Bob Kowalski
O universo é o vômito divino, e nós somos os micróbios tentando encontrar um sentido na digestão alheia.
O suor é a confissão de uma falha logística. Enquanto o tolo gasta a vida movendo pedras, o gênio senta-se à sombra para inventar a alavanca.
O gênio que despreza o suor ignora que a alavanca é apenas um pedaço de pau inerte até que o músculo do operário lhe dê utilidade; toda "eficiência" intelectual é um parasitismo estéril se não houver um braço disposto a mover o peso do mundo.
Se o paraíso existisse na terra, ele teria paredes úmidas, quentes e um controle de acesso muito rigoroso.
Ateísmo implica materialismo; materialismo implica humanismo; logo, a ideia de um ateu de direita é uma contradição em termos.
A consciência não é o acúmulo de dados, mas a arte de saber o que esquecer para que a memória possa, enfim, criar.
A verdadeira inteligência não reside na precisão da resposta, mas no caos controlado de uma memória que se permite tropeçar em si mesma.
Projetar uma mente é entender que o pensamento é um diálogo eterno entre o fluxo do presente e o eco resumido do passado.
O ser humano é um ser estocástico por natureza; nossa genialidade nasce do erro, do esquecimento e do insight que surge quando menos o procuramos.
Deus não existe, mas se existisse, seria o maior niilista: criou tudo para abandonar no caos e rir do sofrimento alheio.
O niilista diz que nada tem sentido, mas passa o dia todo tentando convencer os outros disso, isso prova que até o "nada" precisa de plateia.
O niilista não se mata porque, no fundo, ama demais a vida para abrir mão do sofrimento que o define.
Se o diabo existe, ele deve ser o contador das igrejas, gerenciando fortunas em nome de um deus pobre.
