Robin S.25

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Ecos:
Que não nos tornemos surdos ao clamor do tempo,
cegos diante da injustiça,
nem mudos perante a verdade.
Que não sejamos ecos da caverna de Platão,
preferindo o conforto das sombras
à dor de enxergar.

Na calada da noite, vêm barulhos mudos — mas ensurdecedores — que a minha mente produz.

Vive-se em plenitude quando o ser se assenta no solo fértil da autenticidade.

Não há plenitude sem que se rasgue o campo e se lavre, em si, o solo fértil da autenticidade.

Entre o que sinto e o que dele sei, há uma vastidão quase infinita de excentricidades.

Um poema que carrega o próprio cansaço não esbraveja contra o tempo; apenas observa — com a lucidez amarga do seu dissabor.

O poeta contra o tempo


Diante da frieza do tempo, que passa sem remorso —
a angústia da finitude.


O poema é estático;
mas o tempo, carrasco, segue em fluxo.


E nessa discrepância entre obra e vida,
tudo escorre pelas linhas do tempo —
e o poeta, impotente, apenas escreve.

Sendo amar-vos minha perdição, procurai-me nas sinuosas curvas de vosso riso.

Nunca se perca da sua essência, e jamais permita que apaguem sua chama.

Não te percas de ti mesmo; nem deixes que extingam o brilho que te habita.

Sua história de vida define quem você é — não as fofocas que contam sobre você.

O que és nasce da tua trajetória — não das vozes alheias que a deturpam.

Que a pressa não nos furte a delicadeza das flores.

Ainda em meio à escuridão, subsistem belezas que, em silêncio, irradiam.

Até mesmo entre o concreto inerte, vicejam delicadezas.

Acordei cedo, julgando ser tarde — mas já era tarde para crer que ainda fosse cedo para sonhar.

Não há frases, nem poemas
nem teorias, nem teoremas;
nada me farta alma,
já farta de dilemas.

As palavras atravessam a rotina como vento leve que sopra entre becos sujos; recolhem sentidos e sentimentos, sem pressa, em meio à vida comum e seus ruídos. Algo simples transforma instantes em pensamento — aquilo que chamamos de ideia.

Há certa sonolência na sociedade: pessoas vagam numa espécie de sonambulismo desperto; em sono profundo, embora de olhos abertos. É o teatro da vida, com o livre-arbítrio ensaiado. Cada personagem com sua máscara.

Vivemos entre despertos adormecidos. Pessoas caminham em sonambulismo consciente, num sono de olhos abertos. O palco segue montado; o "livre-arbítrio" é o roteiro. Restam as máscaras.

Habitue a mente à serenidade, pois quem não a disciplina acaba ferido pela própria boca.

Eu — eu mesmo:
sou aquele que, de si,
tudo e nada sei.
O que não deveria saber,
ainda assim, sabendo,
de mim quero o bem.

Não importa o quão longe ou perto se vá,
nem o quão rápido ou devagar:
se não contemplares o caminho,
vã será a viagem.

Há meios de
antevero futuro:
observam-se os homens.

Não é possível progredir acorrentado,
seja ao passado ou às ideologias.
A mudança parte de mentes não estagnadas.