Saint-Clair Mello
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Só não sou mais modesto por absoluta falta de espaço.
Crivella é um cravo que o eleitor cravou na Cidade Maravilhosa.
O mundo está mesmo acabando: Cláudia Raia já fez cinquenta anos!
Na penumbra do quarto, qualquer tufo de cabelo vira Mata Atlântica.
O mais inocente dos eleitores é capaz de eleger o maior ladrão dos cofres públicos.
Espero que, ao acertar as contas com Deus, ele não me cobre o fato de ter sido contemporâneo de Barbalho, Jucá, Renan et caterva.
Todo dia acordo com a maior indisposição para fazer exercícios físicos. E vou assim, feliz, até o fim da noite.
Tenho pra mim que o que eu não tenho pra mim não serve.
No Facebook, não há nada mais velho do que uma postagem da semana passada.
Não confunda marítimo embarcado com marido emborrachado.
Faltam placas de orientação na confluência dos signos do zodíaco.
Milagres com hora marcada e em frente a câmaras da tevê, só malandros conseguem fazer.
Silos postiços servem para guardar soja transgênica.
Carlinhos de Jesus, na dança, é infernal!
Em Brasília, dezenove horas! Não há hora para delinquir.
No horário político gratuito, quem paga o pato é o eleitor.
No Brasil, o coletivo de políticos, em vez de assembleia, é súcia.
O ser humano é uma prova contundente contra a sapiência divina.
A carne é fraca, já sabemos. E, entre nós, também é adulterada.
Plagiando o conde Afonso Celso, vou escrever um opúsculo: Por que me desufano do meu país.
Os citados em delações premiadas são suspeitos de receber doações premiadas.
Parece que a Justiça Eleitoral é a maior lavanderia de dinheiro sujo da nossa política.
Todos os suspeitos usam-na como álibi.
Há uma tendência no Brasil de se amenizarem os crimes por sua longevidade: quanto mais antigos, menos condenáveis.
Se a justiça brasileira condenasse apenas réus confessos, teria raríssimos criminosos a condenar: todos se dizem inocentes.
Com o Flamengo, até em campeonatos ganhos com invencibilidade, há sempre algo esquisito a se comemorar.