Raimundo Santana

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Você é boa, mulher!
Você é boa, mulher!
Quebra-queixo igual o que cê faz
Se existir outro é provocação, oxente, é.

Inserida por Raimundo1973

Lá na feira já virou tradição,
Quando Suzianne arma o fogão.
Panela grande, colher na mão,
O povo chega em procissão.


Ela mexe doce com concentração,
Segredo guardado no coração.
Coco ralado, açúcar e paixão,
Abacaxi e limão na combinação.


Pense num trem bão, visse não!
Gruda no dente mas alegra o povão.
Quem prova pede repetição,
É doce que causa animação.


Refrão
Você é boa, mulher!
Você é boa, mulher!
Quebra-queixo igual o que cê faz
Só nasce uma vez, se nascer!


Se tiver outro igual ao teu
É conversa, é invenção.
Porque doce desse jeito
Só sai da tua mão!


Tem cabra que perde o juízo,
Tem moça pedindo a receita.
Mas Suzianne só dá risada,
Diz que é herança perfeita.
Coco, abacaxi, açúcar e limão,


Mistura que vira tentação.
Quem come esquece da dieta,
E pede mais um pedaço então!


Refrão
Você é boa, mulher!
Você é boa, mulher!
Quebra-queixo igual o que cê faz
Se existir outro é provocação, oxente, é.
Você é boa mulher.
Você é boa mulher.
Quebra-queixo igual o que se cê faz.
Se existir outro é provocação, oxente é.

Ela vive de mal humor,
Reclamando pra danar,
Parece um besouro, zum zum zum
Em todo canto a rondar.
Se o café esfria é motivo pra brigar,
Se o sol tá quente demais,
Já começa a resmungar.


Briga em qualquer situação,
Até com a televisão,
Se o vento sopra pro lado errado
Já vira confusão.
Mas no fundo a gente sabe,
Ela tem bom coração,
Só precisa de um carinho
Pra mudar a direção.


Pré-Refrão:
Cuidado minha gente, segura esse rojão,
Que ela já tá procurando
A vassoura no galpão!


Refrão:
A bruxa quer voar,
A bruxa quer voar,
Queima a vassoura gente
Que ela quer decolar!
A bruxa quer voar,
A bruxa quer voar,
Queima a vassoura gente
Ela quer decolar.


Se a panela queima o feijão,
Lá vem reclamação,
Se o sapato aperta o pé
É culpa da população.
Mas bota um forró animado
Pra ver a transformação,
A bruxa larga a braveza
Vai forrozar no salão.

Amor, não tente me impressionar com promessas ou gestos que o vento pode levar.
Meu coração já navega há muito tempo em mar aberto.
Sou barco à deriva, distante de qualquer porto seguro,
Sem mapa nas mãos e sem a certeza de um abrigo onde ancorar.


Porque entre todas as direções que o mar oferece,
É sempre para você que meus pensamentos insistem em navegar.


A vida me lançou nessas águas profundas.
Onde o silêncio é companheiro e o horizonte parece infinito.
É justamente nessa imensidão que a tua lembrança surge como farol distante.
Iluminando pensamentos que eu não consigo afastar.


Porque entre todas as direções que o mar oferece.
é
É sempre para você que meus pensamentos insistem em navegar.


Olho para o horizonte vazio, o mar quieto e deserto.
E nele encontro a imagem de você. Foi tão pouco o tempo que estive ao teu lado.
Mas suficiente para gravar tua presença em mim como marca que nem o tempo.
Nem as tempestades conseguem apagar.


Porque entre todas as direções que o mar oferece.
É sempre para você que meus pensamentos insistem em navegar.


Agora sigo um marinheiro desgarrado.
Navegando entre memórias e saudades.
Levando no peito a certeza de que, mesmo longe.
Existe um lugar no mundo onde meu coração sempre tenta voltar.


Porque entre todas as direções que o mar oferece.
É sempre para você que meus pensamentos insistem em navegar.


Porque entre todas as direções que o mar oferece.
É sempre para você que meus pensamentos insistem em navegar.

Ele chegou bravo, arisco,
Facão na mão, doido pra brigar
Chutando mesa, riscando o chão,
No cabaré ninguém quis encarar.

Olhar de fogo, peito inflado,
Procurando quem fosse homem pra peitar
Mas de repente veio o silêncio,
E um grito doído cortou o ar.

Puxou o revólver, mão tremendo,
Gritou sem nem se controlar:
“Eu vou fazer justiça agora,
Quem mexeu com ela vai pagar!”

No canto escuro, um bêbado riu,
Sem medo nenhum de apanhar:
“Vai buscar mais bala, parceiro…
Que hoje tu vai precisar!”

“Porque aqui dentro, nesse cabaré,
Ninguém ficou de fora não…
Se tu ama essa mulher,
Prepare o teu coração…”

O bravo parou… ficou calado,
O mundo dele começou a cair
A mão soltou o revólver devagar,
E os olhos começaram a se abrir.

“Eu não acredito… isso é mentira…”
A voz falhou na hora de falar
“Até tu, capenga desgraçado…
Também foi lá se aproveitar?”

O cabaré virou um espelho,
Refletindo a dor de um homem só
E o bravo que entrou feito tempestade,
Saiu menor que um grão de pó.

Hoje dizem lá na esquina,
Que nunca mais ele foi o tal
O homem que chegou valente…
Ficou quieto no cabaré, no final

Chamam de sábio aquele que repete, palavras já moldadas, já ditas ao vento, ecoando pensamentos alheios como se fossem seu próprio alento.


Mas nunca ousou perguntar o porquê das coisas, nem mergulhou no silêncio do que não se vê, fugiu das verdades não escritas, com medo do que poderia entender.


Faltou-lhe a inquietação que desperta, a centelha que quebra correntes invisíveis, a coragem de enfrentar o vazio e questionar os limites possíveis.


Pois pensar dói… mas liberta, e enxergar vai além do olhar comum, é rasgar o véu das certezas frágeis e nascer de si mesmo, um por um.


Então não implore por respostas prontas… elas aprisionam mais do que guiam. Peça visão — daquelas que transformam, que inquietam, que desafiam.


Não busque abrigo no conforto raso, nem descanso em ilusões passageiras… busque compreensão profunda, mesmo que ela venha em tempestades inteiras.

A fome empurra o caçador à beira do abismo,
onde o risco dança com a necessidade.
Seus passos não são feitos só de coragem,
mas de urgência —
de quem não pode voltar de mãos vazias.
Do outro lado, a caça pressente o vento,
lê no silêncio o sinal da ameaça.
Carrega nos olhos o instinto antigo,
o chamado bruto da sobrevivência.
Não é fraqueza fugir —
é sabedoria guardar o próprio sopro de vida.
E nesse encontro invisível,
não existe vilão nem herói.
Apenas a lei crua da existência,
onde um precisa viver…
e o outro luta para continuar sendo.
Talvez a vida seja isso:
um equilíbrio inquieto,
entre a fome que nos move
e o medo que nos protege.

Eu sei que você não sabe.
Nem se notifica em saber.
Um dia Eu vou esquecer você
que.
Já superei

O choro inunda os olhos, pois nem sempre sabemos controlar as emoções.
Mas o cuidado divino não é passageiro nem superficial —
ele é sólido, seguro, e nos protege daquilo que um dia já nos feriu.