warleiantunes
Em cada verso que escrevo,
Penso em você.
Tudo o que faço
Me lembra o teu amor.
Sua ausência agora dói,
E já não há retorno...
Entre nós,
Não existiu um “felizes para sempre”,
Apenas um sincero:
“Foi bom enquanto durou.”
Fico esperando pelas suas mensagens,
Que sei que nunca vão chegar.
Ansioso, olho a todo momento
As notificações no celular,
Na esperança de algo seu aparecer.
E então percebo: realmente acabou.
Você se foi para nunca mais voltar.
Faltam palavras para expressar o sentimento,
Tão gigantesco dentro de mim.
Deixei aos poetas,
Mestres do amor e de seus dizeres,
A tarefa de embalar em canção
A dor que atravessa minha alma
E me faz te querer tanto assim.
Escrevo meus lamentos no papel,
Finjo que é poesia,
Ou algo parecido.
Vou mastigando meus sentimentos a contragosto,
Reprimindo as dores que apertam o peito
Por amar e não ser amado.
Tá aí o motivo de eu não gostar de matemática:
A soma do amor,
Em certas ocasiões, é injusta
E nunca resulta no que desejamos.
Nossos sonhos
Parecem ser tão distantes
E irreais.
Desejamos quase o impossível.
A vida bate
De todos os lados.
As dificuldades chegam
Fazendo fila à porta
Dos nossos lares.
É uma loucura
Que, diante de tudo isso,
Acreditamos justamente
Naquilo que parece impossível,
Contrariando tudo e todos,
Indo na contramão.
E nossa coragem e fé
Nos levam
A alcançar o inalcançável
E atingir o inatingível,
Fazendo do possível o impossível.
Na ampulheta da vida
Tento recuperar o tempo perdido,
que escapou das minhas mãos
como areia levada pelo vento,
sem que eu percebesse.
E quando me dei conta,
já era tarde demais.
Cantigas tristes ao anoitecer
Fazem entorpecer
A alma que se desalma
No silencioso sabor da solidão
Que entranha o coração.
Na poesia, existe um propósito.
Escrevo incansavelmente:
Um refúgio que encontrei,
O ar que respiro
Nos dias turvos e densos.
As palavras tocam a alma
E derramam amor.
Na mente, não há nada.
O corpo sente,
O coração vibra.
Em cada verso,
Um gole de amor,
Saciando a sede
Da alma vazia.
O vento,
Brisa leve.
Na calmaria,
Faço poesia:
Atento
E breve,
para que não se espalhe.
Observo cada detalhe
E vejo amor.
Semana passada, pensei em você.
Todos os dias.
Hoje também.
E ontem.
E amanhã, com certeza, em algum momento,
Vou me lembrar do teu sorriso,
Da tua voz chamando meu nome.
A parte que dói
É saber que você partiu
Sem a mínima intenção de voltar.
Mas eu ainda insisto
Em te esperar.
Rasgo o verbo
Sobre a mesa,
O verso,
Cada palavra.
E, com tudo isso,
Ainda não sei quem sou.
Serei eu um poeta?
Ou apenas um rabisco perdido
Entre os grãos de areia
Da vida?
A meditação inconstante
da alma,
que busca
no cotidiano do viver,
encontra o que deseja
num simples abraço.
Meu coração,
Aceleração
Quando te vejo.
Aumenta o desejo,
Sinto o amor,
Me entrego ao teu inteiro dispor.
Abraço o sentimento,
Dançamos com o vento,
De mãos dadas,
Almas enamoradas.
Olho a hora:
é agora.
O dia começa,
mente, não me impeça.
Corpo, me ajuda
Saia da cama, desgruda.
Olho o agora:
É hora.
O primeiro passo.
Sombras do passado
Apagam o brilho do presente,
Dilaceram o futuro.
Marcas de uma dor cruel,
Traumas que clamam por superação
Na mente inquieta
Que implora por socorro.
Espero a poesia chegar,
No tempo dela,
Sem pressa.
Horas, dias e meses
Sentado no sofá,
Na expectativa do momento certo
Para escrever
O sentimento da alma,
Que transpassa o corpo
E vai além da mente.
Sem exigências,
Apenas aceito meu destino
E pulo nessa dança,
Sentindo o vento me levar
Ao sol do meio-dia.
No meu tempo,
Agora,
Levanto da vida
Para descrever o que não sei,
O que sinto.
Na mente confusa,
Fico parado,
Esperando o tempo passar.
O corpo e a máquina,
Todos envelhecem.
A força se perde,
Não restam folhas.
Nada é eterno
Somos passagem,
Ida sem volta.
No fundo do mar,
Um grito abafado,
Sem respiração.
O fim chega.
Cada parte de nós
Um dia será saudade,
Lembrança e fuga.
Somos retalhos
De uma felicidade inexistente.
O tempo escapa,
E eu me perco inteiro
Na incansável busca por algo
Chamado felicidade.
Tento escrevê-la
Na poesia,
O que talvez
Seja só invenção
Um eco da mente,
Um delírio da existência.
A vida dolorosa,
No poema triste.
E sigo minha intuição,
Entrando por portas
Onde não sou bem-vindo.
Dizem que, aqui,
O amor deixou de existir
Tudo é abstrato,
Pura ilusão.
Faço esforço para acreditar
Em dias melhores,
Esperando uma ligação
Que jamais irá tocar.
Porque ao meu redor,
Tudo já acabou…
E, mesmo assim,
Aprendo a seguir.
