Aviao sem Asa Fogueira sem Brasa sou eu assim sem
As mais novas odiavam-na, por seu desleixo, que ainda assim e talvez graças a isso, hipnotizava os machos civilizados, queriam matá-la e o faziam em suas mentes invejosas, queriam ser ela.
Nós somos "Bugs", insetos parasitados (paracitados) batendo a cara na luz e ainda assim sem enxergá-la com clareza, sendo atraídos instintivamente, uma luz que não ilumina, mas cega.
Desorienta todo aquele que a ela persegue.
Amar não é só sentir… é conhecer os defeitos do outro e, mesmo assim, escolher permanecer e cuidar.
O tempo
Como a areia
que passa por entre os dedos,
assim, o tempo rápido se esvai.
Não retorna e só cai...
E pelo vento se espalha...
Se perde... e se vai...
Eduardo Henrique Cabrera .‘. - Poetadumar.‘.
Para conquistar alguém, primeiro conquiste o seu próprio coração. Só assim você saberá como amar verdadeiramente
Amanhecer
E assim amanheceu:
Depois de uma noite fria;
O manto fino da neblina,
Que descia da colina
E do orvalho que caia,
Formando uma alegoria,
Sobre moreias encantadoras,
Se fez assim aliciadora;
Seu corpo verde capim,
Seu brilho parece não ter fim,
O branco de longe aparecer,
Esperando o sol nascer,
Anunciando a primavera,
Alimentando enfim minha quimera.
Assim disse-me um amigo:
Quando alguém necessitado,
Te proporcionar "Mais Valia"
Pague em dobro você está fazendo "Caridade Embrulhada com Dignidade".
Agora quando um Irmão necessitado te pedir ajuda e não puder ajudá-lo, consulte um especialista,
O necessitado é você.
Assim somos
Dá concepção ao nascimento,
Começa o envelhecimento
Entre sessenta a oitenta, uma nova faixa de idade
Talvez sinta-se nesta contextualidade,
Detectados essa aparição,
Envelhecer não faz parte desta geração;
São os mesmos em que a algum tempo surgiram na
época entre adulto e criança,
Não sabiam o que vestir pouca era a confiança;
Mas passado essa fase
Levando a vida razoável com muito trabalho e dedicação,
Escolhendo o que mais gostava para a sua profissão,
Muitos já aposentados
Sem medo do ócio ou solidão;
Os filhos todos criados
Cada um para o seu lado,
Preferem contemplar a serra, o céu e o mar,
Esses nem querem se aposentar,
Sessentões de hoje em dia,
Tanto físico como intelectual,
Tudo para ele é natural
Convivem bem com a tecnologia,
Lembram da juventude sem aquela nostalgia
Estão sempre alegres e sorridente
Nas festas estão sempre presente
Não ganhar presentes quando criança,
Não teve importância,
Sem mentira e sem medo,
Hoje a diferença é o preço do brinquedo.
Fazer comparação talvez seja covardia,
Ouvir aquelas belas musicas
Que não se fazem hoje em dia.
Ademir Missias
Se assim fosse fácil
A primeira martelada na pedra bruta tão sofrida
Tão importante quanto a última que a transforma em polida. Disciplina, e determinação
Iniciamos e concluimos a nossa transformação.
Substituamos o ódio e o rancor
Transformando tudo em amor
Amar o que nos rodeia
De corpo e alma
Livre foi a semeadura
Solidarizar com dor alheia.
Respeito e educação
Na luta sempre perdura
Resiliência nessa transformação
Na primeira martelada
A pedra bruta fosse ajustada,
Não e existiria perseverança
Padecida estaria a esperança.
No primeiro golpe tudo fosse resolvido
Assim eramos convencido
Não teríamos mais a dor;
Se persiste disciplina e paciência
A tolerância vence a resiliência
A furia perde para o amor.
NA INTIMIDADE DA SOMBRA QUE RESTA.
"A rejeição se tornou amiga da solidão."
E assim, sem anúncio, sem ruptura visível, duas presenças tornaram-se desiguais dentro do mesmo abismo. Um ama como quem se entrega à lâmina. O outro permanece como quem apenas toca a superfície da ferida sem jamais habitá-la.
"Arrasto da amada a sua veste que se despe em tom sem prisma e em mortalha, sepultando em cova rasa a razão que preste, mas num toque suave beija o pulso, e para dentro do abismo dá-se impulso, no mesmo lábio que dá seu ósculo ao fio da navalha."
Há, nesse gesto, uma contradição que dilacera. Amar mais é cair primeiro. É sentir antes. É permanecer depois. Enquanto o outro, talvez sem culpa consciente, apenas transita. Não se fixa. Não se perde. Não se entrega ao ponto de dissolver-se.
Na escuridão íntima, tudo conduz à mesma presença ausente. Cada memória não consola, apenas reafirma. Cada silêncio não apazigua, apenas amplia. Tudo traz. Tudo leva. Como se o próprio sentir fosse uma corrente invisível que ora devolve o rosto amado, ora o arranca com violência inaudita.
E aquele que ama mais não possui refúgio. Porque mesmo quando tenta afastar-se, leva consigo o que deseja esquecer. E mesmo quando deseja esquecer, recorda com uma precisão cruel.
A rejeição, então, não fere apenas pelo afastamento. Ela fere porque revela a medida desigual do sentir. Um abismo entre dois. Um que cai. Outro que observa.
E no fundo desse abismo, não há encontro. Apenas a permanência de quem caiu primeiro e nunca mais encontrou o chão.
