Sirlandra

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Quão difícil é continuar firme na estrada que traçamos, tantas pedras... Levantar, cair, cair levantar.. Viver nesta dança é muito cansativo. Perseverar, insistir, não se abater, não desistir, para uns é mais fácil mas se a estrada é de pedras para pés descalços, chegar ao final, vai ser mais gratificante e o aprendizado do caminho é um conhecimento que ninguém toma.

Inserida por sirlandra

O trabalho é a mola propulsora do mundo mas nós seres humanos apesar de sermos a máquina mais perfeita que existe precisamos recarregar e o nome disso é descanso. O nosso cérebro e corpo precisam desfrutar de momentos de ócio, ócio produtivo, senão a tendência é estafa, stress, desânimo e depressão...

Inserida por sirlandra

Olho para o passado e me pergunto, o que fiz? Onde está a menina sonhadora, idealista, guerreira, batalhadora, inteligente... Em que momento tropeçei, caí e nunca mais levantei... E agora? Como agir? Como seguir? Olhar para o alto, sentir o aconchego do abraço de Deus, deixar a energia entrar... Limpar o espírito de tudo de ruim que aconteceu, despertar a menina interior, inspirar, respirar, acreditar que é possível recomeçar e agir.... Materializar planos, projetos e sonhos... A força está dentro de cada um de nós... É só despertar!

Sou mulher, sou menina, sou suave, delicada, sou forte, guerreira, faceira... Sou um ser multifacetado, que se reinventa todos os dias. Sou alguém que quer, que sonha, que luta... Uma idealista.... Sou tudo, sou nada... Sou marcante, insignificante... Sou o que enxerga... Mas muito além do seu olhar, sou simplesmente eu!

Inserida por sirlandra

Você não foi meu herói, não me amou, não me protegeu, não foi meu amigo, não distribuiu sorrisos. Nunca me envolveu em seus braços, nunca me disse eu te amo... Perdi tanto... Sempre me senti órfã, abandonada, desolada, tudo que eu sempre quis foi ter um pai... Agora, você se foi... Que falta já me faz... Nunca foi o que sempre sonhei, você só era você... Você me fez nascer e só isso já te faz sublime, você se foi e nunca deixará de ser meu pai.

Inserida por sirlandra

Orfandade a Dois

Existe uma orfandade que ninguém vê,
não é de pai, não é de mãe —
é do zelo que se perdeu no meio do caminho.

É deitar ao lado
e sentir frio mesmo com o corpo quente ali.
É ter companhia
e ainda assim conversar com o silêncio.

Sinto falta do cuidado miúdo,
do “vai dar certo” dito nos dias nublados,
do olhar que encoraja
antes mesmo das palavras nascerem.

Sinto falta do afago sem pressa,
do beijo que pousa na testa
como quem promete:
“eu fico”.

Há uma fome de carinho
que não se mata com presença,
porque presença sem ternura
é casa sem luz.

É orfandade de incentivo,
de mãos dadas nas batalhas,
de alguém que veja
e celebre o que há de bom em mim.

Não peço excessos,
peço zelo.
Não peço promessas,
peço cuidado.

Porque pior que estar só
é sentir-se só
no lugar onde o coração
esperava abrigo.

Entre Nós e o Tempo

O tempo passou…
e não passou leve.
Passou pesado,
arrastando aos poucos
tudo aquilo que um dia fomos.

Trouxe a distância —
não só dos corpos,
mas das almas.
A tristeza de deitar ao lado
e ainda assim sentir falta.
A dor de estender a mão
e tocar apenas o vazio.

Trouxe diferenças
que cresceram como muros silenciosos.
Palavras que já não encontram abrigo,
sentimentos que falam sozinhos.

E a indiferença…
ah, a indiferença é a mais cruel.
Ela não grita,
não quebra nada —
ela apaga.
Apaga o brilho do olhar,
apaga o cuidado,
apaga o “eu te vejo”.

A falta de afago machuca.
Machuca porque o corpo lembra
do carinho que existia.
Machuca porque o coração
ainda espera o abraço
que já não vem.

O que era riso virou silêncio.
O que era conversa virou obrigação.
O que era amor virou hábito.

Já não somos encontro de almas —
somos rotina compartilhada.
Somos dois caminhos
que insistem em andar lado a lado
mesmo sabendo
que já não se cruzam por dentro.

E existe uma tristeza funda,
daquelas que não fazem barulho,
mas pesam no peito.

A tristeza de saber
que ainda estamos aqui…
mas já não estamos um no outro.

E dói.
Dói porque foi verdadeiro.
Dói porque um dia foi amor —
e hoje é apenas permanência.