Tiago Scheimann

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Mas quem lá no fim chegou, jamais voltou e nem voltará, valorize a jornada, pois o destino é uma viagem só de ida.

Aquele que não tem nada tem cruz pesada pra carregar, ensinando na dor o valor da resiliência e da humildade.

O tempo é uma serpente que leva a gente pro fim da vida, rastejando silenciosamente e devorando todos os nossos dias.

No espelho dá para ver ele corroer e deixar feridas, pois o tempo não cura tudo, apenas registra as batalhas que perdemos.

Uma face enrugada marca a jornada já percorrida, sendo o nosso mapa de lutas e de sabedoria.

Os sonhos irão ficando e a gente chegando para despedida, não deixe que seus desejos morram antes de você.

Quando eu tinha pouca idade a vaidade me dominou, e só na maturidade percebi que a simplicidade é a maior riqueza.

Eu não pensei no agora e joguei fora quem me amou, e o peso desse arrependimento é o mais difícil de carregar.

Neste mundo de ilusão, o meu coração de tudo cansou, ansiando por um refúgio de paz em meio à falsidade.

A velhice hoje me invade e a felicidade para trás ficou, provando que a alegria não é um destino, mas a forma como se viaja.

Quem perde um grande amor não encontra flor nesta caminhada, pois o luto transforma o jardim da vida em um deserto gelado.

No chicote das lembranças, a gente avança para o fim da estrada, impulsionado pela dor dos erros que não podemos mais corrigir.

É como se fosse um escombro sobre meus ombros sinto pesado, porque as ruínas do nosso passado nos pesam mais que o presente.

Em vão eu vou carregando o peso dos anos acumulados, se não transformarmos a experiência em aprendizado para os outros.

Meus olhos conquistadores estão sem cores e acinzentados, perdendo o brilho quando a alma se cansa de lutar por beleza.

A morte vem rir do meu passado, mas o que ela não sabe é que as cicatrizes contam a história de um guerreiro que não se rendeu.

A melhor defesa contra o mundo é o seu trabalho silencioso e persistente na sua própria evolução.

A humildade é o único luxo que o ego barulhento jamais conseguirá comprar.

O crescimento dói porque exige que a casca limitante se rompa para a expansão da alma.

A esperança é o ato teimoso de acreditar no sol mesmo em dias de chuva torrencial.

O destino é construído no exato momento em que você assina o decreto de não ser mais vítima.

O tempo cura, mas só depois de exigir a sua paciência bruta e a sua reconstrução ativa e dolorosa.

A mudança acontece quando a alma se recusa a tolerar a dor da estagnação.

A pressa é o inimigo capital de qualquer processo de cura e o algoz silencioso de qualquer obra-prima.

Não se inicia um novo ciclo sem antes honrar, enterrar e agradecer o ciclo que se encerrou.