Ricardo V. Barradas

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Os portadores da Síndrome de Savant que tem características de um talento acima da media, em uma o mais áreas do conhecimento, tais como memoria, arte e musica, observa se que estas três habilidades estão diretamente ligadas a matemática, sobretudo na área de calculo e a performance de resultados rápido e preciso, mas na maioria dos casos tem de alguma forma a presença do autismo. Alguns estudos científicos publicados sugerem que a mente dos portadores de Savant, não tem diferente capacidade mental dos portadores do TEA, na sua forma leve, e acredita que em ambos os casos tais super habilidades se desenvolvam pela capacidade de persistência, por meio de muitas horas de praticas e exercícios mentais prolongados, uma mente calculadora que nunca desliga.

A Síndrome de Burnout, é um estado anormal de exaustão física, emocional e mental resultante de estresse crônico no trabalho. A meu ver, sempre está ligada a uma concorrência mental comparativa de resultados, com outros trabalhadores próximos ou familiares. Na verdade, não necessariamente que estes índices de produtividade, existam fisicamente fora do individuo que concorre. Em muitos casos, estes ícones de resultados profissionais, podem ter sidos mau interpretados, projetados e mesmo inventados como alto parâmetro de eficácia. Mesmo diante a exaustão, os sintomas incluem cansaço extremo, negatividade, isolamento social e baixa produtividade, o que agravam o quadro.

Acredito que os caminhos prósperos para o desenvolvimento mais abrangente de uma neurociência pedagógica inclusiva, nos casos de transtorno do espectro autista TEA, sejam mais "junguiana" e "moreniana" de Jung e de Moreno. Por uma abordagem menos direta do individuo e indo pelas bordas, pela aroma terapia, cromoterapia, arte terapia e o psicodrama, chega se mais fácil a compreensão. Afinal o caminho inicial para um entendimento neural comportamental me parece vital saber sensivelmente do que ele gosta e como ele se vê. Só depois de um conhecimento e comunicação com a auto identidade que podemos, direcionar para o que podemos sugerir, ensinar e aprender, aprender dos dois lados, um novo aprendizado do terapeuta e do paciente,

A comunicação com o autista se da quando começamos a aprender os novos significados das palavras para ele, dentro de nosso próprio idioma. Da mesma forma que só conseguimos entender novas dificuldades e assuntos que lhe incomodam, aos portadores da síndrome do espectro autista TEA, observando suas expressões involuntárias que engolem os sentimentos, as argumentações mas revelam as faces ocultas de abandono e solidão, dentro de suas almas.

Não existe a possibilidade de reverter de forma rápida o isolamento social do ser com o TEA transtorno do espectro autista. Acredito, que a melhor forma, seja pedir sensivelmente autorização para entrar e passarmos a fazermos parte do isolamento particular, dentro dele. O primeiro passo deve ser sempre natural e igualitário a ele e ao mundo dele, para depois com alguma confiança, de forma leve estabelecermos suavemente uma nova conexão para a comunicação, de mais ouvir e respeitando a linguagem e o foco, dele.

Hoje em dia os relacionamentos duram bem menos que o esperado, e fruto deste relacionamento, não tão raramente como pensamos, temos um portador com o transtorno do espectro autista, em guarda compartilhada. Acredito que cada conjugue acompanhe e queira o melhor para seu filho mas muitas vezes, o mais pratico na melhor das intenções, pode não ser o melhor opção para o autista. A exemplo, são as voltinhas nos shopping um ambiente de "criptonita" para os portadores de TEA, muita iluminação, muito barulho, muitas informações sobretudo de campanhas publicitarias para venda em massa. O ambiente do shopping, é um local pratico mas inconveniente para o autista de qualquer nível. Os locais mais recomendados, são passeios ao ar livre em locais calmos.

Todos somos responsáveis por mais amor, carinho e acolhimento aos pequenos " neurodivergentes". Cabe a sociedade civil ativa, a constante analise e a reflexão nos processos investigativos para a pedagogia especial e integral. A democracia existencial, só existe, quando todos zelam pelo bem estar e a melhor qualidade de vida de todos.

O autista não precisa "se curar" para pertencer; ele pertence justamente por ser quem é.

Sempre alerto para o perigo do diagnóstico precoce, de uma criança com um suposto transtorno do espectro autista TEA, para não se tornar uma "sentença" que apaga toda a subjetividade e por seguinte uma melhor comunicação e uma maior compreensão do comportamento inclusivo. O "isolamento" autista não deve ser visto necessariamente como um déficit social, mas como uma forma particular de gerenciar as fronteiras de suas emoções sensíveis na permissão, contato e retirada. O objetivo, não é forçar o contato do autista para com pessoas a seu meio, mas sim respeitar o ritmo individual de cada pessoa e ampliar cada vez mais as possibilidades de contato, quando cada qual, se sentir seguro.

Seguindo meus antigos tratados e livros sobre a joalheria da Sublime Ordem, eu como artista plástico joalheiro, divido a criação e execução das jóias na maçonaria, em dois grupos. O primeiro das jóias dos graus, dos cargos ou das ritualísticas obedecendo a simbologia, os metais e as gemas oficialmente correspondentes para uso interno. E o segundo das jóias ornamentais e simbólicas, primando pelo bom gosto e de forma discreta, na alusão de pertencimento a filosofia maçônica, para confirmar o compromisso de fidelidade com a ordem, para o uso em todos ambientes, sagrados e profanos.Estas são jóias para uso diário e pessoal.

O autismo ou Transtorno do Espectro Autista, conhecido como TEA, é uma condição especial de cunho neurológico e a literatura cientifica sempre aponta maior incidência em meninos mas de forma alguma, isola o mesmo aspecto do autismo em meninas. No entanto, pela própria natureza biológica da mulher, entre ciclos de humor, diferenças de temperatura e transformações, tensões e ansiedades pré menstruais, ocorrendo pela proliferação de uso de hormônios alimentares, vem acontecendo cada vez mais cedo, dificultando o diagnostico claro e objetivo, neste sentido. A própria mídia da internet dificilmente apresenta uma menina autista como exemplo.

Para os espiritualistas, para os que acreditam que o sentido da vida não acaba aqui e para aqueles que acreditam nas experiências cientificas do quase morte e no processo evolutivo da reencarnação. A partir destes conceitos, acreditam se que a criança vem autista por opção, que no plano astral ela, escolheu uma mulher ou uma família com o nítido objetivo de amadurecer o amor incondicional. A criança é agente e propositor da afetividade divina ao diferente. Um agente do processo evolutivo humano, tão descrente neste momento planetário de duvidas no caos contemporâneo.

A nova pedagogia integral, deve aprender com novos olhares as "neurodivergencias". O individuo, deixou de ser celebro, mente e inteligência no caminho do aprendizado constante passou a ser humor, espirito, éter, alma e interação. Para isto novas linguagens, de ouvir mais e falar bem menos, viabiliza para nos, novas comunicações. Reformulando os velhos e tradicionais conceitos dentro da caixa, todos independentemente são e cada um de nos, que devemos procurar para sermos convidados a atmosfera diferente de quem já é. Uma época de luzes que dão novas cores vivas as imagens que estavam opacas nas sombras. Bendito seja, o que vem em nome do amor.

O descontrole pela ansiedade é um desconforto psicológico e biológico psicossomáticos comum a todos, os meninos e as meninas em nosso tempo mas as neurodivergencias, amplamente diagnosticadas como distúrbios, espectros e comportamentos, em uma nova concepção mais inclusiva e integral, em poder ser diferente, ainda bem que fez cair por terra com patologias sentenças e passaram a ser dificuldades que com muito amor, empenho, atenção e afetividades, conseguem na maior parte das vezes serem ser superadas ou melhor administradas. No caso do Espectro Autista, creio que vem como uma individualidade latente contra a Geração Gamer, de games que muitos apontam como G2, que acaba gerando um isolamento em um mundo artificial só que eletrônico.

A maternidade de uma criança com transtorno do espectro autista TEA, desde que se percebe, cria uma genuína e intrínseca cumplicidade divina, uma cumplicidade intra-uterina, de mãe e fruto de seu ventre, muito além da compreensão linear, que vai acompanhar a vida toda, mesmo que muitas vezes, a inicio, esteja despercebida ou inconsciente. Como eu já disse uma vez, e continuo dizendo, com a mesma opinião. " Não se busca outro igual para viver a cumplicidade, mas alguém que verdadeiramente, nas palavras da alma, nos complete." A chave mestra da superação está no amor de mãe, e mesmo depois de sua ausência, é pela certeza deste amor que a vida segue em frente.

Ouço muitas vezes a pergunta, será que o transtorno do espectro autista TEA, vai um dia deixar de existir. Na minha modesta opinião, por ter acompanhado e estar acompanhando, de perto, certos casos de autismos, creio que não. No entanto creio que diminuirá em muito, de intensidade, até por que a família, a pedagogia, a terapêutica e a sociedade terá avançado para maior compreensão e melhor engajamento do autistas na vida comum, mesmo que fora da caixa. Como um comportamento diferente, a ser adaptado e normalizado por leis e direitos, como uma das "neuroidentidades" freqüentes contemporâneas.

Tenho um particular interesse nas minorias, e no caso do espectro do transtorno autista TEA, que pesquiso a vários anos, tenho um maior interesse nas entrelinhas da ocorrência em meninas e adolescentes, e subseqüente nos casos femininos. Um dos casos, que acompanho a mais de 10 anos, é o da "Julia" , e com ele, sua rotina e defesas, descortinou algumas das maiores explicações sobre o autismo. Desde cedo ela tinha preferencias fixas sobre alguns assuntos e objetos, por mais que tentávamos expandir para outros temas ela inconscientemente voltava para os antigos. Pela simples razão de serem mais seguros e não oferecerem novas explicações. Esta dificuldade em ousar, sempre me chamou muito a minha atenção. Mas hoje, tem mudado.

Ter empatia e dar acolhimento da melhor forma por amor, a todos aqueles que sofrem por questões físicas, mentais, neuro divergências e espirituais, é exercer a plena liberdade de vida e sanidade, e com isto receber a personalíssima validade sem vaidade, de ida e vinda para qualquer lugar, no humanitário passaporte pessoal.

As artes em todos seus aspectos de beleza são interseções de Deus, independente dos portas vozes, os artistas que as fazem, conscientes ou inconscientes por suas trajetórias terrenas. Todavia todas advém de um principio criador único e transcendente pela inspiração, disciplina, criação e liberdade entre os ritmos e as notas, nas vibrações e pelas freqüências, nas cores e nas formas que dialogam reflexivamente e silenciosamente com a vida, o ambiente e a humanidade na reconstrução e renovação do equilíbrio do que existe de mais pleno e sagrado no espirito eterno interior.

A única forma de exercer nossa soberania e a verdadeira liberdade em nossa nação continental, é pela exaltação constante de nossa verdadeira historia, pelo culto ao comportamento cívico e o personalíssimo proposito de fortalecer nossa própria identidade com nossas festas, crenças e costumes, diferenciando nos e blindando nos de todas as culturas de todos os lugares do planeta.

Acredito muito que a fé, a religiosidade branda e a espiritualidade universalista são de grande importância e apoio para as famílias e para as crianças, adolescentes e para os indivíduos que têm algum tipo de neurodiversidade, no entanto sem exageros. Digo isto, por que não é tudo que, a interseção do Espirito Santo, cura. Acredito que Ele ajuda por fé, esperança e alento em vários tratamentos clínicos, já comprovado. A única comorbidade que tenho sobre alerta, das religiosidades extremas e seitas é o Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC), chego mesmo a achar que os vários mártires da Igreja, do tempo passado, tinham TOC, mas era desconhecido e por isto autoflagelavam tanto pela fé.

Converso muito comigo mesmo e com o Deus da vida, que está em tudo e em todo lugar. Entre as perguntas e as respostas, surgem reflexões, pensamentos e frases. Nada definitivo, afinal a conversa nunca termina.

Somos de todas as cores pela palheta da criação mas com um único sangue, e ele é amarelo.O amarelo é a cor da vida.

O sangue humano só é vermelho devido à hemoglobina, que transporta oxigênio e contém ferro. Ele varia entre vermelho vivo quando arterial e vermelho escuro quando venoso. No entanto, o plasma, que é a parte líquida que compõe mais de 56% do sangue, é amarelo claro.Logo o sangue puro é amarelo. Por conta disto, que amo tanto a cor amarela, entre flores, passarinhos e bichinhos. O amarelo é a verdadeira cor da vida.

Na contemporaneidade precisamos de novas historias infantis, com muitos diferentes e até com neurodivergentes e especiais mas com menos príncipes e princesas, por que apesar do faz de conta, quando os pequeninos crescem, diante da realidade, eles não terão seu reinado e se tornarão revoltados ou complicados, em viver a vida de verdade.