Raimundo Santana

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Foi um olhar, um encontro, um abraço, um aconchego.
Foi encanto no toque, calor no afeto,
um instante eterno em teu universo.
Foi maravilhoso, gostoso, pleno...
Estar presente na tua vida,
mulher amada, Rainha, Imperatriz, meu amor sereno.

Estou só, na companhia imperfeita e leal de mim mesmo, sombra que me acompanha na longa estrada da vida, eu em minha companhia.

Não sou o oposto de nada, nem intolerável aos que resmungam por ira ou discórdia, sou apenas um amargo incerto, incompreendido por quem vive afogado no mel de sua própria doçura.

Quem vive surgindo em cena, exibindo hipocrisia, sonhando aplausos e ansiando ser visto, não aprendeu os detalhes da vida, nem leu o cronograma onde a regra é a diferença e a lição é a superação.

Aquela pessoa que não busca aprovação alheia, não se ilude com aparências nem confronta quem vive cuidando da vida dos outros, não é antissocial, é alguém que conquistou, com o tempo, a paz de espírito e a verdadeira liberdade.

Teu brilho de luar encanta e seduz o coração desgarrado em busca de amor.

Que o calor de mil sóis aqueça teu corpo nas noites frias.

Me pedes que eu te ensine a amar,
mas recusas o gesto de te entregar.
Assim, não posso continuar...
Amor não se repete igual lição,
por isso estou aqui, com o coração,
pra essa falha corrigir
e juntos, enfim,
aprendermos o amor até o fim."

Tantas faces deixadas sobre a mesa,
flechas cravadas no corpo do guerreiro.
Caminhos que não conduzem a lugar nenhum,
vidas esquecidas que ninguém a tem.

Vá pelo mundo afora, sem pressa de voltar dos afazeres.
Se a tempestade, por acaso, destruir o caminho,
procure com calma e atenção,
para não se perder na volta.

Não estou à tua altura
nem desejo, nem quero ser opção.
Vivo o melhor de mim,
em paz, na tranquilidade
dos finais de tarde do sertão.
Tens outra oportunidade,
outro horizonte a descobrir.
Vai.
Vive tua nobreza, teu destino.
Deixa-me aqui,
no meu recanto,
onde o silêncio fala
e o tempo não cobra pressa.

Como posso te amar neste círculo de conflitos,
onde a rotação devora o equilíbrio ingênuo
de um inocente que só quer ouvir o som da palavra amor?
Você descobriu a fórmula exata:
tumultuar meu silêncio,
esse silêncio que vive de regressos vazios,
abraçado a uma felicidade ausente.

O que ficou no prato é desperdício para uns, mas pode ser manjar para quem tem fome, até a sobra sacia alimenta quem não tem nem migalha.

Não sou hipócrita, nem egoísta ou cruel por não querer viver contigo a tua ideia de felicidade. Essa felicidade nasceu dos conflitos e se alimenta das aparências. Ela não me oferece exemplo moral, nem me convence que possa ser um abrigo forte para o amor.

O corpo está cansado, quebrado, machucado por tantos motivos e razões. Até a alma, desbravada e devastada, já não encontra forças nem no orgulho para lutar. Neste estágio, o mais sensato é renuncia, e começar tudo outra vez.

Ainda me resta um pouco de orgulho, o suficiente para não confundir emoção com aparências, nem razão com inocência, a ponto de parecer um bobo. Ainda conservo intacto o meu caráter moral.

Quem vive do passado continuará infeliz, desejando um tempo derrotado por sua própria história. O passado pode estar escrito, mas ninguém aprende com ele quando a história não convence nem quem a viveu.

Você invadiu minha vida bagunça sem pedir licença, abusada, bruxa extravagante, pecadora melindrosa, sedutora maravilhosa, uma deusa da felicidade, aeroporto do amor pousa em minha solidão.

O ser humano engana e trai como se tudo fosse normal. O sino toca, ninguém ouve. Nenhuma prece responde à dor amarga escondida no final sem explicação.

O ser humano engana e trai como se tudo fosse normal. O sino toca, ninguém ouve. Nenhuma prece responde à dor amarga escondida no final.

Há quem caminhe pela estrada da vida e permaneça deficiente, e há quem veja o mundo mudando de lugar, mas siga cego, sem rumo nem direção.

Estou louco e sozinho, sem rumo nem direção. O retrocesso escala o reverso da mais alta cordilheira, sem apoio, sem chão, sem nenhuma forma de sustentação.

É insano, depravado, luxúria sem ética nem moral, assim são teus sentimentos por mim.
Às vezes, carinhosa, sutil, meiga, educada, doce.
De repente, uma explosão sem motivo, um vulcão que devasta a paz e os sentimentos.
Ainda assim, te desejo.
Ordinária, rebelde, enfeitiças meus dias e acendes em mim desejos que só pertencem a ti.

Não tenho tempo para audiências, nem pago o que não devo, por calúnia ou chantagem.
Não faço promessas, prefiro não acumular dívidas de amor.

O valor exato tem seu preço. A balança equilibra os lados para que não haja trapaça. A dívida não pode ser negada pelo mau pagador, até que seja, de fato, quitada.