Varpechowski
“A pouco, achei que havia despertado do sonho dos homens ,
Engano meu, apenas me dei conta que estou durmindo”.
Há anos eu andava por um trem
que se dizia ter um bom destino,
até que um dia resolvi descer,
chamaram-me de louco,
descobri que o trem era uma farsa,
e o destino era o sonho dos outros,
hoje vejo o trem passar na minha frente,
mesmo assim acabo embarcando,
sempre quando posso eu desso,
e continuo solitário pela minha caminhada.
Estou aqui brigando com a saudade,
lutando diariamente com a sua ausência,
tentando me remontar com as suas lembranças,
buscando o real sentido da vida,
que um dia existiu intensamente,
hoje o sol reluzente já não brilha mais como antes,
a lua e as estrelas parecem mais longes e ofuscadas,
a imensidão dos mares parece agora ter fim e não ter vida,
tudo que viveu em harmonia parou naquele dia que você se foi,
os segundos longe de você parecem décadas e décadas,
estou sobrevivendo dia a dia noite a noite,
sobrevivendo na esperança de ver novamente esse sorriso lindo,
isso acontece no meu mundo que você criou enquanto está ausente,
porque sou exagerado de paixão e amor por ti,
quando penso em você esse mundo começa a girar novamente,
volte estarei aqui te esperando.
"Viver os outros ou viver eu mesmo
Iludir-se ou buscar a utópica verdade
ser um ignorante feliz ou um pensador frustrado
julgar ou sensibilizar-se”.
"A saudade me faz sentir de duas maneiras, as vezes só, e as vezes acompanhado dos melhores momentos da vida".
“Se a vida passar rápido é porque estou fazendo o que gosto, se a vida passar devagar vou parar e ser o mais intenso possível”
“A maior tarefa de Deus, não é nem contra o mal, será no período pós apocalipse, juntar Nômades, Fenícios, Persas, Gregos, Romanos e os “modernos” do século XXI no céu, isso sim será difícil”.
Pessoas inesquecíveis e momentos incomparáveis de Sabino, e a vida vista de longe enteatra-se de maneira bela, simples, e engraçada como diria Chaplin, e as boas amizades torna-se o amor de Mário Quintana, e ao sentir o vento passar lembramos como a vida vale a pena, desde o nascimento de Fernando Pessoa, e o sentido das coisas resumem-se em uma verdade inventada pelo homem de Clarice Lispector, e Shakespeare inventa sua verdade ao falar de amor tomando a voz dos deuses e embriagando o céu de harmonia, e a tal felicidade quando é sem motivo acaba se tornando a mais autêntica nas mãos de Drummond, e em cada manhã nasce a rosa na face do poeta confesso que é Leminski, de um amor que se torna um Deus, e as palavras romantizam e dão asas ao anjo de Saramago.
Se os budistas meditam no silêncio em busca do vazio, a minha meditação é no barulho da música em busca de tudo.
Se existe distinção de raça entre pessoas, então somos todos vira-latas, domesticados pelo capital, e escravos da nossa ignorância sobre o assunto, definimos pela pele, pelo status, pelo padrão de algo insignificante, a cor, enquanto a real importância está no amor ao próximo.
E que nossas maiores loucuras sejam as mais sensatas alegrias, e que nunca sejamos estáveis, para que nossa vida não seja levada pela rotina, pelo tempo, por coisas que se repetem, e que a experiência seja a mais intensa possível, e que um dia a humanidade entenda que a simplicidade é uma das melhores formas de se viver.
