Vinicius Schuartz Caetano
Estou cansadodesse jogo, quero viver sem ter que acertar, estou preso à escolhas que fiz e faço, se eu tivesse o poder da criação em minhas mãos, destruiria tudo e recomeçaria a vida do zero.
Minha vida é um misto de sensações que sinto e que gostaria de sentir. É angustiante desejar o inalcançável. Muitas vezes a vida é injusta, e justiça existe apenas na mente dos homens, prefiro uma tarde tranquilo onde o amor me inspira, mas na realidade quem da as cartas é o ódio, a ganância, ninguém se respeita se não houver vantagem, prefiro um dia de profundidade, contemplando essências em vez de miragens.
Não crie expectativas, apenas viva, se entregue ao que motiva, se espelhe no reflexo da vida que passa numa estrada de mão única e sem chances de retorno.
O desesperado se apega a qualquer fator que lhe traga paz de espírito. Encontrei em andanças, vidas que se dividiam em manias, tracei um plano que exclui tudo que eu não estava pensando. Meu ego é o prego que afunda depois da batida do martelo, prefiro o dialeto eclético, no mínimo cético, racional ao ponto da desconfiança. Cansei de aceitar tudo pra te agradar. Agora me encontro em momentos de reflexão, onde cada passo é um tijolo que sustenta a construção.
Se eu pensasse que o poeta havia armado uma armadilha, eu não iria, mas naquele dia, eu ouviria, era sobre manias, sobre viver o agora sabendo que tudo termina um dia.
Não quero apenas escrever palavras vazias, é sobre escrever palavras que inaltecem a vida, perdemos tempo usando o intelecto pro que foi previsto no veto, sou simples e direto quando do testiculo,
escrevi versos de amor quando joguei fora os de dor, agora que vejo a cor, me inspiro com a flor, observo o brilho da luz natural, que ilumina o dia, que traz a tona a vida, me indignaria se um dia o que eu mais desejasse fosse dizimado, minha alma em frangalhos, não valia cascalhos, mas era mais um macaco no galho.
Quero pensar junto contigo, vivemos integrados, mas por parte divididos. Somos residentes do paraíso. Nos ofuscamos no choro e nos enaltecemos no sorriso.
A alma responde o frio do silêncio com o calor de sussurros no ouvido.
