Avisar

Cerca de 541 frases e pensamentos: Avisar

Amores que vão e vêm

Chegam mansos, como brisa sem avisar, Trazendo no olhar promessas de ficar, Mas, feito vento inquieto, sem perceber, Partem antes mesmo de se explicar.

Deixam lembranças, E uma saudade um silêncio difícil de entender, São como ondas no mar calmo: que Vão e vem…
Ass CÍCERO LYRA

"Viver apenas por si é a maior pobreza que existe. Quem muda de bom para ruim sem avisar apenas confessa sua fraqueza; o nobre de espírito mantém sua luz para ensinar aos outros que o mundo só melhora quando decidimos ser a cura, e não a distância."

Quem diz que nada muda é porque já morreu por dentro e esqueceu de avisar o corpo.

Eu sei que minha mente não tá bem
Mas não tem por que eu te avisar
Não posso atrapalhar sua vida com algo que posso arrumar
Por isso crio poemas pra tentar me acalmar


Te vendo de tão distante
Sem poder ir até você
Imaginando como seria te ver de novo


Imaginando tua voz pra tentar relaxar
Não vai ser fácil mas preciso aguentar
Você não gostaria de me ver prantos
Pois, toda vez é sempre a mesma história


Cansado de tanto estudar
Desistindo de tudo
Pensando nesse vazio
Fazendo coisas erradas mesmo sabendo


Minha vida não está sendo destruída
A minha vida está ficando vazia
Meu coração já não sente nada por ninguém


Empatia, pouco sinto
Sentimento ruim
Impossível ignorar
Eu não tenho, por que outros merecem?


Em prantos por tudo
O nada é tudo
A luz também é a escuridão
O amor também destrói


Músicas lembrando do passado
Músicas românticas que trazem tristeza
Pessoas falando o que não sentem


Remorso por não ter sido o suficiente
Culpa por sido fraco
Silenciado por mim mesmo
Escrevendo pra substituir a voz


Ignorando o que você diz que mereço
Eu abraçando aquilo que entendo
Eles afirmando o mesmo que você
Eu negando e me isolando de todos


Carregando pesos na areia
Me sufocando com o ar
Sangrando pelos olhos
Me distraindo com coisas fúteis


Deixando você ir embora
Criando desculpas pra não acompanhar
Esperando algo me substituir
Para que possa ser feliz


Andando junto contigo
Quieto fico
Escutando os passos
Ouvindo os carros
Na minha mente, criando histórias


Brincando pra não te deixar sozinha
Fazendo o que não gosto
Deixando de me abrir pra lhe ouvir
Melhor assim


Maluco
Inconsequente
Inútil
Chato


Características me dão
Características me dou
Inacabadas eu sei que estão
Mas as completo com um toque de escuridão

E, de repente, você me apareceu sem avisar. Eu pensei que você só era … não tive tempo nem pra pensar, quando percebi já havia me entregado. Você é louco!
Com esse jeito sério só quem não te conhece … sisudo simpático? Sei não. Eu tenho medo, estou com medo. Não adianta … mas é só até você tentar, você me vence pelo cansaço.
O teu jeito educado não me engana, me encanta. O teu amor é verdadeiro, por isso me enveredo, me deixo levar; não quero te perder, não quero te deixar. Mas não posso me enganar.
Não quero mais você, mas não posso te deixar. E agora o que fazer? Ai você vem me dizer: “deixa acontecer”.
Eu realmente não sei o que fazer.

A pessoa que realmente te quer bem,
vai ser chata, vai tentar te avisar do perigo,
aqueles que você acha dez, que apoiam suas ações,
esses na verdade são os falsos amigos...
Por isso que DEUS, Mãe e a Polícia,
nunca são bem aceitos,
porque são os únicos que pegam no pé,
pelo seu bem!⁠

⁠O amor é como uma semente que brota em nosso coração, sem avisar o dia, a hora e o porquê.

Café Frio e Silêncio


A ex chegou sem avisar,
a atual ficou no sofá,
uma perguntando quem era a outra,
e a outra sem nem respirar.
O café esfriando na mesa,
o clima pegando fogo no ar,
três mulheres e mil problemas
dentro do mesmo lugar.
Uma saiu batendo a porta,
jurando nunca voltar,
a outra saiu no silêncio
que faz qualquer peito afundar.
E no meio daquela fumaça
de ciúme, tensão e azar,
ela percebeu que amor confuso
só serve pra atormentar.
Porque quem cobra mas também esconde,
quem ama mas vive a duvidar,
transforma beijo em labirinto
e cansa qualquer olhar.
Então pegou o celular cansada,
pensou: “ninguém vai me endoidar”,
deletou as duas da cabeça
e voltou pro Tinder sem pensar.
Porque às vezes é mais tranquilo
tatuar dragão, cobra e punhal,
do que tentar entender
relacionamento emocional.


— Lucci Santz

Três Partes de Mim

A vida me presenteou sem avisar
E em três momentos me fez renascer
Em cada choro, em cada olhar
Eu descobri novas formas de viver

Primeiro veio você, minha menina
Me ensinando o que é amadurecer
Nos teus passos vi força e disciplina
E um coração gigante pra crescer

Depois chegou meu menino, meu parceiro
Com tua mente inquieta e teu jeito de lutar
Sempre buscando respostas pro mundo inteiro
Sem medo de pensar, sem medo de questionar

E então veio a caçula da casa
Minha pequena com alma de luz
Com teu sorriso que tudo abraça
E um brilho que naturalmente seduz

Três histórias, três jeitos de viver
Três personalidades pra eu aprender
E mesmo sendo tão diferentes assim
Cada um carrega um pedaço de mim

Vocês são… três partes de mim… ôôô…
Três presentes que a vida deixou pra mim

Uma mulher forte que aprendeu a vencer
Um homem que nasceu pra compreender
E outra menina pronta pra florescer

Se o tempo mudar caminhos ou direção
Nada vai mudar essa ligação
Porque antes do mundo conhecer vocês…
Já moravam dentro do meu coração

Tenho orgulho daquilo que vocês são
Da coragem, dos estudos, da dedicação
Cada conquista, cada superação
Faz transbordar meu peito de emoção

Nem sempre eu soube como demonstrar
Nem sempre as palavras conseguiram dizer
Mas em cada silêncio, em cada olhar
Meu amor sempre esteve com vocês

Se um dia a vida parecer pesada
E a estrada parecer difícil demais
Lembrem que existe uma casa aberta
E um coração que nunca fecha pros filhos jamais

Podem crescer, podem voar
Podem escolher o próprio lugar
Mas onde quer que a vida os levar…
Meu amor sempre vai acompanhar

Vocês são… meu ontem, meu hoje, meu amanhã… ôôô…
A melhor obra que a vida me deu pra cuidar

Vinte e oito anos de força e visão
Vinte e um de coragem no coração
Dezoito de luz, sonhos e emoção

E se eu pudesse pedir algo a Deus…
Seria só agradecer…
Por ter me escolhido…
Pra ser pai de vocês…

Minhas filhas… meu filho…
Se um dia esquecerem o tamanho que têm…
Olhem para trás…

Porque antes de vocês conquistarem o mundo…
Vocês já eram…
O meu mundo.

O Eco do Adeus


Você foi o sol que escolhi seguir,
mas se fez noite sem avisar.
Deixou a promessa do que iria vir,
e o silêncio pesado em seu lugar.


O amor que eu julgava ser cais
mostrou-se apenas maré vazia.
Você foi embora, e nada mais
restou daquela velha poesia.

“A dor mais bonita é a das coisas simples — aquelas que acabam sem avisar, mas continuam dentro da gente.”

ele vem sem avisar
e muda tudo de lugar


tudo muda
tudo tem que mudar


o tempo de amanhã
vem me encontrar.

O sol brilha lá fora e o vento vem me avisar,
que os pássaros cantam pro
nosso olhar se encontrar.
No meio das inspeções e de todoo pensamento,
meu coração te busca e acelera o movimento.
No campo a mesa posta, a
pimenta a decorar, a conversa corre solta e
faz o tempo parar.

O amor chega sem avisar...



É um desejo ardente...


Que não se admite...



Não se faz por esperar...

É uma magia...

Que abre a concha da vida...

Faz a vida ser mais sentida...



Toma conta de nosso coração...

E repousa em nossa alma...

De forma que não se imagina...



Em insistência permanece....

E nos joga em redemoinho...

Faz de cada nascer do dia...

Caleidoscópio de sedução...

Um convite a viver...

Loucura, alegria...


— em Conservatória Pousada Chic Chic Casa do

Eu rezei pra Deus me proteger,
e Ele me enviou você…
Só esqueceu de avisar
que anjos também podem machucar.


DeBrunoParaCarla

Então, venha sem avisar, sem pedir.
Tua chegada tem cheirinho de fores.

Olá, pessoas. E pessoos também, por que não?


Antes de qualquer coisa, acho justo avisar que este livro não tem a pretensão de virar um clássico. Não espero que ele seja estudado em escolas, citado em teses ou colocado ao lado de Kafka, Nietzsche ou qualquer outro sujeito que passou a vida tentando entender o mundo.


Na verdade, isso aqui é bem mais simples.
É só um lugar onde resolvi guardar um pouco dos meus dias. Das coisas que me fizeram rir, das que me fizeram querer dormir por uma semana inteira e das que, por algum motivo, achei que valiam a pena registrar.


Talvez, em algum momento, você aprenda alguma coisa comigo. Talvez não. Talvez eu aprenda alguma coisa comigo mesmo enquanto escrevo. Acho que essa possibilidade já é um bom motivo para continuar.


Não faço ideia de quem você é. Não sei seu nome, sua idade ou o motivo que fez você gastar seu precioso dinheiro neste livro. Aliás, obrigado por isso. Espero, no mínimo, que eu consiga fazer companhia durante algumas páginas.


E sim, eu poderia dizer que "o hábito da leitura expande a mente", "estimula a criatividade" e todo aquele blá-blá-blá que todo livro parece ter a obrigação de repetir. Mas acho que você já ouviu isso o suficiente.


Então chega de enrolação.


Se você decidiu continuar lendo, seja bem-vindo.
Hoje começa o diário de bordo de Sthelphen Hilburg, um sujeito completamente comum tentando sobreviver à maravilhosa e miserável vida real.




Capítulo 1
O começo menos épico de todos
Dia 1 de muitos que ainda virão.


Meu nome é Sthelphen Hilburg. Carrego na bagagem da vida aproximadamente vinte e cinco anos. Destes, uns dois foram gastos entre cigarros baratos, bebidas de procedência duvidosa e questionamentos existenciais durante o expediente. Afinal, alguém precisa fingir que está trabalhando enquanto tenta descobrir o sentido da própria existência.




Nunca fui o tipo de pessoa que escrevia diários, poemas ou passava horas lendo livros. Na verdade, sempre estive mais perto de quem compra um livro e o usa como apoio para uma mesa bamba do que de alguém que realmente o termina. Mas, por algum motivo que ainda não consigo explicar, escrever sempre me intrigou. Talvez porque seja mais fácil conversar com uma folha de papel do que com certas pessoas.
Então aqui estou eu, começando essa história. Ou, no pior dos casos, registrando uma coleção de abobrinhas que talvez façam sentido para alguém no futuro. Se não fizerem, pelo menos serviram de entretenimento para mim.


Acordo todos os dias às sete da manhã desde os meus treze anos. Não porque gosto de acordar cedo. Ninguém em perfeito estado mental gosta. Acordo porque a vida decidiu que esse seria o preço para continuar pagando as contas.


Meu trabalho consiste em enfrentar monstros muito mais perigosos do que dragões ou demônios. Os meus aparecem do outro lado do balcão e perguntam, com a maior naturalidade do mundo, se "não tem como fazer mais barato", mesmo quando a peça já está em promoção.
É nessas horas que começo a questionar se a minha saúde mental realmente vale o salário do fim do mês. Alguns dias parecem tão absurdos que fico convencido de que estou vivendo dentro de um filme de baixíssimo orçamento, daqueles em que nem os figurantes parecem acreditar no roteiro.


Mas, fazer o quê?
São os ossos do ofício. Sempre quis usar essa expressão. Ela tem um ar estranhamente elegante para dizer que a vida resolveu complicar as coisas de novo.


Bom, e se você está se perguntando por que, num dia completamente aleatório, eu resolvi começar a escrever um livro, a verdade é que essa é uma pergunta que eu também deixo em aberto.


Eu simplesmente não sei.


Não faço ideia do motivo de estar gastando tanto tempo com algo aparentemente banal. Escrever um livro não vai pagar minhas contas, não vai deixar minha comida mais barata e, muito provavelmente, também não vai mudar o rumo da humanidade. Então por que escrever?
Talvez a pergunta certa seja outra: por que não escrever?


Será que toda história precisa nascer de um grande propósito? Será que existe algum decreto dizendo que só pessoas extraordinárias podem despejar pensamentos em folhas em branco?


Eu espero que não.


Então vou fazer exatamente isso. Vou encher páginas com literatura barata, pensamentos mal resolvidos e frustrações que, de vez em quando, parecem fazer mais sentido no papel do que dentro da minha cabeça.


As folhas estão vazias. Esperam apenas que alguém escreva alguma coisa nelas. Acho curioso como elas se parecem comigo.


Nós dois estamos em branco, tentando descobrir o que merece ser registrado. E, quem sabe, transformar pequenos desastres cotidianos em algo bonito. Afinal, até as calamidades têm uma estranha forma de produzir boas histórias quando o tempo passa.


Eu não faço a menor ideia de como vão se desenrolar essas maluquices que o mundo resolveu chamar de dias úteis.


Também não sei quem eu vou ser daqui a alguns meses. Talvez eu continue exatamente o mesmo. Talvez mude completamente. A vida tem esse péssimo costume de alterar as pessoas sem pedir autorização.


Também existe uma boa chance de eu abandonar este diário no meio do caminho, como já abandonei tantas outras coisas ao longo da vida. Não seria nenhuma novidade. A diferença é que, desta vez, espero conseguir ir um pouco mais longe.


Enquanto esse estranho fogo pela literatura continuar queimando em algum canto da minha alma, eu prometo fazer o possível para manter você por aqui. Nem que seja contando pequenas tragédias cotidianas, pensamentos aleatórios ou histórias que só fazem sentido para mim.


Por hoje, acho que basta.


Se eu sentir vontade, volto a escrever mais tarde. Se não, deixo o problema para o meu "eu" de amanhã. Ele já está acostumado a resolver as pendências que a minha procrastinação insiste em criar.


Então, até amanhã.


E, caso você ainda esteja aí do outro lado da página, obrigado pela companhia.


Nos vemos no próximo capítulo, meu caro leitor. Ou melhor... meu companheiro de viagem.


Acho que não consegui ficar calado por muito tempo.


Ainda existem muitas coisas que eu quero escrever por aqui. E, sinceramente, não faço ideia de onde elas surgem. Talvez venham de lembranças que, quando eu era mais novo, pareciam completamente inúteis, mas que hoje voltam brilhando na minha cabeça, como se estivessem esperando a hora certa para fazer sentido.


É estranho pensar nisso.
Justamente quando somos crianças, na fase em que mais inventamos mundos, aparecem adultos dizendo o que é "besteira" e o que não é. Como se toda ideia precisasse fazer sentido.


Mas e se uma ideia não quiser fazer sentido?


E se ela só quiser existir?


Na minha opinião, uma criança deveria ter todo o direito de imaginar dinossauros comendo banana split enquanto dançam ragatanga. Ou qualquer outra maluquice que passe pela cabeça dela. A imaginação nunca precisou pedir licença para a lógica.


O curioso é que, olhando para trás, eu percebo que nunca fui muito bom nisso.


Lembro de um colega da escola. Não faço a menor ideia do nome dele, mas lembro perfeitamente da cena. Ele ficava sozinho, mexendo os dedos como se fossem personagens, fazia barulhos com a boca e parecia completamente mergulhado no próprio universo.


Na época, eu olhava para aquilo com estranheza. Talvez até com um pouco de vergonha alheia.


Hoje, porém, eu invejo aquela liberdade.
Ele não precisava de uma tela, de um videogame ou de um celular para viajar para outro mundo. Bastavam os dedos, alguns sons e uma imaginação que parecia infinita.


Eu nunca consegui fazer aquilo.


E talvez seja por isso que estou escrevendo este livro.


Talvez esta seja a minha forma de brincar de faz de conta, só que alguns anos atrasado.

Há músicas que voltam em espasmos, sem avisar. Elas me pegam pelo braço e me obrigam a sentir. Dançar sozinho em silêncio é uma prática sagrada. A melodia ajusta o passo da alma. E, ao final, a sala inteira cabe dentro do peito.

A melancolia é uma visita que chega sem avisar e senta-se à mesa para tomar um café frio conosco, o segredo não é tentar expulsá-la aos chutes, mas ouvi-la com atenção, pois ela sempre traz notícias de partes de nós que esquecemos de cuidar no meio da correria.

Flores não são só pra os que se vão
Mas sim para avisar, os que ficaram.