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5 achados que vão mudar sua rotina Descobrir

simone carvalho

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Guardo questões que não se calam...

e mesmo sem respostas, sigo.

Porque viver, ás vezes, é apenas isso:

manter acessa acentelhaque o mundo tenta apagar.

Leveza não é fraqueza


Demorei a entender...
que ser leve não é ser frágil...
e morrer todos os dias e renascer em flor...
é ser firme o suficiente para soltar o que pesa.


Carrego dores com delicadeza...
para que elas não arranhem quem passa por mim.
Faço do silêncio, abrigo.
Falo pouco, mas sinto muito.


A leveza é resistência...
Já fui tempestade sem sentido...
hoje sou garoa persistente...
molho devagar...
mas alcanço fundo.


Quem acha que minha calma é passividade,
não viu as guerras que venci por dentro.
A leveza que carrego foi esculpida em silêncio,
entre perdas que calei...
e recomeços que ninguém viu.

Ecos do Passado

Na mocidade, eu amei correndo,

como quem teme a perda.

Agora amo em silêncio...

como quem entende a eternidade.




O tempo passou, e me deixou vazia de palavras, mas cheia de histórias.

O que foi desejo, agora é gratidão...

o que foi silêncio, agora é palavra.




Havia poesia nos meus silêncios, versos não escritos, noites desperdiçadas...

agora, a caneta se ergue, tardia, mas cada palavra é um eco do que fui.




Não procuro os fantasmas do ontem...

nem lamento as perdas que me moldaram,

não é saudade nem lembrança...

é algo maior, silencioso e real.




O que sinto hoje é amor pela vida...

amor pelas mãos que me seguram...

pelo instante que pulsa entre meu peito, e o mundo que ainda me espera.

Além do Visível

Na travessia da vida, encontrei olhares que valorizavam aparências... mãos que mediam valores na superfície breve das coisas.

Mas meu coração, abrigo sem grades nem vitrines, anseia por aqueles que sabem ver aquilo que a pele não revela... aquilo que não cabe em molduras.

Desejo os que tocam a essência, os que valorizam a vida... os que enxergam o invisível, como quem vislumbra horizontes no brilho de um olhar.

Que se aproximem de mim, não os que julgam vitrines, mas os que conseguem transformar pequenos instantes em grandes momentos.

Porque a essência não se mede em molduras, mas na coragem de despir-se das aparências, reconhecendo que viver é o maior tesouro... livre como verdades que não precisam de vitrines.

A maior delicadeza do amor é saber entrar sem ferir...
e permanecer sem prender.

A essência não se mede em molduras,

mas na coragem de despir-se das aparências...

reconhecendo que viver é o maior tesouro...

livre como verdades que não precisam de vitrines.

Deus sempre tão perto

Procurei Deus nos templos altos,

nas palavras rebuscadas,

nos caminhos pavimentados

de promessas e milagres.




Mas ele me esperava

no silêncio do meu quarto

no gesto simples de quem

me estende um sorriso.




Fui atrás da felicidade

como quem caça um mapa

desenhei rotas, tracei metas,

fiz planos e apostas.




E ela estava ali...

no cheiro do café

no abraço da manhã

no instante que eu ignorava.




Enfim, aprendi que Deus não se esconde.

A felicidade não foge...

nós e que fechamos os olhos

para o que já temos nas mãos.

Hoje me preparei para pedir a Deus… mas só consegui agradecer. Porque o maior tesouro do universo é este: estar aqui

Enfim, aprendi que Deus não se esconde.

A felicidade não foge...

nós e que fechamos os olhos

para o que já temos nas mãos.

A Enfermagem é o coração do SUS...
e o coração está cansado.
E quando o tempo cobrar a fatura, seremos nós...as mesmas que ignoram...quem estarão ali, trocando sus fraldas, curando suas feridas e mostrando mais uma vez que aprendemos a curar mesmo sem remédios.
Somos a base silenciosa que o sistema esqueceu de valorizar.

Enfermagem, cuidar sem aplausos, viver sem aumento




A enfermagem grita, mas o eco têm sido o silêncio.


Fomos a linha da frente quando todos recuaram...


E agora, somos a última linha na folha de proventos.


Estamos adoecendo não de vírus, mas de esquecimento.


Cuidamos dos corpos que governam...


Somos as mãos que amparam a vida e acalmam a partida.


Aquelas que trocam fraldas, limpam feridas, e ainda assim


recebem proventos que doem mais doque qualquer ferida.


Enquanto o pais dorme, estamos cuidando dos que respiram


com a ajuda das nossas mãos...


Enquanto as autoridades discursam, estamos trocando curativos,


enxugando lágrimas e sustentando a vida.


Quando a velhice bater á porta dos poderosos...


e a soberba já não servir de abrigo, serão as mãos da enfermagem


que cuidarão das suas feridas, trocarão as suas fraldas frias...


Talvez descubram nesse momento o valor de ser cuidado.


E quando o tempo cobrar a fatura, seremos nós... as mesmas que ignoram...


quem estarão ali, trocando suas fraldas, curando suas feridas...


e mostrando mais uma vez que aprendemos a curar mesmo sem remédios.


Apesar do cansaço, continuamos firmes, mesmo diante de tantas promessas vazias.

Quem vive tentando caber na vida dos outros, acaba se perdendo do próprio destino, e morre sem ter vivido a própria história.

Quem se apaga para brilhar no reflexo dos outros nunca verá sua própria luz.

O fim é o inicio disfarçado de despedida.

Às vezes chamamos de lar o espaço que nos abriga, sem notar que é um cárcere disfarçado de aconchego.

A vida muda, o tempo cura...
Mas o tolo insiste em doer, prefere lembrar o que falta, do que agradecer o que tem pra viver.

Respeitar diferenças é entender que o outro não precisa pensar como eu para merecer respeito.

Enfermagem...
somos o remédio que o sistema esqueceu de valorizar, mas seguimos firmes, de jalecos e almas cansadas...porque aprendemos a curar mesmo sem remédios.

Há recomeços que começam com descanso, não com movimento.

Há fases em que não crescer é sobreviver, e isso também é vitória.

No silêncio descobri que nem tudo que é verdadeiro precisa ser anunciado.

Porque a vida não avisa quando chegará ao fim...
E amar todos os dias é a forma mais silenciosa e mais urgente de honra-la....
Enquanto estamos aqui.

Meu caminho cruza apenas com quem caminha em minha direção.

Interesse unilateral não produz efeitos jurídicos nem emocionais.

Não cabe agravo contra quem nunca apresentou proposta.