Ricardo V. Barradas
Não me incomoda ver pinturas expressivas e coloridas sem molduras pelas paredes pois são filhas belas criativas para um mundo incompleto e inexato, que ainda permanecem órfãs por não terem encontrado um lar, o amor e uma emoção pura da patrimonial propriedade.
A arte e os artistas sempre tem o pleno direito democrático de manifestarem suas posições politicas e pensamentos filosóficos mas não ha direito moral algum e nem liberdade verdadeira para uma vendida aristocracia cultural que se alia a partidos políticos contraditórios para obterem recursos ilícitos e projetos privilegiados frente a sua comunidade.
A bandeira brasileira não pode ser maculada por uma gota vermelha, cor de sangue, de um partido naufragado que agoniza se levantando de forma precária, por uma falsa reforma agraria, por discórdias constitucionais, corrupção crescente e a propagação de uma nefasta separação armada frente a nossa pátria,Terra Mãe Gentil. Brasil.
Naturalmente afasta se da vida em silencio frente aos conflitos persistentes, insurgentes e intransigentes que temos cada vez menos possibilidades do que fazer, mudar, resolver e viver.
Morre se um pedacinho a mais por vez toda vez que nos sentimos esquecidos, diferentes e isolados. A tristeza não é uma doença e sim uma licita inspiração mas a solidão que nos corroí de mansinho é o mais antigo, amargo e lento, veneno.
A humanidade educada e sensível pelas novas gerações, infelizmente se acovarda por insegurança diante da mais antiga lei da sobrevivência. Os mais fortes escravizam ou devoram os mais fracos, com consciência ou não.
Fico triste em ver meus afagos embargados diante do injusto tribunal racional do nosso amor. Muito fácil é condenar quem ama pois a grande maioria morna só se engana, permanece viva por amizade e comodismo. Pois amar de verdade não admite medo, covardia e nem depois. Tem por emoção mais forte a liberdade e nunca a tolerante proximidade por qualquer cativo e carrasco compromisso. Sendo isto o amar é frio, tolo e corriqueiro. Tipo corrida maluca entre corpos que existe um vencedor, e é sempre aquele que goza primeiro.
Enquanto as favelas forem exclusivamente um problema deles, as comunidades de baixa renda e oprimidas, sociologicamente falando, vão invadir, pouco a pouco as suas lindas praias na Zona Sul da cidade do Rio de Janeiro.
O trabalho árduo contínuo abafa os nossos melhores sonhos e cansa a vista para enxergarmos com clareza a nossa verdadeira estrela.
Aceito conformado e não agitado por remorso algum, vagabundear, dormir muito e sonhar até babar para encontrar maneiras mais fáceis de resolver todos os problemas existenciais em curso de meu bem complicado mundo.
Eu particularmente gostava mais do mundo no tempo de quando todas as crianças não tinham cores. Desde pequeno eu brincava em um cortiço bem perto de nossa casa no bairro da Consolação, no Rio de Janeiro. Curioso que durante toda minha infância nunca percebi diferença alguma entre minha querida família e as famílias amigas que me recebiam com carinho e amor em seus quartos um pouco mais apertados. Meu irmão jogava bola no quintal e eu ficava conversando e cantando com minhas mães de tanque e de passar, pois na sua maioria eram lavadeiras para fora. Saudades do Cortiço da Dona Rocinha.
Todo o projeto artístico e cultural co-patrocinado pelo estado democrático na isenção fiscal deveria ter como obrigatoriedade a contra partida da educação, da cidadania plural e da identidade cívica nacional.
A beleza da estética mineral in natura é por si só universal, matemática, geométrica e concreta. Uma real inspiração futurística para os melhores projetos de ocupação urbana dos espaços. E o Brasil ainda possuiu uma das mais ricas diversidades de gemas e minerais do planeta. Com tudo isto a carência de cursos profissionais para o setor mineral e joalheiro é imensa, parece que ainda estamos aguardando, por piratas ou internacionais aventureiros descobridores.
Pela meditação isolada no imenso vazio de dentro que é tudo, chegamos as profundezas da alma. Caminhamos por espaços, caixas, abismos e dimensões nunca percorridos. Entre as penumbras da tênue luz da meia escuridão revela se a um momento magico ou trágico, de enfim encontrarmos dentro de nos o ser adormecido mas vital, o nosso verdadeiro Eu ou nos perdermos de vez, entre as negações, as duvidas, os grandes erros, os choros e remorsos, que nos afastará para sempre da divindade, dentro de nos mesmo.
A boa curadoria sempre advêm da improvável criatividade e inter-relação encontrada pelo curador por uma nova e inusitada visão perante a obra, o período ou o personagem exposto, retratado, celebrado e reverenciado muito alem dos limites históricos, culturais e reconhecidos da gravidade e universo na atmosfera curatorial.
Em arte e cultura perante as plataformas criativas é quase impossível encontrar um novo que seja totalmente pré inexistente e original.
Na arte e na cultura, assim como na educação, no pensamento e no conhecimento não cabem em si individualidades e privilégios. A pluralidade já é constitutiva da origem da ação e do movimento.
Celebra se a vida quando conhecemos estranhos bem semelhantes a nós, pelo acaso. Dito isto, somos como barquinhos de papel no imenso oceano da existência e das possibilidades mas pelo comando experiente da navegação, de Deus.
A arte tem por si o poder de transformação por novas maneiras de ver e de fazer mas nunca qualquer criação tem o menor direito natural, ético e moral para advir em obra pela destruição e da transfiguração de qualquer conceito, pensamento, cultura, religião e semântica pré existente. Cabe na arte a observância frequente constitutiva da livre expressão de todo artista desde que não e nunca ultrapasse o limite do direito natural do outro, de quem for e do que quer que seja.
Desde a década de 1980 revelo me muito preocupado pois não existe uma co-relação factível de conteúdo e valor entre a blogsfera - universo digital com a atmosfera - universo real. São dois universos bem distintos que até tentam doutrinariamente dialogar midiaticamente mas o digital é cada vez mais efêmero, midiático, mutante e por vezes ficcional e a nossa antiga atmosfera é, foi e sempre será resultados e consequências das trajetórias físicas geo-politicas sociais de nossa realidade sem os retoques apropriados e os véus do que seria melhor por nossa imaginação.
Não que eu não seja ninguém. Sou alguém sim mas muito fraco, frágil e sozinho. Na educação, na arte , na cidadania, na cultura brasileira. Sou enfim como um pequenino e colorido passarinho sonhador beija-flor diante do Grande Incêndio da Floresta...com o meu biquinho pequeno e voo desajeitado levo de cada vez uma ínfima quantidade de água do rio para ajudar a apagar o fogo e esperando que os grandes elefantes, os poderosos leões, os cômicos macacos e os ágeis veados façam a sua parte e em conjunto extinguiremos unidos de uma vez e para nosso bem a fornalha incandescida gerada pela nefasta situação. Sendo assim, apos apagarmos o fogo reconstruiremos aos poucos nossa tão sonhada identidade, soberania e liberdade por uma nação brasileira fraterna heterogênea forte e feliz nos edificantes caminhos para um prospero amanha.
O céu, o purgatório e o inferno devem ser lugares maravilhosos, pois todo ladrão, safados, vigarista, chato e egoísta que morrem começam a ter virtudes já aos primeiros minutos que vão nesta direção.
Pelos caminhos de livre pensador tenho a liberdade de pensar. Pelos caminhos de artista tenho a liberdade psicodélica de ousar. Pelos caminhos de sonhador tenho a liberdade de ver e crer nas utopias. Pelos caminhos do ativismo cultural tenho a liberdade de acreditar que cada um faça a sua parte. Pelos caminhos do direito e da justiça como advogado tenho a liberdade de lutar diuturnamente por uma sociedade humanitária mais igualitária, feliz e unida.
Abolição da Escravatura no Brasil, o que poucos sabem é que tenha sido por mais interesses econômicos da época do que por razoes humanitárias....Muito pouco a celebrar de verdade...ainda hoje.
Escravidão e Abolição dos escravos no Brasil. Ainda acho pessoalmente que seja um triste capitulo da Historia do Brasil que deveria se re escrito sem tanto romantismo e revisto por fatos históricos bem mais próximo da verdadeira realidade da época. Pois nunca houve uma abolição da escravatura, pois só existe esta possibilidade se fossem homens escravos. Se a igreja em sua grande maioria não admitia que eles tivessem alma, por que hoje falar em humanos escravos...se eram contabilizados como itens de patrimônio rural, como o numero das sacas de cafe, de bois, de vacas, de cabritos...e eram supervisionados por veterinários...e muitos castrados como bichos....por que falar historicamente em homens e mulheres escravos...talvez fosse prudente e assertivo não continuar a falar historicamente em mão de obra operaria escrava...mas sim uma tração animal negra na nefasta e vergonhosa época e entendimento.Uma historia que ainda deve ser contada sem a romantização cultural europeia.Isto tudo através de dados históricos e fartos documentos históricos não muito divulgados no Brasil. A cada comemoração da dita ABOLIÇÃO, cabe sim um momento de muita reflexão, de revelação e revisão.Para que nunca mais em qualquer lugar do planeta, o ser humano dito civilizado não trate outros seres humanos como animais. A verdadeira historia brasileira deve ser contada sem revanches, sem floreios e sem fantasias para edificação de um novo povo na diversidade, hoje mais unido, livre, verdadeiro e soberano.
