarguras do amor”;
A “tortura da incompreensão”
E as “pedras no caminho”.
Evite sofrer por coisas
Que poderiam ser resolvidas com
uma simples conversa,
um breve bom dia
um sorriso (mesmo que amarelo)
ou uma pitadinha de tolerância.
Mas, na verdade tem-se um prazer enorme em sofrer;
Algumas dores, achamos até que merecemos.
E vivemos assim,
Em um eterno baile de mascaras
Usamos mascaras para sociedade
Usamos mascaras para nossa família
Para nossos amigos
Para Deus
E até para nós mesmos
( principalmente para nós mesmos).
Em um eterno medo de mostrar
Quem realmente somos,
E de não ser aceito como se é.
Falamos e agimos impulsionados pela conveniência.
E aquilo que deveria ser dito
Engolimos pela “sobrevivência”.
E por a vida não passar de um sopro
Por que não tentamos
Falar
Agir
Ser
Viver
Com menos teatro?
Não haverá outra chance;
Aqui tudo começa
Aqui tudo acaba,
E aqui mesmo a mascara se desfaz.
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