Raimundo Santana

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Muitos falam o que lhes convém, mas poucos silenciam para escutar o que verdadeiramente importa.

Resmunga e se questiona:
— Por quê?
Por que o povo já não acredita mais em mim?


Pois é, destino...
O povo mudou.
Aprendeu que o destino não passa de uma palavra,
E que palavra alguma é capaz de dirigir uma vida vivida.


Quem vive de expectativas é teatro —
influenciadores.
O povo, esse sim, vive de realidade.
O destino não pode manipular a vida de ninguém.

O destino, sentado na curva da estrada,
sozinho, em silêncio,
resmunga e se questiona:


— Por quê?
Por que o povo já não acredita mais em mim?


Pois é, destino...
O povo mudou.
Aprendeu que o destino não passa de uma palavra,
e que palavra alguma é capaz de dirigir uma vida vivida.


Quem vive de expectativas é teatro —
influenciadores.
O povo, esse sim, vive de realidade.


O destino não pode manipular
a vida de ninguém.

No meio do silêncio, eu escuto seu coração,
Batendo forte, cruzando toda dimensão.
Quando o mundo desaba e a dor quer vencer,
É o amor que me levanta, me ensina a renascer.A força do amor é fogo que não se apaga,
É luz que ilumina a estrada mais sagrada.
Mesmo na tempestade, ele é meu farol,
Com ele eu sou inteiro, com ele eu sou sol.Quando as sombras ameaçam roubar meu caminho,
O teu abraço é o abrigo, meu porto, meu ninho.
Nada pode parar o que é eterno e real,
No poder do amor, encontro meu sinal.A força do amor é o que me faz lutar,
Transforma a tristeza em vontade de amar.
Ele quebra as correntes, dá asas pra voar,
No abraço do amor, eu aprendo a sonhar.

Não pense que sou apenas um nome,
ou um detalhe despercebido que você não viu.
Sou o que você aprendeu, pôs em prática
e logo esqueceu.


Sou a discórdia que te empurra
para enxergar a verdade
quando te faltam forças.


Sou a luz na estrada deserta,
a sombra no dia de sol,
a água que refresca no calor.


Sou a fé que não cobra devoção,
sou o amor presente,
que não reclama por estar distante.


Sou a vida que te oferece alegria,
emoção, felicidade e paz —
tudo aquilo que um dia você desprezou.


Sou tudo que não exige nada.

Não pense que sou apenas um nome,
ou um detalhe despercebido que você não viu.
Sou o que você aprendeu, pôs em prática
e logo esqueceu.
Sou a discórdia que te empurra
para enxergar a verdade
quando te faltam forças.
Sou a luz na estrada deserta,
a sombra no dia de sol,
a água que refresca no calor.
Sou a fé que não cobra devoção,
sou o amor presente,
que não reclama por estar distante.
Sou a vida que te oferece alegria,
emoção, felicidade e paz —
tudo aquilo que um dia você desprezou.
Sou tudo que não exige nada.

Já parou para pensar
que o ser humano não tem livre-arbítrio?
Que não tem escolha, nem opinião própria,
nem desejos que realmente lhe pertençam?


Até a opinião não vale a própria opinião.
O que o ser humano é,
é um acaso sem entender a própria reação.


Se o homem realmente tivesse escolha,
por que não tem a liberdade
de viver o que deseja.

Quem aprendeu a enganar e tirar vantagem de tudo não é sábio, nem inteligente.
É apenas mais um tolo perdido na multidão — sem rumo, sem equilíbrio, sem caráter.
Quando o avarento ilude o inocente, o universo assiste às loucuras de quem perdeu a razão.
Ele alimenta a própria vergonha: um psicopata covarde, incapaz de encarar no espelho os reflexos de sua própria desonra,
temendo reconhecer que seu fim jamais será glorioso.

A vergonha esquecida
O medo de avançar não se desfaz com a derrota.
O recuo, pensamento carregado de aflição,
grita:
minha própria vergonha me venceu.

Por favor, tempo,
não mudes —
nem queiras conhecer meus pecados vergonhosos.
Até os anos escaparam da minha estrada,
desviando da arrogância
que assombrou minha juventude.


Por misericórdia, compaixão ou piedade,
as dores vividas corroem meus dias,
em um caos amaldiçoado.
Cada instante é tortura sem fim,
sem limites,
no corpo insano,
esquecido pelo tempo
que não esperou por mim.

O mundo não tem amor,
porque nunca conheceu a inocência do amor.
O mundo não tem verdade, justiça, honra nem lealdade,
porque não conhece o valor que há nelas.
O mundo diz ter Deus,
mas não conhece o amor de Deus.

A vida não oferece paz, amor, felicidade, alegria ou emoção.
A vida não é fé, nem misericórdia, compaixão ou gratidão.
A vida não é a força que avança, nem a dominação que determina.
A vida não é justa, nem é a justiça que condena.A vida é o princípio de tudo —
avança mesmo quando tudo parece parado.
A vida é Deus, e nada existe sem ela.
A vida é o maior presente
quando se compreende a engrenagem do viver.

A vida não traz paz, amor, felicidade, alegria ou emoção.
Não é fé, nem misericórdia, compaixão ou gratidão.
Não é a força que avança, nem o poder que manda.
Não é justa, tampouco a justiça que condena. A vida é o princípio de tudo
sigue em movimento, mesmo quando tudo parece estagnar.A vida é Deus, e sem ela nada existe.
É o maior presente,
quando se entende a engrenagem do viver.

O tempo não para na estação para embarque ou desembarque.
Segue em movimento contínuo
para que ninguém perceba que tudo na vida é repetitivo.Poucos notam —
o tempo continua disfarçando as repetições,
acertando os ponteiros para camuflar o óbvio.Tudo está visível nas memórias vividas,
e poucos discordam de que somos manipulados:
na saúde, no trabalho, na família —
a vida inteira gira na mesma rotação.Até a fé, o círculo religioso,
segue um cronograma repetitivo,
dia após dia.Resumindo: não sabemos de nada.
Na volta, o tempo não para são muitas perguntas sem respostas,
para que jamais possamos conhecer, de verdade,
a vida que vivemos.

A chuva pode encher o riacho até transbordar,
mas o riacho continuará no mesmo lugar.
O vento vem em tempestade, a mil por hora,
e ainda assim, a montanha permanece firme no mesmo lugar.
O sol pode aquecer tanto
a ponto de não sobrar vida em nenhum lugar,
mas basta a água tocar a terra
para que a vida floresça outra vez.
Tudo tem um propósito,
mesmo que não compreendamos o verdadeiro sentido
da vida vivida.

A Realidade da Vida.
Nascemos sem nada, nus, protegidos pelos pais — que são tudo o que temos no início.
Se viemos ao mundo sem nada, como podemos dizer que temos herança ou bens?
Na vida, o nada é a única segurança que podemos oferecer a quem também nada possui.


O orgulho, a ambição, a vaidade, o egoísmo e a mania de grandeza
são os verdadeiros legados de quem nasce sem nada,
num mundo engessado e corrompido, vivendo em meio ao caos.


Ainda que conquistemos bens com o fruto do trabalho justo e honesto,
na travessia para o outro lado não há o que levar,
pois, assim como chegamos — sem nada — também partiremos com o que vivemos sem nada.

A enfermidade corrói e apodrece até chegar ao óbito, que é o fim da jornada. No entanto, mesmo sabendo o que leva ao fim do ciclo, a humanidade continua sem direção, caminhando rumo ao precipício.

O Verdadeiro Milagre


Não conheço nenhum relato pessoal de alguém que tenha alcançado um milagre apenas por meio da reza.
A prece, a oração, a fé — todas elas fortalecem o espírito, mantêm a mente firme e confiante nos céus.
No entanto, há um ponto essencial que muitos deixam passar despercebido:
sabemos que há um único Criador que rege tudo, e foi Ele quem disse que o ser humano é o templo da adoração, o verdadeiro templo de Deus.
Portanto, você é o milagre de Deus — uma centelha divina ligada diretamente ao Criador do universo.

Onde encontrar o que sempre esteve tão perto de você?
Não está lá fora, não foi perdido para ser achado.
Que triste ilusão — procurar no mundo
o que sempre habitou dentro de si.
Parece que você não vê
o que está bem diante dos seus olhos.

O silêncio é preenchido por uma voz que não pronuncia palavras, mas apenas um nome, sugerindo uma comunicação além da linguagem comum. A respiração como "o som de Deus" reforça a ideia de que a presença divina está na essência da vida, no pulsar mais íntimo, no simples ato de existir.

A minha ideia molda quem sou.
A identidade nasce da consciência e da intenção
o que pensamos, acreditamos e idealizamos
transforma-se no molde do que somos.

O dever de quem cai é, sim, se reerguer —
encontrar dentro de si a força para limpar a poeira,
erguer a cabeça e seguir adiante,
apesar das dificuldades.


Cair é inevitável,
mas permanecer caído é uma escolha.
Recomeçar é carregar o aprendizado das quedas
e a coragem que nasce da superação.
Voltar a caminhar
é afirmar a vida e renovar a esperança.

Foi tantas vezes que buscamos estar diante de nós mesmos sem saber o que procurar, sem compreender o valor da própria busca. Perdidos em lugares obscuros, distintos, profanos e depravados, tornamos a procura em vão. A jornada não chegou ao fim porque nunca entendemos o verdadeiro endereço: procuramos aquilo que, na verdade, jamais esteve perdido.

Quando eu voltava, refletia sobre o quanto fui sincero e honesto na minha angústia.
Não sofri — a verdade me guiou, e nela encontrei a serenidade da felicidade.

Desde o começo,
sem forma e sem tempo,
a Tua presença já estava lá —
na criação do mundo, do universo e de tudo o que existe.


Fizeste o ser humano à Tua imagem,
para ser varão honrado, reflexo do Teu valor.
Mas, mesmo com toda a Tua obra perfeita,
o homem fugiu da tua presença,
rebelando-se, esquecendo da Tua graça.


A hipocrisia, a ignorância e a arrogância
subiram-lhe à cabeça —
quis ser Deus.
E assim, a tristeza insana passou a habitar
a vida que ele mesmo corrompeu.