Vinicius Schuartz Caetano
Eu quero ficar rico, mas não jogo na loto; eu digo que tô indo, mas tem vezes que eu volto; sou leve tipo o ar carregado, inclusive, já vivi congelado no ártico; são só lembranças do passado, prefiro o aprendizado, claro, tem o prazer do nostálgico; a mente é tipo o mistério do mágico, trágico, tipo o pedreiro que constrói a mansão, mas nada naquilo esta na sua mão; escravidão? Tem gente que se contenta com pouco; são muitos no jogo pedindo socorro, fazem fila no bar, ou diante do altar; a verdade onde esta? Pensamento abstrato, mundo materializado; Deus são nossas escolhas; selecione, plante, regue e colha.
Não sou Ronaldo, muito menos fenômeno, não desejo ser coroado, nem posto em um trono, quero ser eu de outono a outono, nem funcionário, nem dono, com o mal e o bem eu me envolvo, tô envolto, querendo ser livre e solto, o Lego eu desmonto, minha história eu conto, Me apresenta uma ideia que representa o seu eu mais íntimo, estado mítico, místico, escrituras com teor apocalítico, questiono, critico, investigo, com a verdade me identifico, perco a razão quando me me apaixono. Equilíbrio entre a mente o o físico. Meu problemas eu resolvo?
Na trilha da decepção, flagrei no caminho abrigo pra me proteger, são vários iguais a eu e a você vivendo sem saber o porque, dissolvo parte do crânio com urano, metano formando um arranjo, no fundo do osso se esconde o que somos, filtramos o que gostamos, tem sempre alguém te afetando, exemplos tenho desde o cordão umbilical, imagine que você é real, parte do mundo carnal, frase que me fez perceber o valor do amor perante o rancor, a inveja, quem é que não deseja ser do bolo a cereja,fartura sobre a mesa, ver no espelho a beleza? Liberdade pra quem tem compromisso com a cidade, fazer por completo o que tem sido feito pela metade. Da humildade a vaidade, dualidade.
São vários iguais a eu e você vivendo sem saber o porque. Um misto de fraqueza com destreza, tradição e sutileza, ser bom dentro e fora da empresa. Na busca da excelência. Mais um pouco de prudência, que vai além da aparência, quer decência procura na inocência, ciência. Perdão com reticência. Fraqueza transformei em fortaleza. Minha represa.
Discernimento, fascínio, meu jeito, me ajeito, sujeito, prisma, estatística, sou eu quem acordou mais um dia, filhos do medo, percevejo, só escrevo o que vejo, o que penso, desejo, estou sendo eu mesmo, foi a única forma de liberdade que encontrei, me conscientizei, errei, recomecei, só eu sei o que eu sei, o que passei e o que não fiz, primavera que marca um ciclo, um ano, um plano, vida acabando, mundo desabando, cada hora que passa nos encontramos mais distantes, a mente pede socorro, semente que eu planto de novo, me locomovo, são metros demarcados pelas escolhas, diários escritos pela mesma pessoa.
O fim da era viking terminou com os nórdicos ajoelhados na frente de uma cruz implorando o perdão de Jesus.
Só queria viver sem ter que atuar, me conhecer sem tem que me aturar; a vida é dura com quem é mole, quem é escolhido não escolhe; fronteiras atravessei pra observar do outro lado o que tive deixado de lado; me vendi por alguns trocados; tive sonhos corrompidos, enfraquecidos por fatos do passado; de que vale a glória da história se hoje não há vitória?
distorceram fatos, manipularam atos. Eu estava presente em cada guerra. Me fiz de independente, mas no fim eu dependia dela, aquela que quando ouço seu nome viajo no agora, me valoriza pelo que eu tenho, me ensina, eu querendo um pouco mais de alegria. Frente afazeres e manias, deveres despedidas, me desfiz em situações elementais, tudo é interesse de um único ângulo ocular, quebrei o gatilho pra não disparar, curar meus vacilos, isso nem existe, tudo visão distorcida, quero aproveitar meus últimos dias de vida, fraqueza que me quebra por dentro. Sou meu próprio alimento, o meu próprio sustento. Sustentando o mundo nas costas, assinando contratos, analisando propostas.
O sujeito descobre que é filósofo quando se pergunta: se Deus existe, o que ele esta fazendo agora?
São tantos questionamentos possíveis, que mesmo que o filósofo passe a vida inteira questionando, sempre haverá uma nova pergunta.
Hoje só queria escrever um poema de alegria, mas como fazê-lo sem curar minhas manias? Aquelas que quando tenho me arrependo, quem sabe esse não é o motivo de eu ter crescido em meio ao desempenho. Meu futuro é o que tenho; tudo que vem de fora vai embora e não demora, só resta a história, derrotas e glórias. Já me desfigurei por dentro na esperança do recomeço; me encontro porque sei o endereço; vendo e pago o preço. Trato logo de me inspirar. A vida é desafio e não há tempo pra desânimo: “claro que há”! Surge uma voz respondendo, exclamando. A vida também é tristeza, não posso fugir da correnteza; logo a frente vejo a queda da cachoeira, pra isso me preparei a vida inteira.
Inspirado por poetas, mente alerta, tranquilo sob a maior das castrofes, entre vírgulas e estrofes, simples feito piscar, triste é viver sem amar, hoje eu só quero sonhar, minha vida imaginar.
O que mais tem é “ROBOCOP” defensor de leis injustas, o que precisamos é de quem as questione e reconfigure o sistema.
Verdadeiro feito feto em desenvolvimento, rimas de estadia, meu espaço, meu invento, tomara que eu alcance meu objetivo, sou calmo, intuitivo, alegre e depressivo, ocioso, as vezes, contemplo visões, em meio a multidão reflexões, ultrajante, viajante de um tempo longínquo, prisma de uma face alinhada, flagelos, elos alinhados, momento em si.
Por que tantos questionamentos? Me diz o porque se tá vivendo? Fiz com palavras o que deveria fazer no dia-a-dia. Curar velhas manias e calcular meus próprios passos. Escrevo um romance com meu ego, miro o prego, encima bato o martelo, faço com que aconteça, cansei de esperar ajuda de cima, fiz das minhas escolhas minha sina, se existe a tirania também existe a resistência, vivo todo dia na busca da excelência, ciência que intensifica o agora, fluência, que se renova.
Mais um dia, atividade repetida, não posso reclamar, essa é a vida, dizem que não irá mudar, mas quando entendo a história, percebo. Quanto já mudou, tudo aquilo que sonhou, somos resultado de nossas experiências, cada um com sua própria ciência, sou detetive atrás de evidências. Foquei na procedência, liberdade, sanidade ou demência. Mente idônea, acordei com insônia, tranquilidade, não controlo tudo, mesmo sendo parte do mundo,
Me encontro no vazio da alma, desapontando com a vida, solução é desligar da tomada? O que vem depois? assim que me vi nessa estrada, outrora saudade dos anos dourados, ou do fato que no futuro retornarei pra esse momento presente no passado, deslumbrado com vitrines, a vida é um filme triste em reprise, desmistifiquei meu eu, ergui o troféu da batalha pela vida, me desfiz e refiz quando me vi na lida, escrita, pigmento marcado na pele, guardo avisos na cápsula do enterro antes que a alma congele. Vida própria, sede de amor, cansado de viver nessa disputa, pesso trégua de oito aberto no meus da guerra, dou minha vida pra que aja liberdade de verdade, animais ferozes, senhores algozes,
o que está no agora, presente, troquei as lentes pra enxergar a frente.
Lutei, corri; sonhei, morri; rimei, menti. Só eu sei tudo que fiz que me tornou infeliz; nem tudo que tenho foi tudo que quiz. Mero objeto do espaço, sou um entre tantos selecionados.
