Aviao sem Asa Fogueira sem Brasa sou eu assim sem

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MORTE LEVE, NÃO DOLOROSA

Assim dizia um poeta,
este poeta que não era triste
nem viva sorrindo à toa
o poeta não era de muitos amigos,
tampouco de muitos amores.

Contudo, ao atingir a maturidade,
quando se viu saciado de dias
falou em uma conversa com Deus,
Deus esse que ele pouco incomodava
com suas necessidades de homem mortal.

Então disse o poeta, sem nenhum traço de melancolia:
Eu, de fato posso concluir com bastante satisfação
que a vida me foi agradável, até muito mais além
daquilo que eu desejava. Usufruiu de quase tudo
aquilo que é possível ao homem desfrutar:
tive filhos e esposa-amante.

Fui contemplado com o dom maior
reservado aos deuses entre os homens,
música e construção, poesia e espiritualidade,
fui pai e avô, usei com equilíbrio
tudo que dá prazer a carne e ao espírito.

Tive tempo e coragem para declarar meu amor
a quem de fato o merecia. Fui bom amigo,
marido dedicado e leal.
Fiz música e poesia para todos,
nunca calei diante da injustiça
em bora a tenha cometido em algum momento
por confusão mental e falta de critério..

Sempre tive coragem moral para defender minhas convicções
para pedir perdão e conceder a quem de mim necessitou,
creio que agora estou concluso, no verso e na prosa.
Então que a morte seja breve, embora leve não possa ser,
mas para mim não será dolorosa.

Evan do Carmo 13\12\19

Inserida por EvandoCarmo

"As almas pequenas, assim como os espíritos rasteiros, são ideológicas; sempre acreditam que descobriram a verdade absoluta. A inteligência humana almeja o tempo em que as ideologias serão crenças tribais."

Inserida por EvandoCarmo

⁠Assim como num romance
se faz necessário a troca de feto,
pois do contrário seria só
ilusão platônica; o mesmo se dá
com a amizade. Não existe afeto
nem consideração, sem a constante
preocupação e uma leal reciprocidade.

Inserida por EvandoCarmo

⁠Arco-íris

E assim se deu no nosso caso de amor
Como uma flor que desabrocha
No meio do asfalto.
Meu quadro cinza na parede
Retrato em preto e branco
Agora um arco-íris se pintou
Agora quando você vem
Tudo se transforma
Contornos viram formas
Desenho asa e flor.
Olha, quando você chega tudo fica rosa
Não leio mais Rimbaud
Até meu verso triste vira prosa.
Acordes dissonantes soam simples
Como as melodias diatônicas do sertão
E amargo do café se adocica
Como um caramelo de paixão.

Inserida por EvandoCarmo

⁠Arco-íris
E assim se deu no nosso caso de amor
Como uma flor, que desabrochou
No meio do asfalto.
Minha vida, quadro cinza na parede
Retrato em branco e preto
Agora um arco-íris se pintou.
Ao seu lado tudo se transforma
Contornos viram formas
Desenhos de asa e flor.
Quando você me abraça tudo fica rosa
Não leio mais Rimbaud
Meu verso triste virou prosa.
Acordes dissonantes soam simples
Como as melodias do sertão.
E o amargo do café se adocica
Quando você fica, sem pressa e sem razão.
A vida com você é colorida e doce
Como um caramelo de paixão.

Inserida por EvandoCarmo

⁠SOMOS ARTISTAS
Somos assim, seres estranhos
No meio do povo, mundo tacanho.
Não queremos de graça
O que temos por ganho
É mágica de amar.
Se a arte incomoda,
Dizem que é pobre
Oh, gente nobre, somos só artistas
A nossa conquista é o fato ser
Pessoas comuns, como todos vocês.
Importante é viver este sonho normal
De beber nosso vinho, de comer nosso sal
Entre tantos enganos, sabemos o caminho
Para onde andar, e o que queremos,
Se vivendo ou morrendo
Temos paz pra criar,
Uma ideia de mundo quase perfeito
Onde temos o direito de viver e sonhar.

Inserida por EvandoCarmo

⁠ARCO-ÍRIS

E assim se deu, o nosso caso de amor
como uma flor que desabrocha no asfalto
agora um arco-íris se pintou
e assim se deu, o nosso caso de amor
a minha vida, quadro cinza na parede
agora um arco-íris se pintou
e assim se deu, o nosso caso de amor
ao seu lado, o meu mundo se transforma
contornos viram formas, desenhos de asa e flor
e assim se deu, o nosso caso de amor
nos seus braços tudo fica rosa
meu verso triste vira prosa
não leio mais Rimbaud
e assim se deu, o nosso caso de amor
quando você fica sem pressa sem razão
o amargo do café se adocica
como um caramelo de paixão.

Inserida por EvandoCarmo

⁠Ah, o amor,
é assim tão previsível
todo mundo pode ver,
quando você ama
não se engana,
não se engana.

Inserida por EvandoCarmo

⁠Ah, o amor,

é assim tão previsível
todo mundo pode ver,
quando você ama
não se engana,
não se engana.
Ah, o amor,
o que muitos querem ter
não é fácil encontrar
mas quando você ama
não se engana, não engana.
Ah, o amor
não se canse de esperar
mesmo que ele não chegue
continue a procurar.
pois quando você ama
não se engana, não se engana.
Só, o amor,
Faz a vida florescer
Dá beleza ao por do sol
E sentido ao amanhecer
pois quando você ama
não se engana, não se engana

Inserida por EvandoCarmo

⁠Há uma liberdade absoluta e feliz quando escrevo, pois assim posso ser homem e deus ao mesmo tempo, posso escolher e determinar destinos.

Inserida por EvandoCarmo


SONETO PARA MEU AMOR

O amor entrou assim em minha vida
Naturalmente de maneira enternecida
Foi como balsamo seu afeto, seu carinho
De ramo e flor construímos nosso ninho.

Alimentamos um ao outro todo dia
Com vinho doce e com o pão da empatia
Tudo lá fora pode até desmoronar
Mas aqui dentro temos a calma pra lutar.

Contra a desordem deste mundo em desamor
Somos pequenos neste vasto universo
Onde escrevemos um poema vencedor.

De verso em verso somos hoje uma odisseia
Fonte de luz e de esperança
Pra quem esperar VIVER um grande amor

Inserida por EvandoCarmo

⁠Amar não é comum,
querer que dois
se tornem um.
quando acontece amor assim
tudo é começo,
sem meio e fim.

Inserida por EvandoCarmo

⁠Quando um escritor se propõe a escrever um romance, ele pensa: “Vou fazer assim, mas perde totalmente o controle do enredo, quem de fato assume o comando é um narrador onisciente, que abusa da condição de criador de realidades inimagináveis. Uma vez de posse do escopo, estando definido o rumo a ser tomado, personagens escolhidos e nomeados, então já temos uma história, história que será revelada a cada página. O Autor, quando entrega-se completamente à voz que escuta do narrador, não pode mais mensurar as medidas da obra que pensa que escreve.
Evan do Carmo. Autor de 30 livros. entre prosa e poesia..

Inserida por EvandoCarmo

⁠Se Olhas Assim Desse Jeito
Em Me Sinto Um Dom Juan
Quase Perfeito...
O Teu Olhar De Onça Faminta
Impede Que Eu Minta.
Que Eu Negue O Que Sinto
Que Sou Um Leão Que Ruge Faminto
Morrendo de fome
Si o Teu Olhar De Mar Revolto
Me Consome.

Inserida por EvandoCarmo

⁠OLHAR DE RESSACA

Você nem disfarça
que gosta de mim
deixa-me sem graça
quando olha-me assim.

Nem me pede desculpas
quando esbarra comigo
não sei mais ao certo
se sou seu amigo.

Não posso pensar
já não tenho noção
de até onde é que vai
essa doce ilusão.

Seu olhar de ressaca
é um copo espumante
me atrai ao um abismo,
com suspiro de amante.

O teu olhar de onça faminta
impede que eu minta
que eu negue o que sinto
que sou um leão
que ruge faminto
morrendo de fome
quando o teu olhar
de mar arrebata-me
me consome.

Inserida por EvandoCarmo

⁠"O nada se cansou de um ser nada, então se explodiu no big ben, virando muitos, dando assim vida, luz, consciência e instinto, razão a tudo."

Inserida por EvandoCarmo

⁠"Segue a tua intuição, especialmente para fazer o bem, assim não serás juiz nem algoz de ninguém.
Quem julga se coloca acima do bem e do mal, quem acolhe, aceita
e respeita o desigual."

Inserida por EvandoCarmo

⁠Assim pensa o poeta, em meio ao dilema entre fé e razão. Às vezes, ele anseia por acreditar, mas sua razão o leva a questionar a insensatez da fé. De forma inconsciente, a própria razão nega o que a fé propõe. E assim permanece a pergunta eterna: o que se esconde além do horizonte? O que existe atrás dos montes, sejam eles de retóricas ou metafísicos? Essa indagação, por sua mera existência, é capaz de gerar incerteza e dúvida.

No entanto, é justamente essa dúvida que impulsiona a pesquisa, a busca e a procura incessante por respostas. O ser racional se lança nessa jornada para compreender tanto o universo material em que está inserido quanto o metafísico em que foi gerado. Embora as respostas possam ser um simples "sim" ou "não", é essa ambiguidade que nos motiva a continuar. Afinal, na mente matemática, há um estímulo em explorar o que reside entre o "sim" e o "não".

Inserida por EvandoCarmo

⁠Soneto ao meu amor

A lua brilha, espelho do luar,
Reflete a luz que vem do seu senhor.
Assim sou eu, que busco o teu olhar,
E encontro em ti a fonte do amor.

No céu sereno, a lua em esplendor,
Inspira sonhos, faz o mar cantar.
Mas, sem o sol, é triste e sem valor
Perdida e fria, não pode brilhar.

Assim era eu, sem tua luz em mim,
Um ser sem rumo, triste a vagar.
Contigo, amor, conheci vida enfim,

E em teu carinho, volto a resplandecer.
És meu sol, que me faz renascer
E sem ti, não saberia sequer viver.

Inserida por EvandoCarmo

⁠O Homem dos Sete Instrumentos

Chamam-me assim —
homem dos sete instrumentos —
mas não sabem:
não são sete,
nem instrumentos.
São cicatrizes.
São fomes.
São vozes que nunca couberam num só corpo.

Toco o violão como quem acaricia um amor perdido
que ainda respira na madeira.
O piano, como quem dialoga com espectros —
meus mortos têm teclas.
Canto como quem sangra acordes pela garganta.
Escrevo como quem rasga o próprio peito
à procura de um som
que ainda não nasceu.
Componho canções, poemas,
romances e vertigens.
Verso o que não sei nomear.

Não sou um, nem sou muitos.
Sou aquilo que sobra
quando o som se desfaz,
quando o aplauso se cala
e só resta o eco.

Sou o intervalo entre duas notas,
a pausa onde mora o abismo,
o silêncio que sustenta a beleza.

Cada instrumento em mim é um vazio domesticado,
uma ausência que aprendi a afinar.
Cada palavra, um grito soterrado.
Cada acorde, uma oração profana.

Sou feito de ecos e assombros,
de mãos que buscam o invisível,
de olhos que enxergam o que não se mostra.
Carrego um palco dentro do peito —
feito de memórias e ruínas —
onde cada noite,
sem que ninguém veja,
enceno minha última vez.

Se me chamam homem dos sete instrumentos,
é porque ainda não perceberam:
sou o que resta
quando a vida desaprende a dizer,
quando o mundo se recolhe
e só o humano
ainda insiste
em cantar.

Inserida por EvandoCarmo