Nilton Mendonça
Ora, todos lamentam daquele algo duvidoso.
Então porque colocar tanta expectativa naquele algo que gera
um grau de incerteza?
Não acredito que nenhum ser humano doa ou dá, com a mesma intensidade que cobra.
Mas acho louvável a consciência,
tanto o ser idoso, quanto o ser em plena juventude; a vida entregou aos dois a mesma carga horária pra transformar seu caminho,
A pintura que faz referencia a Deus e Adão onde os dois tentam tocar seus dedos pra se identificarem; assim é o ser humano que tenta identificar-se com algo que ele nem imagina por causa de seu coração duro,
É válido para o ser humano a exposição exagerada onde olhos arregalados por outros assistem enigmáticos ao nos perceberem. Mas totalmente infelizes quando a sós e ao fecharem-se em seus casulos domésticos amarguram uma saudade e em solidão chora-se,
Não adianta, por mais que insistamos viver de passado no presente.
Ganhamos do Universo o presente, no presente.
Aproveite ou simplesmente faça valer na gratidão de experiencia-lo.
O tempo é imperecível, nós não,
Como entender e ter o desprendimento do algo que jamais seremos donos ou teremos posse?
É ai que é preciso Amor!
Que eu não permita que me coloquem um outro eu,
que não seja Eu,
e sendo eu,
que Eu me reconheça.
E que eu me olhe no espelho, me enxergando exatamente como eu.
Já que existem outros eu, quando me provocam.
Aquele outro eu, lá de fora!
O paradigma me olhou e acusou-me de ser especial, inteligente, um tratar-se de uma raridade.
Perplexo fitei-o e pensei... Em qual paradoxo vive este ser que em certo tempo subjuga-se em outro exacerba-se?
Faça-se a luz, iluminando as trevas da mente, dos que andam zumbizados, entrando e saindo de suas crateras mentais...
Senhores fundamentalistas não percam tempo adjetivando o Criador (Deus), apenas entendam que ele é o todo ou, TUDO! O resto é eGo,
De repente fui invadido por um pensamento, a premissa ideia surgiu,
a maioria dos que lutavam por liberdade foi justamente dos que estavam do lado do poder, onde a minoria enraizados em falsos princípios agarrados ao seu ego arrastavam um grupo de miseráveis revoltosos onde infundiam ideais que nem eles sabiam.
Uma vez que a aristocracia com seus ritos impediam seus rebentos de degustarem uma felicidade particular dos que sobreviviam do nada onde eram plenos em apenas um vislumbrar de uma miragem do ter e poder...
Falei a um amigo!
Somos iguais a roupa suja, chega ao fim do dia temos que tira-la pra ser lavada, porque se não começa a cheirar tão mal que precisa ser colocada em molho e muitas vezes higienizar, pra não restar nenhum vestígio do passado.
O mesmo ocorre com os seres humanos.
Se houve uma partida, que guardemos as delicias dos bons momentos.
Se houve uma doença, que a luta seja permanente, mas em um dado momento fazer um esforço e tentar entender o porquê do estado que se vive.
Se houve o pior, a morte; que nos apeguemos ao metafisico o ser superior, é de lá que viemos, é pra lá que retornaremos.
O fato é: viemos ao mundo experienciar a dor e o sofrer.
Porém só fixamos a alegria e esbornia.
Um grande engano.
Mas também viemos ao mundo pra entender que tudo isto é algo peculiar onde em um dado momento de inconsciência foi pedido ao criador como forma de entender o todo.
Entende?!
Viver é aprender...
Talvez como disse o poetinha sobre os encontros, NUNCA valorizamos nossas presenças e quando nos perdemos TODOS estrada à fora percebemos o quanto não valorizamos o presente de estarmos em companhia.
Pense bem quando estiver junto de algumas pessoas e agradeça!
Ainda há tempo pra dizer eu te Amo,
Porém não me refiro aquela coisa melada onde alguns seres vivem-se cheirando a dizer me me mê, mimimi,
Refiro-me a fraternidade, onde jamais se olha os defeitos meus nos outros,
Não me conte suas lutas, relate-me somente porque as persegue e, qual a finalidade já que as glórias são vãs,
As pessoas não estão preparadas pra vivenciar outros seres descaídos, doentes, largados, desempregado.
Acostumamos a ver somente o belo, o arrumadinho e enfeitado.
Se nos apresentarmos maltrapilhos e mostrando-se moribundos, ainda que de fachada, só pra impressionar, todos sem exceção fazem cara de dó.
Alguns indicam e convidam pra irem a igreja de assídua pratica.
Outros farão até vaquinha, mas jamais ousarão oferecer sua convivência, pois reiteram que em um dado momento os que recebem ajuda em breve os trairá.
Ai vem em minha imaginação.
Será que só nos reconhecemos uns nos outros se aparentarmos bem, felizes e livre de todo mau, se estivermos feito ou igual a uma foto; ali estática bela e bonita, mas ainda sim uma foto, mesmo que já em óbito,
