Sezar Kosta

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BOM DIA – 30/08/2017 – FILHOS ABENÇOADOS DE DEUS
Bom dia! Que os anjos, que estão no céu, olhem para nós que estamos aqui na terra e nos cubram com sua misericórdia e amor. Desejo que Deus permita que beijemos Suas mãos e o Seu coração, que sejamos Seus filhos abençoados para todo o sempre.

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BOM DIA – 01/09/2017 – CAMINHOS QUE DEVEMOS TRILHAR
Bom dia! Que Deus nos conceda saúde, felicidade, harmonia, prosperidade, amor, fé e paz de espírito. Que segure em nossa mão, como uma mãe bondosa que olha para um filho, e nos leve para os caminhos que devemos trilhar e que nunca nos deixe sair dos caminhos que nos levará para perto dEle.

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BOM DIA – 02/09/2017 – PROTEÇÃO DE DEUS
Bom dia! Que sejamos dignos do amor e da proteção de Deus, abençoando nossa vida, a nossa família, a de nossos amigos e de nossos inimigos, para que assim eles possam se distanciar de nós, e não mais nos direcionar nenhum mal.

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BOM DIA – 03/09/2017 – VIOLÃO DAS NOTAS MAIS LINDAS
Bom domingo! Muitas vezes choramos pelas mesmas razões que tivemos alegrias; na mesma proporção que podemos sentir tristeza com algo, podemos ficar alegres... Então quando estivermos tristes, olhemos em nossos corações para descobrir que o violão que tira as mais lindas músicas foi esculpido através de pancadas de martelo.

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BOM DIA – 04/09/2017 – FLECHADA SEM DOR
Bom dia! Que possamos mostrar que Deus está em nós, em nossas palavras e ações implícitas ou explícitas, como expressos os sentimentos em uma poesia, como expressos os momentos numa fotografia. Dá-nos Senhor o mais leve pensamento, como pluma em brisa mansa, fazendo-nos dar voltas nas poesias que há, levando-nos a enxergar o poema certeiro, aquele que como flecha sem dor, atinge nosso coração e quebranta-o, fazendo-nos desmancha-se de amor.

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BOM DIA – 05/09/2017 – BELEZA DA OBRA DIVINA
Bom dia! E quando estivermos por aí, distraídos ou distantes, em corpo, espírito ou mente, que Deus tome conta de nós. Mas que nunca nosso coração deixe de confiar que Deus está presente em nossas vidas e que ama a todos nós. Vem Senhor, com Tua voz serena, derramando cortinas estreladas em nosso viver, dá-nos Teu sol nesse frio humano, Tua brisa nesse calor desumano e possamos ter neste céu imenso anil a sensibilidade para perceber a beleza da Tua obra.

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BOM DIA – 06/09/2017 – PAZ ALMEJADA SEMPRE
Bom dia! Que hoje as pessoas não olhem somente os nossos diversos defeitos. Ao nos julgarem, na profundidade do mandamento de Deus, busquem a ordem exata da própria Divina Natureza do Pai, que é a natureza do amor, perdão e dos ensinamentos. E que num instante, como num piscar de olhos, tudo mude e fique assim, com a paz que almejamos por anos mil...

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BOM DIA – 07/09/2017 – FLUÍDOS DA PAZ
Bom dia! Que Deus, Senhor de todo o universo, volte Seus olhos misericordiosos para todos aqueles que são injustiçados, para os oprimidos, os abandonados, os que se encontram no desespero, os presos, os viciados, os doentes da carne e os doentes de espírito. Que todos possamos encontrar Deus nas praias de seu mar e o ajudemos a pescar homens e difundir a sua palavra e os fluídos de paz que só provém dEle.

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BOM DIA – 08/09/2017 – OÁSIS DA PAZ
Bom dia! Que possamos caminhar pelos caminhos do amor e divisar nos espelhos das águas a bondade. Que mesmo com as agruras do dia a dia, possamos encontrar a cada instante um oásis de paz, numa ilha de proteção que só Deus pode oferecer.

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BOM DIA – 09/09/2017 – FORTALEZA DOS ENSINAMENTOS
Bom dia! Que possamos reter as palavras mais belas e que possamos construir os nossos castelos, nossos lares sobre a fortaleza dos ensinamentos e que sejam nossas moradas inexpugnáveis e que os inimigos não ultrapassem as nossas muralhas ou venham a corromper-nos com o pecado.

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Somos a soma de tudo, daquilo que falamos, do que fazemos e principalmente das expectativas que despertamos. Nossos problemas às vezes parecem tão importantes que nem percebemos os das pessoas em nossa volta. Devemos olhar os outros, cuidando para ofertar apenas aquilo que podemos oferecer de verdade e no final não decepcionar por mentiras nem por gerar maiores expectativas. Muitas vezes o simples gesto de ouvir é o bastante. Sejamos como um livro de palavras simples, bem fácil de entender, com linhas para receber comentários, observações e sugestões daqueles que se atrevem a ler.

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“O Amor Chegou com as Mãos Vazias”
por Sezar Kosta

Era dia de feira e chão batido,
de riso largo, panela no fogo,
e o tempo correndo devagar,
feito criança brincando na poeira.

Você chegou como quem retorna
de um lugar onde a alma se despede —
com olhos cheios de ontem
e um silêncio que sabia meu nome.

Senti, como se sente o cheiro da chuva
antes do primeiro trovão,
que algo nascia ali,
sem promessa, sem barulho.
Não foi milagre, nem reza de esquina,
mas coisa miúda,
dessas que Deus esconde nas beiradas do dia
e só revela quando a gente para de procurar o que brilha.

Desde então, meu amor é pão
saindo do forno:
quente,
simples,
imprescindível.
Você é meu destino,
mas chegou com as mãos vazias,
pedindo açúcar
e deixando tudo mais doce.

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⁠"O Destino que Sussurra"
Na vastidão do tempo, onde as areias do deserto dançam com o vento, duas almas se procuravam. Não sabiam seus nomes, nem de onde vinham, mas sentiam o chamado do infinito.
Quando nossos olhos se encontraram, minha alma falou com a dela, não em palavras, mas em um som que o coração conhece, mas a razão não decifra. Ela era ao mesmo tempo um espelho e um mar profundo; via-me refletido, mas também me afogava em tudo o que eu não sabia ser.
"És tu quem tenho esperado?" perguntei em silêncio.
E ela sorriu, aquele sorriso que o céu guarda para os encontros predestinados. "Não sou eu quem esperas", parecia dizer, "sou a parte de ti que sempre esteve perdida, e agora foi encontrada."
O destino não é uma linha reta, mas um círculo que sempre nos traz de volta ao que é nosso. Encontrei nela o eco das minhas preces, a certeza de que o amor não é algo que se busca, mas que nos encontra quando estamos prontos.

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⁠*“O Lugar Onde o Amor se fez Mar”*
Eu andava pelas ruas da ausência —
um deserto de silêncio e de promessas,
onde o tempo escorria em pó e vento,
mas ouvia, no fundo, aquela canção:
o canto leve do rio, o sussurro da areia,
o abraço antigo da terra e do céu.

Sentei-me na margem do instante,
onde a água se dobra em espelhos de calma,
e o cansaço, esse velho amigo,
desfez-se como fumaça de cigarro na madrugada.
Ali, o mundo era só um gesto simples —
um abraço que não pede nada,
um silêncio que fala de eternidade.

Os anos, esses ladrões de lembranças,
tentaram apagar o mapa do nosso refúgio,
mas o lugar ficou — intacto, suave,
como um verso guardado na pele.
Não é só um ponto no espaço,
é o começo e o fim do nosso tempo,
o jardim secreto onde o amor germina
mesmo quando a gente esquece de regar.

Hoje procuro com os pés cansados,
mas sobretudo com o coração que sabe —
a dor que é saudade é também promessa.
Será que existe um retorno?
Um caminho feito de memórias e luz,
onde possamos reviver a primeira vez,
onde o amor não morre, só se reinventa?

Vamos, então, deixar o tempo de lado,
e abrir a porta daquela casa antiga,
onde o amor se fez mar e a vida, poema.
Porque o amor que nasce assim, tão simples,
não se perde — só se transforma,
e será sempre o nosso lar,
o lugar onde o amor se fez mar.

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"Onde o Eu Se Desfaz no Nós"
por Sezar Kosta

Na esquina do tempo, onde o sol não se apaga,
nasceu um silêncio que fala, um espaço sem pressa,
um cálice de alma que transborda em nós —
e o meu peito, antes ilha, virou mar,
onde seus olhos naufragam em festa.

Foi ali que o “eu”, cansado e só,
deixou a máscara e se fez ponte,
um traço de luz sobre a água escura,
onde o desejo se fez verbo e se fez canto,
e o medo, enfim, se tornou esperança.

Ah, o amor! — esse rio desobediente,
que não cabe em palavras, nem em rimas simples,
que nasce da terra bruta do silêncio interior,
e cresce, selvagem, entre as pedras do tempo,
até que o mundo inteiro se curva ante o seu encanto.

Naquele lugar, o corpo se fez verbo,
a pele, poema; a respiração, canção,
e o coração, esse velho marinheiro,
aprendeu a navegar na imensidão do outro,
sem perder de vista a luz da própria estrela.

Se o mundo era antes um espelho quebrado,
hoje é um quadro pintado a duas mãos,
cheio de cores que só o amor sabe misturar —
o teu riso, meu abrigo; o teu silêncio, meu verso;
e a certeza de que o “meu” é sempre “nosso”.

Por isso volto, noite após noite,
a essa ilha onde o tempo se desmancha,
para regar a flor que a vida plantou,
onde o amor não se prende, apenas se entrega —
e o eu se dissolve, suave, no abraço do nós.

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⁠“Quando o Tempo e o Amor se Perdem”
por Sezar Kosta
\
Há momentos em que o tempo escorre —
não como inimigo, mas como rio que não se detém.
E o amor, por vezes, se cala —
como se esperasse, do silêncio, a resposta que nunca veio.
\
O tempo não julga: apenas passa.
Leva os encontros que hesitamos,
as palavras que se perderam na curva do medo.
\
O amor, esse alquimista inquieto,
arde e apaga, sopra e acolhe,
pedindo apenas que o deixemos ser:
inteiro na entrega, livre na partida.
\
Entre um e outro, estamos nós —
navegantes em mares que não cessam,
ora movidos pela pressa,
ora ancorados pela dúvida.
\
Mas a vida, essa mestra paciente,
sussurra que não há vitórias no atropelo,
nem derrotas na espera.
\
Faltou tempo? Talvez.
Faltou amor? Talvez.
Mas o que resta é o instante que floresce,
como uma pétala que se abre só para quem tem olhos de ver.
\
O agora é o único lugar
onde o tempo e o amor se despem,
onde o toque tem valor eterno,
e o recomeço é um gesto sagrado.
\
Sou aprendiz dessa dança sutil,
e descubro — sem pressa, sem medo —
que o infinito cabe num instante.
\
Porque tudo é possível
quando se escolhe, de novo, amar.
E esperar.
Sem garantias, mas com fé.

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“A gentileza é a poesia que descobre, em cada gesto, uma nova razão para existir. ”

“A Linha Invisível que Sustenta os Amores”


Há dias em que esperamos mais do que recebemos.
Esperamos braços mais longos,
vozes mais suaves,
gestos que nos envolvam como véu.
/
Mas o amor não nasce da espera —
nasce daquilo que oferecemos sem medida.
/
A “Gentileza Honesta” é uma linha invisível,
daquelas que costuram a alma sem que a gente perceba.
É um toque que não pede retorno,
uma atenção que não pesa,
um cuidado que se deita devagar sobre o outro.
/
Há quem pense que gentileza é gesto pequeno.
Engano.
Ela é ponte, é relâmpago manso,
é o lugar onde o coração repousa.
/
Quem a pratica deixou de ser apenas companhia
e se tornou presença.
E na presença verdadeira há sabedoria —
aquela que nasce do desejo simples
de amar o outro como se ama o próprio silêncio.
/
A gentileza dá forma ao dia,
determina o clima da casa,
afina os contornos do coração.
/
Vale ser gentil honestamente.
Vale porque é assim que o amor se sustenta
— não nos grandes feitos,
mas na maciez do que nasce todos os dias.

QUEM SABE UM DIA
por Sezar Kosta


Eu gostaria, quem sabe um dia…
voltar a conversar com Deus sem medo,
como as crianças falam com o vento,
sem teologia, sem desconfiança,
com aquela fé que não pesa,
apenas pousa.


Eu gostaria, quem sabe um dia…
lembrar o nome das coisas simples,
o cheiro do pão, o silêncio da tarde,
a pureza que o tempo levou
como quem leva água nas mãos
e não percebe a perda.


Eu gostaria, quem sabe um dia…
desaprender a dureza do mundo,
essa engrenagem que mastiga sonhos,
que troca almas por algoritmos,
que vende esperança em prestações
e chama lucro de milagre.


Eu gostaria, quem sabe um dia…
entender por que os homens
esquecem tão rápido o essencial —
o abraço que salva, a escuta que cura,
a compaixão que devolve fôlego
a quem já respirava só por hábito.


Eu gostaria, quem sabe um dia…
reencontrar a verdade divina
no avesso da vida moderna,
onde tudo brilha, mas nada ilumina,
onde todos falam, mas ninguém confessa
o tamanho do próprio vazio.


Eu gostaria, quem sabe um dia…
aprender a amar com lucidez,
sem a ilusão dos mártires cansados,
sem o peso dos cínicos orgulhosos —
apenas amar,
como quem reconhece no outro
a última chance de redenção do mundo.


E se esse dia não vier,
que ao menos eu continue procurando,
mesmo entre ruínas, tumultos e telas,
um rastro de inocência que sobreviva,
um sopro de Deus que ainda resista,
uma luz pequena — mas honesta —
onde eu possa repousar a alma
e enfim dizer baixinho:
“eu me lembro.”

O DESEJO DE RECUPERAR ALGO PERDIDO
por Sezar Kosta


Nos entregam bandeiras coloridas,
mas recolhem nossos sonhos em silêncio.
Prometem futuro em voz alta,
e nos roubam a inocência no rodapé do contrato.
Talvez por isso o Brasil acorde cedo demais:
porque a esperança aqui é relógio quebrado
que insistimos em ajustar com fé.


Na infância, disseram que o mundo era justo.
Hoje, descobrimos que justiça é um altar antigo,
pendurado na parede como santo desgastado,
ao qual ainda acendemos velas —
não por crença, mas por teimosia.
Até Deus parece olhar de longe,
meio cansado de ver Pilatos renascendo
em cada discurso televisionado.


E nós?
Nós entregamos nossos sonhos como quem oferece oferendas,
de olhos fechados, acreditando que alguém
os devolveria multiplicados.
Mas não: foram consumidos no fogo lento
da ambição dos poderosos,
misturados ao perfume das promessas eleitorais,
que evaporam na primeira ventania.


O país, esse imenso palco,
tem plateia que chora e artistas que fingem,
tem profetas sem profecia
e um povo que carrega a cruz
sem direito à ressurreição.
E cada nova manchete diz, com ironia:
“a esperança está viva”,
enquanto caminha mancando
pelas ruas esburacadas da desilusão.


Às vezes me pergunto
se a inocência coletiva morreu,
ou se apenas está dormindo em alguma esquina,
embolada num cobertor fino,
esperando que alguém a reconheça.
Mas o vento da desigualdade é gelado,
e tudo o que não se protege
vira ruína.


Queríamos acreditar de novo,
como quem acende uma lamparina
em noite de apagão —
mas o óleo é curto,
a chama vacila,
e há mãos escondidas soprando contra ela.


Ainda assim, há um lamento que resiste,
um murmúrio teimoso que sobe do chão rachado:
o desejo de recuperar algo perdido.
Não sei se é a inocência,
a confiança,
ou apenas um país que cabia no peito
antes de caber no noticiário.


E mesmo sabendo que o poder
continua a colher nossos sonhos
como quem colhe frutos alheios,
eu guardo — em algum canto do corpo —
a fé de que um dia
as mãos que hoje tremem
voltem a erguer o que fomos
e o que ainda podemos ser.


Não por ingenuidade,
mas por sobrevivência.

O anjo não te livra da dor; te recorda do sentido que a dor pode revelar.


Sezar Kosta

Se existe destino, foi um anjo que escreveu o nosso encontro.


Sezar Kosta

Inserida por sezar_kosta