Aviao sem Asa Fogueira sem Brasa sou eu assim sem
Eu cometi a loucura de ser normal por alguns instantes, não gostei,voltei a ser quem sou,por isso danço sozinho,a música que eu ouço, e ninguém escuta.
Sou um pouco das músicas que ouvi,dos livros que li,das viagens que eu fiz, se quiser me conhecer, não é olhando meu rosto, é descobrindo meu gosto.
Perdi as contas das vezes que meu mundo desabou, ainda bem que sou eu um arquiteto inquieto e persistente.
O tempo passou,eu ainda sou eu, se sou visto como antes não sei,o coração continua o mesmo inconsequente.
Deixa eu me reapresentar, prazer não sou teu ex,então meu bem,resolva suas pendências do passado,depois me procure.
Sou até chato de tanto insistir,mas quando desisto,não há santo nem entidade que faça eu voltar atrás.
Quem sou eu pra fugir da sua pele desnuda,meus dedos em sua boca carnuda,néctar escorrendo pelos cantos.
Sou conciente das consequências de tudo que eu fiz,
É por isso mesmo,que não vou me desculpar por estar feliz.
Se hoje sou deserto
É que eu não sabia
Que as flores com o tempo
Perdem a força
E a ventania
Vem mais forte
Há quem diga que eu não sei de nada
Que eu não sou de nada e não peço desculpas
Que eu não tenho culpa, mas que eu dei bobeira
E que Durango Kid quase me pegou.
