Ricardo V. Barradas
No jogo do poder de força entre as forças armadas e as facções criminosas nas favelas cariocas. As forças armadas perdem pois não ficaram depois convivendo 24 horas dentro das comunidades por hora pacificadas.
Para voar plenamente em um mundo de liberdade devemos aprender a bem transitar entre os limites.Todo aquele que faz, vai, fala e usa o que quer da forma extrema que não lhe convêm torna se fugitivo, perdido e cativo dentro de si mesmo.
Vivemos em tempos de imediatismos e de pressa por que eles não sabem que todos universos terrenos, materiais e imateriais, obedecem imutavelmente e sempre o tempo certo da lei da vida.
A nova liderança não se capacita e nem se elege por novas e futuras mirabolantes promessas de correção ao que está errado. Ela emerge naturalmente das antigas atitudes, compreensão, pensamentos e dos posicionamentos corretos passados do candidato, enquanto também era, entre tantos outros, um liderado. Afinal todo aquele que troca de ideologia e corrente de pensamento, como troca de sapato,não anda com os seus próprios pés para lugar algum é sempre um fantoche, um brinquedo, um boneco de circo carregado.
Para um Brasil melhor, nas novas eleições os novos dirigentes e representantes naturais do sofrido povo brasileiro não deveram vir de filiados de partido politico algum pois todos estão comprometidos com velhos esquemas e contaminados com as velhas mentiras.Os bons candidatos devem ser os isolados livres pensadores, os indivíduos públicos com moral e os membros da sociedade civil que sempre estiveram comprometidos com as verdades, a soberania nacional e a união fraterna de todo povo em todos os lugares nacionais para um futuro desenvolvido, com saúde, segurança, educação e em plena justiça entre os iguais com novas leis e em liberdade.
A forma mais complexa universal do que se tudo vê é determinada pelo compasso e o sublime caminho a seguir pelo vertical da reta, assim como a livre espiritualidade que flutua pelo horizontal do esquadro.
Em uma vida sem oportunidades profissionais, emocionais e culturais a sexualidade e o êxtase passam a ser os maiores e isolados prazeres efetivos.
A solução para encontrar novos rumos e novos caminhos nas atmosferas da Arte e da Cultura, seria buscar, incentivar e promover ativismo na cidadania cultural de cima para baixo na grande piramide da diversidade criativa brasileira.
NELSON SARGENTO um dia me disse que as boas musicas vão saindo entre rimas fortes e fracas, remendos e emoção,,,palavras ditas pelo coração.Existem também musicas transparentes, quase iguais que são como melodias sem alma tocadas por músicos em um instrumento marcado.
Pela falência cada vez mais grave do cenário politico e institucional brasileiro, o povo órfão, agonizado e revoltado desabafa em tudo e em todos.A sociedade dita civilizada, descaminha.
Em todo lugar dominado pelo terror, violência e pela força, os falsos poderosos implodem os monumentos, as artes e as edificações históricas da cultura dominante.Mas a fé inabalável silenciosamente continua mesmo com a memoria patrimonial na oralidade.
No lugar do absurdo que se transformou o Brasil, de hoje, só é feliz quem não sabe e não quer saber de mais nada.
O sentido, a genialidade criativa, a beleza e importância da mensagem de uma obra de arte nas diversas plataformas está principalmente nos olhos,na alma, na vida de quem a vê, que passa a ser o mais imperativo critico, censor e expectador.
Personagens com sua vida e personalidade torta, perturbada e dissimulada espelham se com medo e horror desencadeado por reflexo sombrio de sua lamentável existência. O feio, o imoral, o grotesco e o escandaloso estará sempre dentro dele mesmo, e nunca vai mudar, nem mesmo diante da mais renomada e reconhecida obra prima universal da historia.
A obra de arte nunca foi e nunca será uma opção de investimento ágil com retorno imediato.
O único investimento com ganho rápido dentro da historia da riqueza do mundo e com liquidez automática é e sempre será o próprio dinheiro.
Cabe ao povo bárbaro com sensibilidade padrão, diante de uma obra de arte, gostar ou não gostar em silencio. Só deve manifestar se publicamente e com serenidade própria do pensamento quem tenha sensibilidade evoluída e conheça o minimo básico da historia da arte e das civilizações.
Nas artes, censura não, mas a sugestão de faixa etária e informações claras de conteúdo. Existem diferenças de politicas culturais para um espaço artístico e cultural privado e um espaço publico...mas a responsabilidade curatorial deve ser a mesma e o bom senso, de lugar e tempo deve direcionar toda ação.
