Valdir Enéas Mororó Junior
O maior perigo do narcisismo religioso é quando a pessoa confunde a vontade de Deus com os seus próprios caprichos.
Não há nada menos cristão do que usar a Bíblia como um espelho para admirar a própria 'santidade' enquanto se diminui o próximo.
O narcisista evangélico não busca a glória de Deus, mas usa o nome de Deus para validar o seu próprio ego.
Cuidado com quem prega o amor, mas exige adoração; quem fala de humildade, mas não aceita ser questionado.
A religião, nas mãos de um narcisista, vira uma arma de controle e não uma ferramenta de libertação.
O maior pecado do religioso narcisista é acreditar que ele é o padrão de santidade pelo qual o mundo deve ser julgado.
O narcisismo evangélico se esconde atrás de uma 'falsa modéstia' que só serve para atrair elogios à sua própria espiritualidade.
Quem usa a doutrina para se sentir superior aos outros não entendeu a graça; apenas alimentou o próprio ego.
A caridade narcisista não busca ajudar o necessitado, mas sim garantir a foto para mostrar o quão 'abençoado' ele é.
Para o narcisista religioso, o 'Espírito Santo' é apenas o nome que ele dá à sua própria intuição e vontade.
Nada é mais perigoso que o narcisista que se sente ungido: ele não comete erros, apenas 'cumpre propósitos'.
O próprio narcisista se esconde sob o manto da religião para que sua arrogância seja confundida com autoridade espiritual.
O narcisista evangélico lê a Bíblia procurando justificativas para o seu orgulho e armas para o seu controle.
Para quem é narcisista, o Evangelho não é sobre sacrifício, é sobre o privilégio de estar sempre certo.
