Aviao sem Asa Fogueira sem Brasa sou eu assim sem
Sou tudo...
Já fui muito, já fui pouco,
Já fui tudo, já fui nada,
As mudanças são repentinas, as pessoas passam,
No fim, sou tudo sem nada.
Não sou sem noção, ou antissocial, só preciso cuidar dos meus sentimentos elitizados e das minhas emoções seletivas.
Fiel
Fiel a mim,
sou bom em renascer devagar,
ao mesmo tempo que colho os frutos com uma velocidade extrema.
Versões
Hoje sou uma versão minha de muitas entregas com propriedade,
Foram tantas passagens, portais, fantasias e loucuras,
Em quantos lugares pernoitei?
Quantas almas me deixaram entrar?
Foram tantos olhares, tantos sorrisos e imaginar os perfumes e o tato,
Em cada porta aberta fui recebido com paixão e admiração e isso me contaminou podendo ser devolvido no ato em dobro,
Minha inspiração de vida vêm de tantas versões minhas anteriores que me deram aprendizado ao mesmo tempo que me dão um banquete de saudades.
Não sou...
Nas palavras escondidas no caderno fechado o silêncio foi a terapia, foi um afago,
No reservado me sentia só e pensativo, no meio da multidão me sentia só e perdido,
O saber atiça a curiosidade de saber mais, o saber também pode assustar, ferir, causar, ele pode ser malicioso,
O corvo guarda rancor, mágoas, ele é vingativo, no seu olhar da pra ver a maldade sem controle mesmo décadas a frente,
Mas, eu não sou um corvo.
Sim, sou um tanto ruim.
Mas prefiro minha ruindade autêntica
a uma bondade emprestada.
Pelo menos assim,
quando alguém me amar,
saberá exatamente o que está abraçando: um ser intrinsecamente ruim.
Não sou teu amigo, não sou teu inimigo. Sou o mensageiro da tua própria consequência. O que recebes de mim é o que mereces não por vingança, não por justiça divina, mas porque a vida, o acaso, o universo (ou apenas eu) decidimos que a única verdade que mereces é a que plantaste. Carteiro, Hermes, Courier. chama como quiseres. No fim, entrego a carta. E o que ela diz não depende de mim. Depende de ti. E de como me trataste quando eu ainda era apenas o mensageiro, e não a mensagem.
Sou a luz e a sombra
O bem e o mal
A união de todas as coisas
O caos e a paz
Sou o infinito de um universo
Finito em sua limitação
Em um mundo de prisões e correntes
Me jogo no mais profundo dos abismos
Para encontrar a libertação
Do caos, renasço em fogo e sangue
Trocando de pele como uma serpente
Mas mesmo que a essência se mantenha
Eu já não sou a mesma
Caminhando na escuridão da noite
Não aceito as algemas do carcereiro
E quando for o momento
Sairei do meu próprio jeito
Com a cabeça erguida
Por jamais ter sido submissa
E muito menos subordinada a todo esse teatro
A essa peça de marionetes mal acabadas.
- Marcela Lobato
Sou barco sem rumo
Sempre a deriva
Pela tempestade de tua vida na minha,
Vento forte, devastador...
Vento das paixões tardias...
Por que de mim então fugías?
A ave alba dos meus sonhos
Deu- me adeus e foi embora
Chuva sempre mansa e constante
Coração derrete, amolece e esvazia
Na busca incessante dessa hegemonia
Na prática da louca fantasia
Que consome e incendeia
Mas que sublima e desfolha
Eterna noite chuvosa..
Que transborda o coração
Sossega essa alma lânguida...
Que a paz somente quer ter.
O Vaso
Sou cercada de aplausos sempre que por ruas alheias passo,
Sou eco quente nas mãos de quem não me conhece, sou sorriso devolvido,
Por todo lado tem olhos que me vestem de encanto como se eu fosse primavera permanente.
Elogiam minha beleza como quem acende fósforos, rápidos, breves, ardem e esquecem-se do frio depois.
Dizem amar-me sem nunca terem atravessado o meu inferno.
Mas em casa, onde o silêncio devia ser abrigo,
Me torno num mero objeto pousado no centro da mesa, um vaso que não escolheu ser decoração.
Todo ele rachado em quedas repetidas, nas mãos de um artista em negação, e o mesmo insiste em colar-me como se remendar fosse amar.
Duzentas vezes quebrada, duzentas vezes inteira por obrigação.
Não por cuidado, não por ternura,
mas porque lhe convém manter-me junto dele.
Ele não me ama,
não pergunta se o mundo me pesa, não escuta o som fino das minhas fissuras.
Importa-lhe apenas que eu ainda sirva, que eu ainda ceda, que eu ainda esteja viva.
E eu,
Exaltada por estranhos, rainha de palmas vazias,
regresso sempre ao palco onde não existo.
Sou multidão fora, e ausência dentro.
Sou escolha para quem não me escolhe, certeza para quem me trata como hipótese.
E no fim de cada aplauso,
quando o som morre e o eco se dispersa, fico eu, inteira só na aparência, a aprender devagar que nenhum vaso nasceu para viver colado.
Escritora: Paula Maureth Adriano Soares
Não sou um rascunho da vida, sou a obra final. Criativa por essência e braba por excelência, porque uma mulher que conhece sua força não aceita migalhas de respeito.
SerLucia Reflexoes
Sou feita de frases que ainda não escrevi, de batalhas que já venci e de uma personalidade. Meu talento é minha voz, minha criatividade é minha visão e minha braveza é o meu limite. Quem me vê sorrindo não imagina a força que me sustenta.
SerLucia Reflexoes
Não confunda meu sorriso com fraqueza. Sou engraçada por opção, inteligente por mérito e braba por proteção.
SerLucia Reflexoes
Hoje já não sei quem sou, sem você sinto sua falta, com você não me reconheço...me perdoe pela loucura que é algo tão pequeno precisando de amor e ao mesmo tempo algo tão grande que expulsa o amor, o tempo todo...eu sou uma sanfona de esperança...eu tenho estria na alma...em algum lugar tem um hospício me esperando.
Sou péssimo em recomendar metades.
Apraz-me pretender atingir a inteireza, elevar-me a completude do sentir e bem dizer de sua amplidão.
Almejo postular sua infinitude, como tecelão do tempo que não esta à beira da impermanência do fazer-se.
Não me encaixo em quem vive de superfície
sou inteira demais para conversas rasas
e isso sempre incomoda quem só sabe ir até a borda
não me falta ajuste
me sobra profundidade
quem é raso me chama de demais
porque não sabe lidar com o que transborda
mas eu não diminuo
só para caber no conforto de ninguém
por denotação sou atalentoso
de privação ou negaçao
mas a quem Deus não negou talentos?
isto não é todo malgrado
é bem pro comum
de comunidade e
em comunhão.
a me preparar para os amanhãs
que seguirão de muitos aprendizados:
posso dizer que, de conotação, sou destalentoso
e não me preocupo em aparentar
pois minha expressão caminhante será ensinável.
(eu queria ser manuel de barros).
