Pão Diário

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O AMOR TUDO CRÊ

[O amor] tudo sofre, tudo crê, tudo espera. —1 Coríntios 13:7

Há mais ou menos 40 anos notei que um amigo demonstrava grande afeto por alguém que eu considerava não-merecedora de amor. Achei que meu amigo estava se envolvendo e temia que, no final, ele ficasse desiludido e triste.
Quando expressei minha preocupação, ele respondeu: “Quando estiver diante do meu Senhor, espero que Ele me diga que amei a muitos, ao invés de poucos.” Jamais esqueci as palavras dele.
Paulo insiste que “o [amor] tudo crê” (1 Coríntios 13:7). O amor “acredita” nas pessoas. Ele pode ver o potencial delas. Ele acredita que Deus pode transformar a pessoa mais indigna e sem atrativos em obra-prima de graça e beleza. Se o amor erra, ele precisa errar no caminho da confiança e esperança.
Certamente, precisamos nos conscientizar do perigo, quando o vemos chegando e precisamos nos tornar “prudentes como as serpentes” (Mateus 10:16). O amor consistente pode ser a melhor resposta para os irresponsáveis e tolos, mas podemos ser muito cuidadosos, muito prudentes e desconfiados.
Não nos causa qualquer mal verdadeiro ao sermos enganados e trapaceados (Mateus 5:38-48). É melhor acreditar em alguém e ter o coração partido, do que não ter coração. O poeta britânico Alfred Tennyson escreveu: “É melhor ter amado e perdido o amor do que jamais ter amado.” Eu concordo. —DHR

O amor olha além do que as pessoas são para o que elas podem ser. David H. Roper

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PREGADO NA CRUZ

[Jesus] vos deu vida juntamente com ele, perdoando todos os nossos delitos. —Colossenses 2:13

Foi um culto emocionante. Nosso pastor falou sobre Jesus levando os nossos pecados sobre si e morrendo em nosso lugar para levar nosso castigo. Ele perguntou se alguém ainda se sentia culpado por pecados já confessados e, portanto, não estava desfrutando do perdão de Deus.
Pediu-nos que escrevêssemos nossos pecados num pedaço de papel, colocássemos diante do altar e o pregássemos na cruz que estava lá. Muitos foram à frente e podíamos ouvir o martelar dos pregos por longos minutos. Esse ato não nos concedia o perdão, é claro, mas era um símbolo concreto de que Jesus já havia levado aqueles pecados sobre si, ao ser pregado na cruz e morrer.
Foi isso que o apóstolo Paulo ensinou a igreja de Colossos. As pessoas estavam sendo influenciadas por falsos mestres que apresentavam Cristo como sendo incapaz de suprir suas necessidades, Mas Paulo explicou que Jesus pagou o preço pelos nossos pecados. Ele disse: “tendo cancelado o escrito de dívida, que era contra nós […] removeu-o inteiramente, encravando-o na cruz” (Colossenses 2:14).
Se confessarmos nossos pecados a Deus, pedindo que nos purifique, Ele nos perdoará (1 João 1:9). Não precisamos prender-nos em culpas. Nossos pecados foram pregados na cruz; eles foram levados. Jesus perdoou todos eles. —AMC

Deus nunca tencionou que Seus filhos carregassem o fardo da culpa. Anne Cetas

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CONCLUSÕES PRECIPITADAS

Não te apresses em irar-te, porque a ira se abriga no íntimo dos insensatos. —Eclesiastes 7:9

O e-mail não continha nada além de versículos bíblicos, e vinha de alguém que eu não conhecia muito bem na época em que houve um desentendimento entre os membros de um comitê da igreja, do qual eu fazia parte. Eu achei que os versículos eram uma forma de me acusar e fiquei zangada porque alguém que não conhecia todas as questões envolvidas estava usando as Escrituras para me atacar.
Antes que pudesse retaliar, meu marido sugeriu que eu desse a ela o benefício da dúvida ao invés de pensar o pior. “Talvez haja uma explicação inocente,” ele disse. Eu não imaginava o que poderia ser, mas segui o conselho e telefonei. “Obrigada por ligar,” ela disse. “Meu computador está com vírus e espalhou mensagens usando trechos da nossa lição de escola dominical, aleatoriamente, para pessoas no meu catálogo de endereços.” Engoli seco. Estou agradecida por Deus ter usado o meu marido para evitar que eu criasse um problema que não existia.
Tirando uma conclusão precipitada que era lógica, mas falsa, me aproximei perigosamente de um conflito desnecessário. Os israelitas fizeram o mesmo. Eles estavam prontos para a guerra porque, equivocadamente, acharam que o altar construído pelos seus irmãos era um sinal de rebelião contra Deus (Josué 22:9-34). Para evitar julgamentos incorretos, precisamos ser cuidadosos para compreender os fatos corretamente. —JAL

Para evitar uma queda constrangedora, não tire conclusões erradas. Julie Ackerman Link

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ESFORÇO PARA AJOELHAR-SE

O qual se esforça sobremaneira [...] nas orações, para que vos conserveis perfeitos e plenamente convictos em toda a vontade de Deus. —Colossenses 4:12

Um pouco antes de John Ashcroft ser empossado como senador americano, ele se reuniu com a família e amigos para orar. Enquanto eles se colocavam ao redor dele, ele viu o pai tentando se levantar do sofá onde sentara. Como a saúde dele era frágil, Ashcroft disse-lhe: “Tudo bem, papai. O senhor não precisa se levantar para orar por mim.” O seu pai respondeu: “Eu não estou lutando para ficar em pé, mas esforçando-me para ajoelhar.”
O esforço do seu pai me faz lembrar o empenho que precisamos ter para interceder por um irmão na fé. No livro de Colossenses, Paulo se refere à Epafras como um servo que “se esforça sobremaneira, continuamente, por vós nas orações, para que vos conserveis perfeitos e plenamente convictos em toda a vontade de Deus” (Colossenses 4:12). “Se esforça sobremaneira” é a tradução de um termo grego, da qual obtemos a palavra agonia. Ela era usada para se referir a lutadores que nos jogos de ginástica da Grécia se esforçavam ao máximo para vencer um adversário.
Epafras intercedeu por outros crentes para que se tornassem maduros em sua caminhada com o Salvador. Pedir a Deus para superar os obstáculos para o crescimento espiritual na vida dos outros exige nossa concentração e disciplina. Estamos dispostos a nos esforçar “sobremaneira” em oração para pedir a Deus que supra as necessidades dos nossos amados? —HDF

A verdadeira tarefa da vida é a oração intercessória. Dennis Fisher

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A MEDIDA DO AMOR

Ninguém tem maior amor do que este: de dar alguém a própria vida em favor dos seus amigos. —João 15:13

Em 2 de outubro de 1954, o primeiro- -tenente James O. Conway decolava pilotando um avião carregado com munições. Quando o avião estava no ar, o motor apagou repentinamente. Naquele instante, Conway enfrentou uma escolha brutal — ejetar-se do avião e salvar a própria vida ou causar a própria morte com a queda do avião.
Entretanto, se ele se ejetasse, o avião cairia sobre um bairro cheio de residências e famílias. De modo impressionante, Conway escolheu bater o avião contra a baía que estava abaixo — dando a sua vida pelos outros.
Em João 15:13, Jesus disse: “Ninguém tem maior amor do que este: de dar alguém a própria vida em favor dos seus amigos.” A disposição de fazer o sacrifício supremo para proteger os outros revela um coração que se importa mais com as necessidades dos outros, do que com as suas próprias. Alguém disse uma vez que “a medida do amor é aquilo que estamos dispostos a abrir mão por ele.” Deus o Pai — amou tanto que abriu mão do Seu Filho. Cristo amou tanto que abriu mão da Sua vida — até mesmo carregando sobre si os nossos pecados e morrendo em nosso lugar.
O amor de Deus por você é imenso. Você já aceitou pessoalmente o Seu amor? —WEC

Nada expõe mais claro o amor de Deus, do que a cruz de Cristo. Bill Crowder

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EXPECTATIVA

Ora, se vós […] sabeis dar boas dádivas aos vossos filhos, quanto mais vosso Pai, que está nos céus, dará boas coisas aos que lhe pedirem? —Mateus 7:11

Com as mãos cheias de cereais matinais, tentei espiar sorrateiramente alguns peixes no aquário do jardim. Talvez tenha sido a minha sombra na água… ou quem sabe não fui tão sorrateiro quanto pensei. Enquanto me aproximava da grade, 15 enormes peixes dourados correram em minha direção, abrindo e fechando suas bocas freneticamente, na ávida expectativa de receber o alimento desejado.
Por que os peixes agitaram tão furiosamente as suas nadadeiras? Porque a minha simples presença acionou uma resposta condicionada nos seus minúsculos cérebros de peixe, informando-os que eu tinha algo especial para lhes dar.
Ah! Se reagíssemos sempre assim com relação a Deus, e ao Seu desejo de nos dar boas dádivas — uma reação alicerçada em nossa experiência anterior com Ele, que flui de um profundo conhecimento do Seu caráter.
O missionário William Carey declarou: “Espere grandes coisas de Deus. Empreenda grandes coisas para Ele.” O Senhor deseja nos capacitar perfeitamente para aquilo que Ele deseja que façamos, e nos convida a “nos achegar confiadamente” para encontrarmos graça e misericórdia em ocasião oportuna (Hebreus 4:16).
Quando nós, como filhos de Deus, vivemos pela fé, podemos ter uma grande expectativa e a confiança tranquila de que Deus nos dará exatamente o que precisamos, no momento adequado (Mateus 7:8-11). —CHK

A oração sem expectativas é como a descrença disfarçada. Cindy Hess Kasper

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MÚSICA DA ALMA

[…] falando entre vós com salmos, entoando e louvando de coração ao Senhor com hinos e cânticos espirituais. —Efésios 5:19

Em seu livro Musicofilia: Contos Sobre a Música e o Cérebro, Oliver Sacks dedica um capítulo ao papel terapêutico da música para pacientes portadores de Alzheimer. Ele descreve a observação de indivíduos com demência avançada que reagiram as músicas que trouxeram de volta lembranças que lhes pareciam perdidas: “Os rostos se tornam expressivos quando a velha canção é reconhecida e sentem o seu poder emocional. Uma ou duas pessoas, talvez, começam a entoar a canção, outros se juntam a elas e de repente o grupo inteiro — antes muitos deles estavam virtualmente sem fala —, mas agora cantam juntos, dentro de suas capacidades.”
Vejo isto acontecer nos cultos matutinos de domingo numa clínica para pacientes com Alzheimer, onde a minha sogra está internada. Talvez você já tenha vivenciado isso com algum ente querido, cuja mente está nebulosa, e uma canção evoca uma consciência vinda do profundo do ser.
Paulo incentivou os cristãos de Éfeso “[…] enchei-vos do Espírito, falando entre vós com salmos, entoando e louvando de coração ao Senhor com hinos e cânticos espirituais” (Efésios 5:18-19). Canções que glorificam a Deus podem atingir o patamar mais profundo onde o significado jamais se apaga. Mais do que palavras, harmonia ou pensamentos conscientes, esse tipo de música é bom para a alma e para o coração. —DCM

É inevitável louvar a Deus quando o coração está em sintonia com Ele. David C. McCasland

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DISTORÇÃO

Para que a vossa fé não se apoiasse em sabedoria humana, e sim no poder de Deus. —1 Coríntios 2:5

Cartógrafos (que desenham mapas) enfrentam o problema da distorção quando apresentam o formato arredondado da Terra na superfície plana de um mapa. Como não há uma maneira perfeita para solucionar este item, alguns mapas-múndi retratam a Groenlândia maior que a Austrália.
Os cristãos também precisam lidar com o problema da distorção. Quando tentamos compreender o reino espiritual dentro das limitações do mundo físico, podemos exagerar em pequenos detalhes e minimizar questões importantes.
O Novo Testamento menciona com frequência as distorções que surgem quando as ideias de mestres populares se tornam mais importantes para nós do que aquilo que Deus diz. O apóstolo Paulo afirmou que o propósito de Deus é: “[…] amor que procede de coração puro, e de consciência boa, e de fé sem hipocrisia” (1 Timóteo 1:5). O ensino sadio e confiável não distorce a Palavra de Deus nem divide a igreja, ao contrário — une os cristãos e edifica o corpo de Cristo para cuidarmos uns dos outros e fazermos a obra de Deus no mundo (1 Coríntios 12:25).
Todas as tentativas humanas para explicar Deus são inadequadas, e podem distorcer nossas prioridades, confundir nossas mentes e limitar nossa compreensão da vida espiritual. Para evitar a distorção da verdade divina, temos que confiar no poder de Deus em vez de confiarmos na sabedoria humana. (1 Coríntios 2:5). —JAL

Para detectar um erro, exponha-o à luz da verdade de Deus. Julie Ackerman Link

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CABRAS SERVEM JESUS

Ora, aquele que possuir recursos […], e vir a seu irmão padecer […], e fechar-lhe o seu coração, como pode permanecer nele o amor de Deus? —1 João 3:17

Quando o casal Mueller sentiu que Deus os chamava para trabalharem como missionários, no Sudão, tudo o que sabiam é que ajudariam a construir um hospital naquele país destruído pela guerra. Como poderiam saber com antecedência que as cabras fariam parte de seu futuro?
Quando ela começou a trabalhar com as mulheres, descobriu que muitas eram viúvas por causa da devastadora guerra civil e não podiam se sustentar. Surgiu-lhe então uma ideia. Se pudesse dar apenas uma cabra prenha para cada mulher, essa pessoa teria leite e consequentemente uma fonte de renda. Para dar continuidade ao programa, a mulher lhe devolveria um filhote recém-nascido — mas todos os outros produtos provenientes da cabra seriam usados para sustentar a sua família. O cabrito, em algum momento, seria doado a outra família. Este presente seria dado por amor a Jesus e mudaria a vida de muitas mulheres sudanesas — e abriria as portas para que a missionária compartilhasse as boas-novas do evangelho.
E para você, o que seria o equivalente àquelas cabras? O que você poderia dar ao seu próximo, ao seu amigo ou até mesmo para um desconhecido? É uma carona? Oferecer-se para ajudá-lo na jardinagem? Uma oferta de recursos materiais?
Como seguidor de Cristo, temos a responsabilidade de cuidarmos das necessidades alheias. (1 João 3:17). Nossos atos de amor revelam que Jesus habita em nossos corações, e dar aos necessitados, pode nos ajudar a falar de Jesus a outras pessoas. —JDB

Deus nos dá tudo que precisamos, então façamos o mesmo com os outros em suas necessidades. Dave Branon

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VOCÊ É DISTRAIDO?

Marta agitava-se de um lado para outro, ocupada em muitos serviços […] —Lucas 10:40

Na pesquisa “Os Obstáculos Para o Crescimento”, feita com dados obtidos em entrevistas com mais de 20 mil cristãos em 139 países, descobriu-se que em média 40 por cento dos cristãos ao redor do mundo dizem que “frequentemente” ou “sempre” executam rapidamente suas tarefas, umas após outras. Cerca de 60 por cento dos cristãos afirmam que “frequentemente” ou “sempre” as ocupações da vida atrapalham o desenvolvimento de seu relacionamento com Deus. É evidente que as ocupações realmente interferem em nossa comunhão com Ele.
Parece que Marta também permitiu que as suas ocupações a impedissem de compartilhar o seu tempo com Jesus. Quando ela recebeu Jesus e os discípulos em sua casa, ela ocupou-se demais com o preparo das refeições, com a lavagem dos pés e com o conforto de cada um deles. Tudo isto era necessário, mas parece que Lucas insinua que a ocupação de Marta com os preparativos transformou-se numa agitação, impedindo-a de refletir sobre as palavras de Jesus e de desfrutar momentos com Ele (Lucas 10:38-42).
E quanto a nós? Estamos correndo de um lado para outro, permitindo que as ocupações da vida ou até mesmo o trabalho para Jesus, nos impeçam de desfrutar uma doce comunhão com Ele? Peçamos a Deus que nos ajude a diminuir nossas distrações, e que Jesus seja o centro de nossos interesses. —MLW

Se você está ocupado demais para Deus, priorize novamente seus interesses. Marvin Williams

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COMPREENSÃO MÚTUA

Como águas profundas, são os propósitos do coração do homem, mas o homem de inteligência sabe descobri-los. —Provérbios 20:5

Uma das melhores formas de um homem amar sua esposa é compreendê-la. Pedro explica que para o marido esta atitude é um dever “vivei tendo consideração para com a vossa mulher” (1 Pedro 3:7).
Este princípio se aplica aos dois. Os maridos também querem ser compreendidos. Na verdade todos nós queremos. Todos nós, casados ou não, anelamos pela compreensão alheia no patamar mais profundo possível. Nós nascemos com essa necessidade e parece que jamais a superamos.
É um pretexto muito frágil dizer que não podemos compreender uns aos outros. Podemos e devemos. No entanto, estas atitudes exigem tempo — tempo na companhia do outro; perguntando e ouvindo atentamente, e depois prosseguindo na conversa. É assim tão simples e tão difícil. É claro que ninguém pode sondar completamente os mistérios do coração alheio, mas podemos aprender algo novo, todos os dias. O homem sábio que escreveu o livro de Provérbios chamou o entendimento de “fonte de vida” (16:22), uma profunda fonte de sabedoria para aqueles que o buscam.
Repito, a compreensão exige tempo — um dos presentes mais preciosos que podemos dar aos outros. A maneira que escolhemos para investir o nosso tempo é o indicador mais preciso, sobre o quanto nos importamos com aqueles que amamos.
Peça ao Senhor que hoje lhe dê a graça de dedicar um momento para compreender as pessoas importantes em sua vida. —DHR

Ouvir é uma porta aberta para a compreensão. David H. Roper

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UM NOVO DÉJÀ VU

Depois disto, tornou Jesus a manifestar-se aos discípulos junto do mar de Tiberíades […] —João 21:1

Um lendário jogador de beisebol Yogi Berra é famoso por suas declarações redundantes, como esta: “Só acaba quando termina” e “Já vi isso antes — é um novo déjà vu!”
Fico imaginando se os discípulos sentiram um “já vi isso antes” quando viram Jesus perto da praia (João 21). Desanimados e distraídos pelas suas próprias necessidades, tristes pela negação de Pedro e por sua deserção a Jesus. Eles haviam abandonado seu chamado para segui-lo e voltaram à sua antiga ocupação — a pesca.
Entretanto, após uma noite de pesca fracassada, de uma voz vinda da praia se ouviu: “Lançai a rede à direita do barco e achareis” (João 21:6). Quando fizeram isso, as redes se encheram tanto que eles não conseguiam puxá-las. Sem dúvida, recordaram-se rapidamente do seu primeiro encontro com Jesus — quando Ele apareceu na praia onde trabalhavam e, depois de outra pesca maravilhosa, os chamou para abandonarem suas redes e segui-lo (Lucas 5:1-11).
Como os discípulos, nós também desejamos retomar a nossa lista de afazeres quando nos sentimos desencorajados na caminhada com Jesus. O Senhor, porém, reaparece na praia das nossas vidas para oferecer o perdão e nos levar de volta àqueles momentos em que Ele nos chamou primeiro.
É como um novo déjà vu — tudo se torna igual novamente! —JMS

Jesus nos chama para segui-lo — e repete o Seu chamado sempre que necessário. Joe Stowell

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PERDÃO PELAS LÁGRIMAS

[Jesus] agitou-se no espírito e comoveu-se. —João 11:33

Minha amiga estava passando por uma grande mudança em sua vida — ela estava deixando o seu emprego de 50 anos por um novo empreendimento. Ela chorou ao se despedir, e dizia: “Perdão pelas lágrimas.”
Por que, às vezes, sentimos necessidade de nos desculpar por chorar? Talvez vejamos as lágrimas como uma demonstração de fraqueza de caráter ou vulnerabilidade que não apreciamos. Talvez estejamos desconfortáveis ou achamos que as nossas lágrimas causem desconforto aos outros.
Entretanto, nossas emoções foram dadas pelo Senhor. Elas são uma das nossas características por termos sido criados à imagem e semelhança de Deus (Gênesis 1:27). Ele sofre. Em Gênesis 6:6-7, Ele estava triste e zangado com o pecado de Seu povo e a separação que isso causava entre eles. Jesus, o Deus encarnado — uniu-se a suas amigas Marta e Maria no sofrimento pela perda de seu irmão Lázaro. (João 11:28-44). “[Jesus] agitou-se no espírito e comoveu-se (v.33). Ele “chorou” (v.35). “Jesus, agitando-se novamente em si mesmo, encaminhou-se para o túmulo” (v.38). Duvido que Ele tenha se desculpado pelas lágrimas que verteu.
Ao chegarmos ao céu, não haverá mais pranto, separação ou dor, e Deus enxugará dos nossos olhos toda lágrima (Apocalipse 21:4). Enquanto isso, as lágrimas podem irromper. Desculpas não são necessárias. —AMC

Se você duvida do cuidado de Jesus, lembre-se de Suas lágrimas. Anne Cetas

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DIZENDO A VERDADE

Porém o Senhor lhes enviou profetas […] mas eles não deram ouvidos. —2 Crônicas 24:19

O livro O Sol é Para Todos, foi escrito por Atticus Finch, um advogado respeitado de uma pequena cidade do sul dos Estados Unidos, nos anos 30, durante o período de segregação racial. Quando ele decide defender o caso de um negro inocente contra dois brancos desonestos, ele sabe que enfrentará o terrível preconceito do grupo de jurados. No entanto, sua consciência o impele a dizer a verdade com ousadia, mesmo diante de oposição.
Os profetas do Antigo Testamento muitas vezes eram enviados para pregar a verdade a pessoas inflexíveis. “Porém o Senhor lhes enviou profetas para os reconduzir a si; estes profetas testemunharam contra eles, mas eles não deram ouvidos” (2 Crônicas 24:19). A sua mensagem geralmente resultava em perseguição e algumas vezes até mesmo em morte (Hebreus 11:32-38).
Durante o ministério de Cristo na terra, a Sua mensagem também causou forte oposição. (Lucas 4:21-30). Ainda assim, na soberania de Deus, o terrível erro judicial que sentenciou Jesus a morrer na cruz comprou a nossa redenção.
Agora como representantes do Cristo ressurreto neste mundo, devemos promover a reconciliação, a justiça e a integridade (Miquéias 6:8; 2 Coríntios 5:18-21). E para promovê-lo é necessário dizer a verdade mesmo diante de oposição. Esta é a tarefa de todo cristão até aquele dia, quando Cristo fizer justiça (Apocalipse 20:11-15). —HDF

É melhor dizer a verdade e enfrentar rejeição, do que escondê-la só para ser aceito. Dennis Fisher

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VÁ ALÉM DA LEITURA

Revesti-vos, pois, como eleitos de Deus, santos e amados, de ternos afetos de misericórdia, bondade […] longanimidade. —Colossenses 3:12

“Pastor, onde estão os devocionais do Nosso Andar Diário?” As palavras saíram duras — quase agressivas. A última edição ainda não tinha sido colocada na estante apropriada ao lado da saída do auditório do templo. Foi razão suficiente para um leitor confrontar o pastor pela ausência dos livretos. Apesar de não ser sua a responsabilidade por distribuí-los, o pastor sentiu-se incomodado pela forma como este membro o repreendeu por não assegurar-se que os devocionais estivessem lá em tempo.
Ao ouvir isto, fiquei chocado com a ironia desta situação. Os livretos de meditações são feitos para incentivar o crescimento cristão e a graça misericordiosa. E como seguidores de Cristo que leem devocionais, esperamos crescer em maturidade espiritual, que conduz a “ternos afetos de misericórdia, de bondade, de humildade, de mansidão, de longanimidade” — qualidades com as quais Paulo nos incentiva a “revestir-mo-nos” (Colossenses 3:12).
Nossas práticas espirituais — a leitura da Palavra de Deus acompanhada de um material de estudo ou livreto de meditações, oração e adoração em conjunto — não devem ser um fim em si mesmas. Ao invés disso, essas atitudes são recursos para nos tornarmos mais semelhantes a Cristo, mais piedosos e melhor orientados pelo Espírito. Nossa prática espiritual deve permitir: “Habite, ricamente, em vós a palavra de Cristo” (Colossenses 3:16), que se revelará em tudo que fazemos e dizemos. —JDB

O estudo bíblico serve não somente para nos informar —, mas para transformar. Dave Branon

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DETALHES, DETALHES

Em tudo, dai graças […] —1 Tessalonicenses 5:18

Detalhes fazem a diferença. Pergunte ao alemão que pretendia visitar a noiva no feriado de Natal, mas acabou indo para a cidade de Sidney, coberta de neve, em Montana, nos EUA, ao invés da ensolarada Sydney, na Austrália.
As preposições em nossa língua parecem um detalhe insignificante, mas podem fazer uma grande diferença. As palavras “em” e “por” são um exemplo disso.
O apóstolo Paulo escreveu: “Em tudo, dai graças” (1 Tessalonicenses 5:18). Isso não significa que devemos ser gratos por tudo. Não precisamos ser gratos pelos (por+os) erros que alguém comete, mas podemos ser agradecidos em todas as circunstâncias, pois o Senhor pode usar as dificuldades resultantes para o bem.
A carta de Filemom ilustra esta ideia, quando Paulo estava preso com Onésimo, um escravo fugitivo. Ele certamente não precisava agradecer por sua situação difícil. Ainda assim, a sua carta estava cheia de gratidão, pois ele sabia que Deus estava usando essa situação para o bem. Onésimo se tornara algo mais, além de escravo agora ele era um amado irmão no Senhor (v.16).
Saber que Deus pode usar tudo para o bem é razão mais do que suficiente para darmos graças em tudo. Agradecer em situações difíceis é um pequeno detalhe que faz uma grande diferença. —JAL

Deus não prometeu livrar-nos das tempestades da vida, mas Ele nos ajudará a enfrentá-las. Julie Ackerman Link

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EXTRAVAGÂNCIA OLÍMPICA

Assim brilhe também a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai que está nos céus. —Mateus 5:16

A cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos de Pequim em 8 de agosto de 2008 impressionou o mundo. Eu assiti pela televisão, enquanto mais de 90 mil pessoas assistiram ao vivo no Estádio do Ninho do Pássaro em Pequim. Foi inspirador saber mais sobre os cinco mil anos de história da China e as invenções que contribuíram para o mundo: a fabricação de papel, a impressora portátil, a bússola e os fogos de artifício.
A rainha de Sabá ficou muito impressionada com o que viu durante sua visita a Salomão (1 Reis 10:4-5). Os lugares de Jerusalém a deixaram tão estupefata que ela exclamou: “não me contaram a metade” (v.7). Acima de tudo, ela se surpreendeu com a sabedoria de Salomão (vv.6-7). Ela estava convencida de que os súditos de Salomão eram felizes, pois estavam continuamente diante dele e ouviam a sua sabedoria (v.8). Ela terminou bendizendo ao Senhor de Salomão por torná-lo rei, para que ele pudesse “executar juízo e justiça” (v.9).
O impacto de Salomão sobre o seu povo me fez pensar sobre a nossa contribuição para o mundo. Não nos preocupamos em impressionar os outros com os nossos bens ou habilidades, mas todos devemos cultivar o desejo de fazer diferença na vida das pessoas. Que tal se cada um de nós fizesse algo hoje que ajudasse as pessoas a louvarem ao Senhor. —CPH

Os cristãos são janelas através das quais Jesus pode brilhar. C. P. Hia

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AQUIETE-SE

Aquietai-vos e sabei que eu sou Deus; sou exaltado entre as nações, sou exaltado na terra! — Salmo 46:10

Sentado na cadeira do dentista, me preparei para a broca que começaria o meu tratamento de canal. Estava pronto para enfrentar o pior, minha linguagem corporal e expressão facial demonstravam meu pavor. O dentista me olhou e sorriu dizendo: “Está tudo bem, Cesar. Tente relaxar.”
Não é fácil fazer isso. Na verdade é muito difícil tentar (exige esforço e empenho) relaxar (exige falta de esforço e empenho). Parece que tentar e relaxar simplesmente não combinam — não apenas na cadeira do dentista, mas também no reino espiritual.
Com muita constância, resisto de todas as formas para evitar as visitas ao dentista. Em meu relacionamento com Cristo, eu descubro que não estou buscando os propósitos de Deus, mas os meus próprios interesses. Em momentos como esse é difícil demais tentar relaxar e confiar genuinamente em Deus para os resultados das provações da vida.
Em Salmo 46:10, lemos: “Aquietai-vos e sabei que eu sou Deus; sou exaltado entre as nações, sou exaltado na terra!” Quando meu coração está ansioso, este versículo me lembra de que devo “me aquietar e saber”. Agora, se eu puder colocar isso em prática e descansar confiante em Seu cuidado, ficarei em paz. —WEC

Deus conhece o futuro, portanto, estamos seguros em Suas mãos. Bill Crowder

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SOLUÇÃO DE CONFLITO

Rogo a Evódia e rogo a Síntique pensem concordemente, no Senhor. —Filipenses 4:2

Celebra-se hoje em muitos países o Dia Internacional de Resolução de Conflitos. O objetivo desta celebração é incentivar as pessoas para que usem a intermediação e a conciliação, ao invés do sistema judiciário para acertarem suas diferenças. Como seguidores de Cristo não estamos imunes ao conflito, por isso precisamos aprender a resolver nossas desavenças de maneiras que honrem ao Senhor.
Dizem que as “brigas nas igrejas geram os piores conflitos”, talvez porque ocorram entre pessoas que professam a crença na unidade e no amor. Muitos cristãos foram tão feridos por um irmão na fé, que saíram da igreja e jamais retornaram.
Evódia e Síntique são citadas nominalmente na Bíblia e persuadidas a resolver suas diferenças: “pensem concordemente, no Senhor” (Filipenses 4:2). Ao invés de deixá-las resolverem seus conflitos sozinhas, Paulo apelou a um companheiro de confiança que as ajudasse, quando escreveu: “auxilies [estas mulheres], pois juntas se esforçaram comigo no evangelho” (v.3). Neste mesmo contexto, Paulo instigou os filipenses a levar seus pedidos a Deus, enfatizando que a oração traz a paz divina (v.7) e a sensação da Sua presença permanente (v.9).
Os relacionamentos quebrados numa comunidade cristã são da responsabilidade desta. Em meio às dores e diferenças podemos encorajar, ouvir e orar. —DCM

O perdão restaura os relacionamentos quebrados. David C. McCasland

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A DERROTA DA MORTE

Graças a Deus, que nos dá a vitória por intermédio de nosso Senhor Jesus Cristo. —1 Coríntios 15:57

A fé cristã deve fazer diferença em nosso estilo de vida diariamente. Contudo, a prova final da nossa confiança no evangelho é a nossa reação diante da morte. Quando participamos do funeral de um amigo que partiu e amava o Senhor Jesus, nos reunimos para honrar um cristão, cuja firme confiança em Cristo abençoou ricamente a vida daqueles que o conheceram. As palavras ditas são mais uma expressão de louvor a Deus do que um tributo a um companheiro admirável. O culto é um testemunho da vitória do nosso Salvador sobre a morte e o sepulcro, que glorifica a Deus (1 Coríntios 15:54-57).
Quanta diferença do funeral de Charles Bradlaugh, um combatente britânico ateu. O escritor Arthur Porritt relembra: “Nenhuma oração foi feita diante do túmulo. Na verdade, nem uma palavra foi balbuciada. Os restos mortais foram colocados em um caixão leve e baixados a terra de forma um tanto quanto sem cerimônia, como se um cadáver em decomposição estivesse sendo colocado fora de visão apressadamente… parti com o coração gelado. Só então despertei e percebi que, a perda da fé na continuidade da personalidade humana após a morte, dá a ela uma vitória pavorosa.”
Os cristãos, entretanto, creem na comunhão face a face com Deus após a morte e a ressurreição final dos nossos corpos (1 Coríntios 15:42-55; 1 Tessalonicenses 4:15-18). A sua fé se alegra com a vitória sobre a morte? —VCG

Porque Cristo vive, nós também viveremos.
Vernon Grounds

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NOS OMBROS DOS GIGANTES

[…] como fui com Moisés, assim serei contigo […] —Josué 1:5

Os gigantes têm um lugar especial em nossa tradição — histórica e literal. Do verdadeiro gigante Golias ao gigante ficcional da história de João e o pé de feijão, somos fascinados por estes personagens maiores que a vida.
Às vezes usamos a palavra gigante para honrar pessoas de tamanho normal que fizeram algo extraordinário. Um exemplo disso é o físico do século 17 Isaac Newton. Ele era um cristão comprometido e creditou seu sucesso a outros gigantes que o antecederam. “Se enxerguei um pouco mais longe,” disse ele: “é porque me coloquei nos ombros de gigantes.” Newton tornou-se verdadeiramente um gigante, em cujos ombros cientistas que o sucederam se posicionaram — até mesmo quando usaram as suas observações na conquista do voo espacial.
Quando Deus ordenou a Josué que liderasse os israelitas até a Terra Prometida, Josué certamente podia se colocar nos ombros de um gigante. Ele presenciou a liderança de Moisés durante 40 anos, e agora colocaria em prática o que aprendeu.
Josué tinha outra vantagem — a sua caminhada com Deus sustentou a missão da vida dele. Enquanto ele liderava Israel, tinha o exemplo de Moisés e a prometida presença de Deus.
Você procura por ajuda ao enfrentar o futuro? Procure um gigante para seguir. E jamais subestime a importância da sua caminhada com Deus. —HDF

É bom exemplo, alguém que conhece, segue e mostra o caminho. Dennis Fisher

ENSINE BEM SEUS FILHOS

Ensinai-as a vossos filhos, falando […] e andando pelo caminho, e deitando-vos, e levantando-vos. —Deuteronômio 11:19

A Valsa da Bela Adormecida, o Prelúdio de 1812 e A Suíte Quebra-Nozes fizeram parte das músicas da minha infância.
Às vezes, um narrador contava histórias ou — como no caso de Tubby, a Tuba e Pedro e o Lobo — apresentava os sons de diversos instrumentos as minhas irmãs e a mim. Em seu desejo de transmitir o seu amor pela música, meus pais usaram este método como uma ferramenta de ensino. Funcionou! O entrelaçamento entre os contos e melodias clássicas exerceu profundo impacto sobre nós.
Quando um adulto quer transmitir informações importantes à criança, muitas vezes é melhor contar com o apoio de uma história, pois esta é melhor compreendida e apreciada. É especialmente importante contar para as crianças as histórias da Palavra de Deus, porque as verdades duradouras da Bíblia podem moldar o caráter e mostrar as consequências das atitudes (1 Coríntios 10:11). Sementinhas de fé podem ser cultivadas em solo fértil e ajudar as crianças a ver como Deus trabalhou na vida de Seus seguidores através da história. As histórias bíblicas também revelam como Deus está intimamente envolvido em nossas vidas.
O que vimos Deus fazer por nós e o que Ele fez pelo Seu povo através da história deve ser transmitido à próxima geração (Deuteronômio 11:1-21). O futuro dela depende disso. Ensine bem suas crianças. —CHK

O caráter das suas crianças no amanhã, depende do que você colocar em seus corações hoje. Cindy Hess Kasper

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TEMPO DE APOSENTADORIA

Porquanto, quem quiser salvar a sua vida perdê-la-á; e quem perder a vida por minha causa achá-la-á. —Mateus 16:25

Após trabalhar por 40 anos como professora, Janete se aposentou. Ela e seu marido aguardavam ansiosamente a chegada do primeiro neto.
A aposentadoria é o estágio da vida no qual muita gente simplesmente relaxa, viaja, ou diverte-se com hobbies. Quando Janete ouviu falar de um ministério para jovens em situações de risco numa cidade vizinha, ela logo percebeu que precisava se envolver. “Percebi que há crianças simplesmente esperando e eu podia fazer diferença,” disse ela. Começou a ensinar inglês a um jovem liberiano forçado a fugir da sua terra natal devido à guerra civil. Apesar de estar em ambiente seguro, ele não compreendia o novo idioma. Sobre esta oportunidade ministerial, Janete sorrindo falou: “Eu poderia simplesmente me ocupar fazendo compras, mas que graça teria?”
Janete está fazendo diferença. Talvez ela tenha aprendido um pouco do que Jesus quis dizer, quando afirmou: “Quem quiser salvar a sua vida perdê-la-á; e quem perder a vida por minha causa achá-la-á” (Mateus 16:25). Dedicar-se ao Senhor ajudando os outros requer desprendimento, porém um dia Jesus recompensará esse esforço (v.27).
Sigamos o exemplo de amor desta mulher, por Deus e pelos outros — não importa em que estágio da vida estejamos. —AMC

Trabalhe para o Senhor — o plano divino para a aposentadoria é fora de série. Anne Cetas

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COMO AJUDAR OS QUE SOFREM

Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três; porém o maior destes é o amor. —1 Coríntios 13:13

Quando perguntei as pessoas que sofrem: “Quem te ajudou?” ninguém citou o nome de um PhD de um renomado seminário ou de um filósofo famoso. Todos temos a mesma capacidade para ajudar quem está sofrendo.
Ninguém pode colocar em uma embalagem a resposta apropriada para o sofrimento. Se você for aos próprios sofredores, alguns se lembrarão de um amigo que alegremente os ajudou a esquecer uma doença. Outros considerarão tal abordagem ofensiva. Alguns preferem o diálogo franco e honesto; outros acham tal discussão insuportavelmente depressiva.
Não existe uma cura milagrosa para alguém que sofre. Essa pessoa precisa principalmente de amor, pois o amor detecta instintivamente o que é necessário. Jean Vanier, que fundou o movimento L’Arche (A Arca) para os deficientes mentais, afirma: “Pessoas feridas que foram machucadas pelo sofrimento e doença pedem apenas uma coisa: um coração que as ame, se comprometa e que seja cheio de esperança.”
Um amor assim pode ser doloroso para nós. O apóstolo Paulo nos lembra o significado do amor verdadeiro: “tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta” (1 Coríntios 13:7).
Muitas vezes Deus costuma usar pessoas comuns para trazer a Sua cura. Aqueles que sofrem não precisam do nosso conhecimento e sabedoria, eles precisam do nosso amor. —PY

Aqueles que não demonstram o seu amor não amam verdadeiramente. —Shakespeare Philip Yancey

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QUEM VAI LÁ?

Depois de fazer sair todas as que lhe pertencem, vai adiante delas, e elas o seguem, porque lhe reconhecem a voz. —João 10:4

No último outono minha esposa Caroline e eu dirigíamos por uma estrada sinuosa nas montanhas próximas a nossa casa, quando passamos por um rebanho de ovelhas que descia a estrada diante de nós. Um pastor solitário ia adiante com seus cães, retirando o seu rebanho dos pastos de verão e conduzindo-o para as planícies e alojamentos de inverno.
Estacionamos no acostamento, enquanto esperávamos o rebanho que passava por nós. Observamos até que o rebanho estivesse fora do alcance da nossa visão e depois fiquei imaginando: Será que as ovelhas têm medo de mudança, movimento, novos lugares?
Como a maioria dos mais velhos, eu gosto do aprisco — os antigos, locais familiares, porém, tudo está mudando atualmente. Estou sendo levado para fora, para longe dos ambientes familiares e sendo conduzido ao vasto desconhecido. Que novos limites me alcançarão no futuro? Que medos inomináveis despertarão? As palavras de Jesus em João 10 vêm à mente: “Depois de fazer sair todas as que lhe pertencem, vai adiante delas” (v.4).
Podemos estar desanimados quanto ao que a vida tem para nós neste e no próximo ano, mas o nosso Pastor conhece o caminho que estamos seguindo. E Ele vai adiante. Ele não nos levará por caminhos perigosos ou árduos demais onde não nos poderá ajudar. Ele conhece os nossos limites e o caminho para os pastos verdejantes e para a boa água; precisamos somente segui-lo. —DHR

Nosso futuro está seguro nas mãos do nosso Deus onisciente. David H. Roper

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