Yonne Moreno (BRASIL- )
Ecos de um Amor que Não Volta
Cada amor tem uma história.
E, se as ondas de lembranças invadissem o coração, talvez levassem embora o eco do vazio de uma vida inteira.
É certo que, às vezes, a linha do tempo fica desordenada, fragmentada. Nesses momentos, chega a ser curioso, porque há ocasiões em que nem o próprio dia parece compreender que a escuridão de um lindo manto brilhante chega todas as noites.
Então, penso: se a gente ama e o amor vai embora, devo aceitar a frase “você ama, então o amor volta”?
Não, não volta. Até porque, se voltasse, seria visto de outra forma — não seria o mesmo. Carregaria algo diferente junto com aquele sentimento. E, ainda assim, se realmente voltasse, talvez não houvesse tantas desilusões e sofrimento.
Fico em dúvida: será que minha visão está diferente? Houve mudança?
É… pode ser que sim.
Metamorfoses da Saudade
Você foi o culpado pela explosão de sentimentos que houve em mim.
Você foi um grande amor.
Que bom foi te conhecer… mas foi profundamente terrível e doloroso vê-lo partir.
Ainda bem que as lembranças sabem abraçar até os sentimentos sem fim.
Eu já sei: é um mistério… mas falar é inevitável — e sofrer também.
Quantos não passam por uma metamorfose sofrida e angustiante, ao tentar abraçar outros corpos e beijar outras bocas que não sejam aquela?
Há momentos em que me sinto presa a imagens e sentimentos fictícios, como em um filme inacabado, onde existe um predador sempre à espreita, com a ferocidade de um ser lupino em alerta.
Desespero… até porque “The End” nunca vem.
A música que me traduz
(refúgio em forma de som)
A música fala — e, com isso, me inspira, mesmo quando vem em outras línguas ou até sem letra. Eu a sinto e a entendo.
A música simplesmente me abraça, me acaricia e permanece comigo, nas melhores e nas piores horas.
Há momentos em que não aprecio o que está escrito, mas sim a batida que, juntas, elas representam. Em meu coração, são fortes e certeiras.
Ela me alivia, me acalma e me inspira.
Evolução… ou ilusão?
Será que estamos no caminho certo?
Antes, no papel em branco… agora, tudo é tela digital.
Antes, os pensamentos fluíam; agora, o cursor desliza.
Antes, pincel e tinta; agora, o toque e o clique.
Antes, os sentimentos fluíam do coração…
Será que um dia teremos domínio sobre tudo isso, ou passaremos a depender apenas de um clique?
Evolução… ou ganância?
Inferno… ou salvação?
Será que, de fato, estamos no caminho certo?
“Acredito que vivemos uma evolução digital… e espero que todos os seus recursos sejam usados para o bem da humanidade.”
Entre o só e a mente
Só.
Somente só.
Incrivelmente só.
Só.
Só mente — incrível.
Mente só.
Só.
Não se enxerga o sonho de ninguém, mas, ao acordar, todos têm os seus.
Os seres humanos precisam respeitar uns aos outros.
