Aviao sem Asa Fogueira sem Brasa sou eu assim sem
Sou
Sou alguém que fala o que sente
Que não tem medo de amar
Que ama os cahorros da rua, os mendigos
Ama os velhos nos asilos
E seus restos de sonhos
Sorrio por tudo e por nada
Dou a mão a quem me ofende
E choro por aquele que me odeia
Não tenho inimigos, e nem os quero
Na terra, tesouros não guardo
Os quero no céu me aguardando
Apanhei muito na vida, de mãe, de irmão
Mas os amo incondicionalmente
Não sei direito quem sou até hoje...
Tenho dois nomes, um de sangue , um de cidadão
De criança adotada, virei a filha mais amada
A irmã mais requisitada
A Tia mais concorrida
E a mãe mais engraçada
Só sei chorar á toa
E rir á toa também
Prefiro sorrir, pra conservar a juventude
Mas quando choro é sempre por amor
Nos mais variados sentidos
Sou assim, com um pedaço de Deus na alma
E um coração sincero e encharcado de amor pra dar
Deus nos deu o livre arbitrio e inteligencia para distinguirmos o certo do errado, portanto sou apto a dizer “Seja o que eu quiser”.
Sou uma mulher cheia de desejos e uma menina cheia de sonhos.
Sou uma mulher que luta e uma menina que chora.
Uma mulher que enfrenta, e uma menina que brinca.
Sou uma mulher correta e, ao mesmo tempo, uma menina travessa.
Sou, simplesmente, eu mesma: filha, esposa, mãe, amiga, amante.
Sou dona de mim, da minha vida e do meu destino.
Sigo meu bom senso, minha razão, minha emoção e minha sede de liberdade.
Bom mesmo é viver assim: sem amarras, sem apego ao passado
e sem preocupações com questões que ainda não foram superadas.
O mundo ainda tem muito o que evoluir, há muito a superar.
Eu penso, reflito, analiso.
Sou um ser em constante mutação.
Sou "eu mesma", mas nunca "sempre a mesma".
Não sou normal, porque ser normal é chato.
É repetitivo, e eu gosto de transformações.
Gosto de olhar por vários prismas,
de mudar de opinião, de gosto, e de rumo, se for preciso.
A mudança não é apenas física,
mas também abstrata e intrínseca.
A beleza e a juventude passam,
mas o conteúdo da alma permanece.
Um triste poeta
Sou um poeta, um poeta das sombras e da escuridão.
Meus pensamentos só fazem sentido pra quem também conhecem a dor e a solidão
Almas tristes e solitárias à procura de libertação
Minhas roupas refletem por fora o que escondo por dentro
Minhas palavras são contraditórias como o vento
Eu não descubro minha máscara para ninguém, eles não sabem o que aqui atrás tem...
Ela me protege dos outros para que não possam descobrir meu rosto, e verem lágrimas, lágrimas de criança que perdeu por completo a esperança.
Meu coração não me obedece, ele me destrói e me enfraquece.
O tempo é a ironia da vida, caminhando lado a lado, mas ambas perdidas.
Sou pela verdade, não importa quem a diga. Sou pela justiça, não importa a favor de quem ou contra quem.
A Fruta Aberta
Agora sei quem sou.
Sou pouco, mas sei muito,
porque sei o poder imenso
que morava comigo,
mas adormecido como um peixe grande
no fundo escuro e silencioso do rio
e que hoje é como uma árvore
plantada bem alta no meio da minha vida.
Agora sei as coisa como são.
Sei porque a água escorre meiga
e porque acalanto é o seu ruído
na noite estrelada
que se deita no chão da nova casa.
Agora sei as coisas poderosas
que valem dentro de um homem.
Aprendi contigo, amada.
Aprendi com a tua beleza,
com a macia beleza de tuas mãos,
teus longos dedos de pétalas de prata,
a ternura oceânica do teu olhar,
verde de todas as cores
e sem nenhum horizonte;
com tua pele fresca e enluarada,
a tua infância permanente,
tua sabedoria fabulária
brilhando distraída no teu rosto.
Grandes coisas simples aprendi contigo,
com o teu parentesco com os mitos mais terrestres,
com as espigas douradas no vento,
com as chuvas de verão
e com as linhas da minha mão.
Contigo aprendi
que o amor reparte
mas sobretudo acrescenta,
e a cada instante mais aprendo
com o teu jeito de andar pela cidade
como se caminhasses de mãos dadas com o ar,
com o teu gosto de erva molhada,
com a luz dos teus dentes,
tuas delicadezas secretas,
a alegria do teu amor maravilhado,
e com a tua voz radiosa
que sai da tua boca
inesperada como um arco-íris
partindo ao meio e unindo os extremos da vida,
e mostrando a verdade
como uma fruta aberta.
(Sobrevoando a Cordilheira dos Andes, 1962)
As condições sob as quais sou compreendido, sob as quais sou necessariamente compreendido – conheço-as muito bem. Para suportar minha seriedade, minha paixão, é necessário possuir uma integridade intelectual levada aos limites extremos. Estar acostumado a viver no cimo das montanhas – e ver a imundície política e o nacionalismo abaixo de si. Ter se tornado indiferente; nunca perguntar se a verdade será útil ou prejudicial... Possuir uma inclinação – nascida da força – para questões que ninguém possui coragem de enfrentar; ousadia para o proibido; predestinação para o labirinto. Uma experiência de sete solidões. Ouvidos novos para música nova. Olhos novos para o mais distante. Uma consciência nova para verdades que até agora permaneceram mudas. E um desejo de economia em grande estilo – acumular sua força, seu entusiasmo... Auto-reverência, amor-próprio, absoluta liberdade para consigo...
Sou como uma alma que vaga no cansaço de conviver com criaturas de corpos construídos e cabeças destruídas.
Sou chata, cheia de manias, e nada fácil de lidar, mas sou sincera ao extremo, e sinceramente, prefiro pessoas exatamente como eu, absolutamente imperfeitas, mas que prezam a verdade, não suporto pessoas que misturam gentileza e falsidade, e contam mentiras como se fossem verdades…
Sou filho da descrença e da dúvida, até ao presente e mesmo até à sepultura. Que terrível sofrimento me causou, e me causa ainda, a sede de crer, tanto mais forte na minha alma quanto maior é o número de argumentos contrários que em mim existe! (...) Nada há de mais belo, de mais profundo, de mais perfeito do que Cristo. Não só não há nada, mas nem sequer pode haver.
Sou desorganizada, paranoica. Sou romântica, até demais às vezes, sou carente, animada, mal humorada. Sei convencer os outros quase sempre, pois sou muito teimosa. Odeio que me obriguem a fazer as coisas, ou que me cobrem algo. Por mais que às vezes não tenha coragem de fazer algumas coisas que eu queira fazer, outras vezes vou e faço logo. Não sou feita pra que me entendam, pois nem eu me entendo. Não preciso da pena, nem da falsidade de ninguém. Sou complicada demais, mas ao mesmo tempo simples.
Minha melhor amiga é a menina que mais sou apaixonada, é a garota que mais amo, é a mulher pela qual eu daria a vida, é a menina que sempre está do meu lado, estando eu certa ou errada, é a garota que sempre me compreende, é a mulher que sempre me ampara. EU TE AMO, AMIGA!
Sou um homem de causas. Vivi sempre pregando, lutando, como um cruzado, pelas causas que comovem. Elas são muitas demais: a salvação dos índios, a escolarização das crianças, a reforma agrária, o socialismo em liberdade, a universidade necessária. Na verdade somei mais fracassos que vitórias em minhas lutas, mas isso não importa. Horrível seria ter ficado ao lado dos que nos venceram nessas batalhas.
Sou uma pessoa difícil admito, então antes de entrar na minha vida, verifique se você é forte o suficiente para ficar.
Sou melancólico por natureza. Ver a manada sair da mesma sessão do mesmo filme para entrar no mesmo restaurante e pedir o mesmo prato que será saudado com os mesmos adjetivos depois de ser pago com um cartão de crédito da mesma marca me deixa ainda mais melancólico.
Sou um animal sentimental, me apego facilmente ao que desperta o meu desejo. Tente me obrigar a fazer o que não quero e você vai logo ver o que acontece...
Sou uma mulher,
um pouco menina...
Distraída,
Desastrada...
Amiga,
Sincera,
Às vezes tranquila e contente...
Depois tudo muda...
Constante...
Tento ser alguém em busca do meu melhor...
Mas tudo é complicado...
E raro...
Um amigo,
Um amor...
Sou assim
Quase sempre
Normal e feliz...
