Tiago Scheimann

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Há beleza nas coisas quebradas, é nelas que se acende luz nova.

O tempo é um artesão que esculpe sabedoria em nossas cicatrizes.

Guardamos fantasmas até aprender a oferecer-lhes chá e perdão.

Não peço para esquecer, peço forças para caminhar ao lado da memória.

O medo é um visitante, mostre-lhe a porta sem rancor.

Na solidão, descobri que a esperança também sabe fazer companhia.

Não há fim tão certo que impeça um novo começo.

Carrego o passado como um livro, folheio, não me prendo.

A vida insiste: mesmo entre ruínas nascem flores pequenas.

A noite é funda, mas minha vontade é mais funda ainda.

Sou a soma dos choques e dos abraços que escolhi aceitar.

Há passos que doem, são os que nos levam além do medo.

O coração, quando partido, aprende outras formas de bater.

A lembrança dói menos quando a transformamos em lição.

Em cada perda, lembro-me de plantar uma pequena promessa.

Não regresso ao que me quebrou, vou reconstruir o que resta.

Segurar a própria mão é o gesto mais revolucionário de coragem.

Se cair, não ache que é o fim, vai ser o seu novo começo. Deixe o silêncio curar, não te sepultar. Faça da ferida uma bússola, ela aponta a direção. Remende-se com cuidado, os pequenos reparos que nos sustentam. Permita que a dor te ensine, sem transformá-la em sentença. Suba devagar, o passo firme vence o medo. Confie no tempo e no ritmo que te fazem seguir. No fim, a queda vira voo, siga acreditando.

As pessoas me perguntam por que minhas frases nascem sempre cobertas de tristeza, por que falam tanto de dor. A resposta é simples e cruel. Eu sou fruto do abismo. Fui moldado nas pedras frias da cachoeira. Senti a água gelada arrastar a infância de mim, como se o tempo me afogasse antes de eu aprender a respirar. Ali, o antigo eu morreu, silencioso, afogado em medo e inocência. E o que subiu de volta pela encostar pedregosa, já não era uma criança… era um sobrevivente, meio homem, meio sombra, aprendendo a existir entre o que restou e o que se perdeu.

Muitas vezes, me sinto afogado em minhas próprias mágoas, como se cada lembrança fosse uma âncora disfarçada de suspiro, e o silêncio, um oceano que me acolhe e me consome. Não há remos, nem pressa, apenas o flutuar das horas e o cansaço manso de quem já se acostumou à tempestade. Talvez esse seja meu fim, ou apenas um recomeço em outra maré, onde a dor aprende a repousar, e eu, enfim, aprendo a respirar dentro do que me afoga.

Não fujo das minhas sombras, acendo uma vela para elas.

O passado é professor severo, mas pude aprender a me perdoar.

Entre o pranto e o riso, encontrei o caminho que prefiro caminhar.

A escuridão revelou onde ainda há espaço para luz.

Cada cicatriz conta uma história que ainda pode surpreender.