Quelma Falcão
Quero que me ame um pouco de cada vez, mas na medida certa que me faz feliz, Quero que me beije , para que eu possa sentir sua respiração, Quero que me abrace para que possa sentir o teu calor. Quero sempre sua presença, porque a ausência sua me incomoda. Quero amar você cada dia como se fosse o último. Porque pode ser. Quero viver com você as expectativas de dias melhores, mas fazendo também este dia melhor hoje. Enfim cada dia gosto mais de você, de estar com você , isto me acalma o coração e eu fico em paz.
Há dias que venho pensando
Cortando o vento com meus pensamentos sigo em frente, cabelos bagunçados, sorriso no rosto e passos firmes.
Tenho metas, é preciso alcança-las.
Tenho sonhos, é preciso realiza-los.
Tenho vida, é preciso vive-la.
Tenho amor, é preciso amar.
Nada é tão precioso para mim quanto eu mesma, aprendi na adversidade que se não me defender ninguém o fará, comprei os presente que eu quis ganhar,comprei as passagens, para onde quis viajar, chorei de saudades, de tristeza mas também de alegrias, porque felicidade é uma questão de espírito. Estou aprendendo na dura escola da vida , que apesar de termos pessoas convivendo conosco o tempo todo, ainda estamos sozinhos. Percebo que minha compreensão de mundo vai muito além do QI de muitas pessoas. Hoje sou outra pessoa , diferente no andar, no vestir, no falar e em alguns hábitos mais simples, estou me adaptando e me reorganizando neste mundo maravilhoso de pessoas crueis.
Enquanto passa o tempo, enquanto a vida passa, vejo também passar o amor e sentar no banco da praça. Na praça de nossa vida cercado por jardins secos onde o perfume das flores e a harmonia das cores , já não é possível sentir e ver.
Nas desventuras de momentos circuncidados de tristezas. Vejo o elo do amor sendo tecido em correntes de ouro forjado no fogo.
Eu vi o vento soprar, e as borboletas voarem, a tempestade se formou , nuvens negras paira sobre a humanidade; caos talvez, ou um grito de socorro para a humanidade desenfreada; tempo de reflexão, de se unir de longe, de olhar a dor do outro e ver a sua. Hipócritas, charlatões o que importa sabemos que atras de cada porta há um vírus batendo, correndo querendo nos pegar.
Ha fragmentos em mim que não consigo juntar;
Há pensamentos que vagueiam em madrugadas geladas;
Há olhares profundos que não dá pra ver nada;
Há fontes correndo sem parar e não conseguem chegar;
Em meio ha tantos haveres eu gostaria que houvesse aquele sorriso sincero, aquele olhar fraterno, aquele leite quente em manhas geladas e aquele abraço que mata a saudade e que junta tudo que foi espalhado.
As vezes temos que fazer escolhas; escolhas que nem sempre sabemos se são as certas; mas que na hora incerta é o melhor a se fazer;
As vezes temos que olhar de longe, querendo estar perto;
As vezes falamos quando deveríamos nos calar, e calamos quando deveríamos falar;
As vezes amamos demais quem não deveria e de menos que merecia todo amor;
As vezes nos culpamos demais pelos nossos erros quando na verdade foram todos tentativas de acertos; não tínhamos a intenção de errar.
As vezes somos julgados e condenados e permanecemos inocentes;
As vezes não mais que as vezes , só queremos o direito de existir.
Perdida nos devaneios da vida, a solidão doe na alma, o peito chora e coração já não bate mais tão forte. Um dia , uma batalha, as vezes vence as vezes perde, mas segue pois o percurso é longo e a palavra desistir não existe no meu dicionário.
Eu ja morri tantas vezes, que meu coração e minha mente não sabe ao certo onde está. Um buraco se formou no peito e vazio na alma. As vezes não me reconheço, e me pergunto quem sou eu? . Perdida em um imenso vazio, luzes apagadas, sigo a jornada que nem sei onde vai dar.
Eu só queria encontrar comigo num desses vaivém da vida pra saber se ainda sobrevive a mulher que um dia existiu.
Às vezes não consigo ver o sol no horizonte mesmo sabendo que ele está lá,
Às vezes não sinto a chuva, mesmo andando debaixo dela.
Às vezes finjo viver, mesmo sabendo que não estou mais aqui.
Há páginas em mim que não escrevi,
Há sementes que não plantei,
Há sorrisos que não dei,
Há dores que não senti,
Há presentes que não ganhei,
Mas tenho certeza que as dores que sobrevivi me forjaram em aço que ecoa entre as entranhas da vida.
