SandroAlex Batista de Sousa

Encontrados 11 pensamentos de SandroAlex Batista de Sousa

Vidas

Entender a vida das pessoas
É não entender a vida de ninguém,
As vezes são vidas pequenas
Mas...são vidas também.
Andam perdidas por ai,
Como pássaros no ar;
Sentem o vento bater
E os céus a chorar!
Só quem controla a vida
Sente dores secretas
Nas noites de solidão
Dormem de mentes abertas
Eu que vivo intensamente
Não vivo a vida de ninguém
Tenho vida pra viver
E muitos amores também!

SandroAlex Batista de Sousa

O jardineiro

Como um jardineiro,
que prepara o canteiro,
pra semente certa
sem me abater
e muito menos temer.

Pois um coração resiliente,
faz brotar a semente
de uma flor, singela e forte
que não precisa de sorte
pra nessa vida vencer.

Vou preparando o caminho
muitas vezes sozinho
sem exaltar a vitória.
Dando honra e gloria
à quem comigo, no caminho
nunca saiu de pertinho.

SandroAlex Batista de Sousa

O preconceito é uma doença,
o orgulho também,
fica sempre a presença
nas atitudes de quem tem.

Cuidado! Não vá muito afundo,
que a morte já espreita,
tudo acaba num segundo
pra quem não se endireita.

Então deixe de burrice, se cura.
Aproveita a vida, vai fundo.
Por que a solidão e o frio da sepultura
é igual pra todo mundo.

SandroAlex Batista de Sousa

Não podemos conceber o racismo
Muito menos a discriminação
Tudo isso é fascismo
Ta por fora essa tal de exclusão

SandroAlex Batista de Sousa

É na fisionomia de cada jovem de luta que vemos a possibilidade de um futuro melhor. Avante Brasil, que um filho teu jamais foge a luta.

SandroAlex Batista de Sousa

Sem hora

Como a morte consegue ser tão enigmática...
Deixa vivos desanimados, e outros muito felizes...
A morte é o alimento dos fracos...penso...
Viver é a motivação dos fortes.

Na vida cometemos muitos erros...
Os fracos acabam sucumbindo.
Os fortes mantem-se altivos.

Vivendo, somos alguém na construção da sociedade
Com projetos, ambições individuais e coletivas...
Morrendo o que deixamos, as vezes nem saudades.

Nesta sociedade, de privilégios e desmandos
O forte se torna o senhor feudal
O fraco o vassalo do feudo...

Fortes, fracos...
Sentimentos, lembranças, esperança, solidão...
A morte sempre presente, sorrateira...vem...
Hora, vem...

SandroAlex Batista de Sousa

Vigilante

Sou, filho da sabedoria e das ideias. Um viajante...
Vivo entre os monstros da solidão e da insonia.
Achas que sofro? Sinto esta experiencia de subjetividade desde a infância.
Sentindo a influencia maléfica do sono e do signo.

Dormindo não alucino, não atravesso portais, não amo.
Não caminho na direção da superação dos desafios...
Sinto uma vontade louca de viver cada vez mais, viver horas em segundos.
Sinto explodir meu coração, minha mente se expandir, não a morte!

Há morte — tu queres cessar as viagens do louco.
Ver o sangue apodrecer nas minhas veias
A carne comida por vermes saciados e gordos,
até meu sistema esquelético se desprender.

Há morte — sempre a espreitar meus sonhos quando durmo.
Sei que não poderás deixar-me apenas os ossos,
no escuro e frio sepulcro solitário!
Viverei ainda que em pensamentos e letras.

SandroAlex Batista de Sousa

Cada um terá seu tamanho na historia.
Alguns serão grandes no coração do povo.
Outros pequenos de forma vexatória.

SandroAlex Batista de Sousa

Vamos tentar viver em harmonia
Em tempos de grande emoção
O que falta a alguns, além de sabedoria
É mais amor no coração.

SandroAlex Batista de Sousa

Intimidade

Não há aqueles confiáveis
Mesmo no último adeus, no enterro
Somente ingratidão dos miseráveis
Há terra!! Lança-me para fora...

Juntar-me a ela será inevitável
Tornar-me pó, voltar a essência
Deixar de vez essa terra miserável,
Voltando assim a minha descendência

Ao ver-me ali, deitado, num sono profundo
Saudade, amargura, choro, escárnio
Deixarei legado para este mundo.

Alguém ha de chorar, sentir aquela partida
A mim não importa agora mais uma chaga
Estou ali, estirado, morto, feliz ao deixar essa vida.

SandroAlex Batista de Sousa

Tempestade

Busco pelos que amo, onde estão?
Sumidos, desaparecidos, sugados pela solidão
Dragados, tirados durante o pesadelo
Em fuga, no ruir dos meus sentimentos...

E eu mesmo, perdido em meio a tempestade
Na fria e quente madrugada, sacudido por furacões
Só vejo amargura, decepções, caixões e edredons
E entre eu e ela, a morte, aqui e ali, vultos a espreitar...

Mas quando tento por um momento, consigo
Fechar meus olhos, sinto-os todos ali juntinhos
Juntinhos de novo, todos a quem amo, perto...

Vejo-os, sinto-os, ouço-os, parecem me ouvir também,
Ali juntos por um instante, irradiados por tanto amor,
Na ilusão de que nunca partirão. Abro os olhos...

SandroAlex Batista de Sousa